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Mensagens

Actividades de sequeiro no Pinhal do Rei

            Essencialmente, esta actividade consistia na recolha do penisco   (semente do pinheiro-bravo) para futuras sementeiras ou comercialização.             As pinhas verdes provenientes de cortes finais feitos na Mata no ano anterior eram colocadas nas eiras em dias de Sol bastante forte para que pudessem abrir. Depois de estarem bem secas e abertas, trabalhadoras dos Serviços Florestais iam batendo as pinhas umas nas outras até que todo o penisco ficasse fora das pinhas e pudesse ser recolhido.             O penisco era colocado em sacos e transportado em carros de madeira manuais para armazéns de onde depois seguia para o seu destino final.             As pinhas secas eram depois vendidas à população.        ...

Árvores de interesse público do concelho da Marinha Grande

            A existência de duas grandes matas nacionais no concelho da Marinha Grande, o Pinhal do Rei (Mata Nacional de Leiria) e a Mata Nacional do Casal da Lebre, leva-nos, consequentemente, a que, no nosso concelho, haja uma grande quantidade de árvores classificadas como “árvores de interesse público”.            A contribuir em grande parte para esse facto, encontra-se o Pinhal do Rei cuja área ocupa cerca de 2/3 do concelho da Marinha Grande. Além da quantidade e diversidade, é de referir também a longevidade de algumas destas árvores, com exemplares a ultrapassarem já a idade de 200 anos.             Fora destes dois perímetros florestais, também classificado como árvore de interesse público, existe ainda na Marinha Grande, na Escola Básica do 2º e 3º Ciclos - Guilherme Stephens, um sobreiro com uma idade aproximada ...

O antigo Ponto de Vigia dos Outeiros

            Em tudo idêntico aos Pontos de vigia ainda hoje ao serviço no Pinhal do Rei, tudo leva a crer que o ponto de vigia existente no lugar dos Outeiros em Vieira de Leiria foi, provavelmente, construído obedecendo ao projecto do Eng.º Mário Amaro Santos Galo por volta de finais da década de 30 do século passado.             Este ponto de vigia, situado fora do perímetro do Pinhal do Rei (Pinhal de Leiria – Mata Nacional de Leiria), servia não só este Pinhal mas também o Pinhal do Pedrógão fazendo a ligação entre estas duas matas vizinhas.             Depois de dasactivado, o ponto de vigia serviu de brincadeira às crianças daquele tempo que se entretinham subindo ao cimo para, lá do alto, numa fugida, observarem a paisagem.             Mais tarde, o ponto ...

Casa de Guarda Nova da Louçã (vestígios)

            Uma vez que não conheço completamente o nosso Pinhal do Rei, e estando interessado em superar essa falha, tenho vindo a fazer alguns passeios, de vez em quando, precisamente no sentido de aumentar o meu conhecimento em relação à actualidade do Pinhal, vindo aqui, posteriormente, disso dar conhecimento.             Se algumas vezes o faço revisitando locais onde já não ia há muito tempo, acontece-me por vezes deslocar-me a um local onde nunca tinha ido, do qual apenas ouvi falar ou tive conhecimento por antigos mapas do Pinhal, desconhecendo em concreto se vou ou não encontrar o que procuro e em que estado se encontra, caso ainda exista.             Foi este o caso de uma visita ao Pinhal que, há alguns dias atrás, fiz em busca da antiga Casa de Guarda Nova da Louçã.       ...

José Lopes Vieira

            Nasceu a 18 de Junho de 1862, no lugar de Abadia, freguesia de Cortes, concelho de Leiria.             Bacharel em Filosofia pela Universidade de Coimbra em1887, sentiu-se atraído pela silvicultura e obteve o diploma de engenheiro silvicultor na Escola Florestal de Nancy em 1889.             Embora convidado a leccionar nessa mesma escola, José Lopes Vieira recusou por desejar regressar a Portugal. No nosso país procurou desenvolver os novos métodos e processos que aprendera. Dirigiu os trabalhos de arborização das serras do Gerês e da Estrela, elaborando sobre este assunto vários estudos e valiosas indicações, não só silvícolas mas também sobre o aproveitamento hidroeléctrico – um problema que encarou com larga e justa visão.             Foi colocado...

A Fonte do Sardão

            De passagem pela zona norte do Pinhal do Rei, parei hoje propositadamente no talhão 51 para visitar a Fonte do Sardão. Situada junto ao Aceiro Exterior e a cerca de 2100 metros a sueste da bem conhecida Fonte da Água Formosa, num pequeno vale da parte norte do referido talhão, a fonte quase passa despercebida a quem não conhecer o local. Já, por outro lado, a quem ali chegue, despercebido não passa o facto de esta necessitar de obras de manutenção e limpeza, aliás, como muitas outras nesta Mata Nacional.             Quanto à água, não provei! Diz um letreiro afixado que não é controlada. A Fonte do Sardão Pôr-do-sol na Fonte do Sardão

Resinagem à morte

            Representando ainda uma valiosa fonte de receita na economia do Pinhal do Rei, a exploração da resina e a sua destilação deixaram, no entanto, de ser efectuadas directamente pelos Serviços Florestais.             Nos dias de hoje a produção de resina constitui uma actividade secundária, sendo apenas explorada nos últimos três anos antes do corte final. Nestes três anos a resinagem é feita de modo intensivo, com várias feridas em volta do tronco da árvore e subindo nele a cada ano, ou seja, sendo renovadas.             A resina e seus derivados são explorados por particulares que, mediante concursos abertos pelos Serviços Florestais, arrematam a sua exploração.             Das árvores sujeitas a este tipo de resinagem diz-se que estão à morte, já que, ...