terça-feira, 25 de agosto de 2015

Sinistro no Caminho de Ferro Americano – O esclarecimento de Alfredo Porphyrio Ferreira, chefe do movimento do caminho

(Informação cedida por Carlos Gomes)
In: "Diário Ilustrado", nº 1649, Ano 6, Sexta-feira, 14 de Setembro de 1877, (excerto)
(Biblioteca Nacional de Portugal – Biblioteca Nacional Digital)


Nota: A publicação em 8 de Setembro de 1877 da notícia do sinistro ocorrido no caminho-de-ferro americano de Pedreanes a S. Martinho no Diário Ilustrado motivou esta resposta de Alfredo Porphyrio Ferreira, chefe do movimento do caminho, publicada no mesmo jornal a 14 de Setembro.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Sinistro no Caminho de Ferro Americano


(Informação cedida por Carlos Gomes)
In: "Diário Ilustrado", nº 1644, Ano 6, Sábado, 08 de Setembro de 1877, (excerto)
(Biblioteca Nacional de Portugal – Biblioteca Nacional Digital)



Nota: A publicação desta notícia motivou uma posterior resposta (brevemente publicada), no mesmo jornal, de Alfredo Porphyrio Ferreira, chefe do movimento do caminho de ferro americano de Pedreanes a S. Martinho.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Na Torre da Crastinha

In: "Diário de Lisboa", nº 9544, Ano 29, Sábado, 25 de Junho de 1949, (excerto)
©casacomum.org/Fundação Mário Soares

Luneta que esteve instalada nos Pontos de Vigia
 
O Ponto de Vigia (Torre) da Crastinha

segunda-feira, 13 de julho de 2015

A Fonte Férrea

            É nas margens do Ribeiro de S. Pedro Moel que se concentra um grande número de pequenas fontes, aproveitando as nascentes de água fresca que ali emergem. Todavia, também na fronteira Este do Pinhal, existem várias fontes. É o caso da Fonte do Sardão, da Água Formosa ou da Fonte Férrea.
            A Fonte Férrea situa-se no talhão 179 junto à antiga Casa de Guarda da Garcia. A designação “Fonte Férrea” pode ver-se no mapa do Pinhal de 1940. Num outro mapa, alguns anos mais antigo, esta fonte aparece designada por Fonte do Garcia, o que, creio, deve ter sido um lapso, pois talvez se quisesse designá-la por fonte da Garcia, dada a proximidade da povoação da Garcia.


A Fonte Férrea

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Pinhal do Rei – Catedral verde à beira-mar

            Muitas têm sido, ultimamente, as intenções de divulgação da história e situação actual da Mata Nacional de Leiria/Pinhal do Rei, umas bem conseguidas e outras nem tanto.
            No passado mês de Abril, o jornal Região de Leiria brindou-nos com um excelente trabalho de 32 páginas sobre o Pinhal do Rei. De facto, sendo parte integrante da edição nº 4073 do jornal Região de Leiria do passado dia 9 de Abril de 2015, o suplemento “Pinhal do Rei – Catedral verde à beira-mar” é um enorme contributo para a divulgação desta mata nacional.
            Para quem não teve ainda a oportunidade de ler este notável trabalho, aqui fica mais uma oportunidade. Aceda aqui.


O suplemento “Pinhal do Rei – Catedral verde à beira-mar"

quinta-feira, 21 de maio de 2015

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Os enxertados do Pinhal do Rei

            Existem no talhão 185 do Pinhal do Rei, contíguo a sul ao Aceiro K, alguns curiosos e estranhos pinheiros bravos, resultantes de uma experiência de enxertia outrora feita neste talhão.
            Os objectivos concretos e os autores de tal experiência são desconhecidos, já o resultado está bem visível.
            Consultando o Plano de Gestão Florestal da Mata Nacional de Leiria/Pinhal do Rei, elaborado em 2010, constatamos que este talhão (parcela A) tinha, à data, uma idade de 37 anos, o que remete o nascedio para 1973, altura em que ainda se usava a sementeira artificial, feita dentro dos dois anos seguintes ao corte final.
            Ora, crê-se que, algum tempo depois, alguém, por razões desconhecidas, executou a referida experiência, enxertando em pinheiros novos, por cima, ramos de outros pinheiros.
            O resultado, visto hoje em dia, é que a parte original do tronco do novo pinheiro, que actualmente varia, entre exemplares, entre 0.5 e 1 metros de altura, apresenta uma casca (carrasca) normal, espessa, de cor castanha avermelhada e profundamente fissurada, enquanto, a parte enxertada apresenta uma casca fina, quase sem casca, típico dos ramos altos do pinheiro bravo, com os quais se fez a enxertia.
            Estes pinheiros apresentam também um fuste bastante direito.


Pinheiros enxertados

sexta-feira, 17 de abril de 2015

O regresso ao Pinhal do Rei

Há quanto tempo aqui não vinha…
E que bons tempos aqui passei.
Ai as saudades eu tinha
Deste meu Pinhal do Rei…
Mas, agora que regressei,
Quero ir visitar
Os lugares por onde andei,
Sem nenhum deixar escapar.

Quero ir de lés a lés,
Sem obstáculos ou entraves,
Escutar o belo canto das aves
E o suave crepitar do ribeiro,
Perder o Norte e o paradeiro,
Quero ir de lés a lés.

Quero dar a Volta aos Sete,
Quero ir ao Canto do Ribeiro,
Andar por aí num aceiro,
Sem nada que me inquiete.

Quero dar a volta à Mata,
Quero ver o Lis e os Campos,
Quero viajar no Comboio de Lata
E ir ao Vale dos Pirilampos.

Quero ir à Ponte Nova.
No Tromelgo quero ver o viveiro,
E, mesmo junto ao Aceiro,
Quero passar na Lagoa Cova.

Quero ir visitar as Tercenas,
A Crastinha e Água Formosa,
E, com tantas paisagens amenas
Desta floresta majestosa,
Ainda vou escrever uns poemas,
Seja em verso ou seja em prosa.

Quero ver os pinheiros-serpente
E os imponentes sementões,
Que, lançando sua semente
Semeiam novos talhões.

Mas falta-me agradecer
Aos Guardas Florestais
Que, com seu constante labor,
Com afeição e saber,
Trazem sempre num primor
Estas Matas Nacionais.

Ai Pinhal dos meus sonhos,
Ó floresta encantada,
Dás camarinhas e medronhos,
Foste sempre a mais cantada.

Tens fontes de água fresca,
Deveras pura e cristalina,
Aí qualquer um se refresca
Pelo púcaro da resina.

E, de tudo o que lembrei,
Vou então visitar…
E que bom vai ser recordar
Os lugares por onde andei.

Mas, depois de muito andar,
Afinal que vejo eu?
Valeu a pena voltar?

Sim, o que vejo eu?
Vejo estradas e mais estradas
Mas, não servem, estão esburacadas.
O Viveiro não existe
E o Comboio desapareceu.
O Pinhal está triste!
As fontes estão abandonadas
E as águas contaminadas.
O Pinhal está esquecido
E o Ribeiro poluído.
E os Guardas?      
Onde estão os Guardas?

Oh, mas que fizeram ao Pinhal do Rei?
O que fizeram ao Pinhal de outrora?
Será melhor ir-me embora…
Finda aqui o que sonhei.

E alguém me diz afinal
O porquê do que fizeram
À minha Catedral?


JM Gonçalves
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...