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Mensagens

O Pinhal do Rei e o Centro Ciência Viva da Floresta

“O Centro Ciência Viva da Floresta, em Proença-a-Nova, é parte integrante da rede nacional de vinte Centros Ciência Viva distribuídos por todo o país e que surgem como um dos eixos de atuação da Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica (Ciência Viva), criada em 1996 para promover a cultura científica e tecnológica na sociedade portuguesa.” (1) O Centro Ciência Viva da Floresta, a funcionar desde Julho de 2007, (…) “oferece aos cidadãos experiências e recursos para incorporarem a ciência na sua cultura e assim capacitá-los para compreenderem o mundo em que vivemos.”. (2) O espaço de exposição deste Centro inclui uma grande diversidade de fotografias, produtos, utensílios, exemplares de arvoredo e pequenos animais (peixes de rio ou lagos; formigas) ligados às florestas e à sua exploração. Em grande número estão também as instalações interactivas e alguns pequenos vídeos, onde o visitante é convidado a tocar, ver, ouvir, experimentar, descobrir, imaginar e aprender. Aqui pod…

O Caminho das Tábuas e das Varas

Durante centenas de anos, praticamente até metade do século XIX, os transportes usados no Pinhal do Rei para transportar quaisquer produtos foram os carros de tracção animal, maioritariamente puxados por bois, sendo também muito utilizadas a tracção equina e asinina. Tudo era feito por veículos de tracção animal, desde as sementeiras até ao escoamento dos produtos do Pinhal, incluindo o transporte das lenhas para a Fábrica dos Vidros ou de madeiras para os portos de embarque, donde seguiam depois por via marítima. Sendo muito vagarosos, este tipo de transportes levou a que se procurassem formas de transporte mais evoluídas para o escoamento dos produtos do Pinhal. Ora, porque o porto na Praia da Vieira foi usado durante quase todo o Século XIX, sabe-se que, já em 1840, existia um caminho destinado a facilitar o trajecto entre Pedreanes e os grandes armazéns das Tercenas, na foz do Rio Lis. Este caminho ficou conhecido por “Caminho das Tábuas”, por aí se transportarem tábuas para embarca…

A Fábrica Resinosa

O Regulamento de 1790 para o Pinhal de Leiria, do Ministro da Marinha Martinho de Melo e Castro, que dá ordem para construção de uma nova fábrica de pez em S. Pedro de Moel, regula também a Fábrica Resinosa, situada no lugar do Engenho em conjunto com a Fábrica da Madeira. Assim, esta fábrica é anterior à de S. Pedro de Moel, não sendo possível, no entanto, conhecer a data da sua construção. Contudo, a existência de fornos de pez no mesmo local, desde há muito, leva a crer que esta fábrica tenha resultado da natural evolução técnica que vinha a ser implementada há alguns anos e da passagem do Estado à situação de proprietário, passando a produzir pez e outros produtos de base resinosa e a aproveitar os grandes lucros do fabrico destes produtos. Esta fábrica possuía dezasseis fornos quando, em 1810, foi destruída pelas tropas invasoras, na altura das Invasões Francesas. Em 1871, Brito Aranha, escritor, jornalista e bibliógrafo português, dizia: “A Fábrica Resinosa só produzia pez e alcat…

A Fábrica de Resinagem da Marinha Grande no Século XIX (1)

In: Aranha, Pedro Wenceslau de Brito - Memórias Histórico-Estatísticas de algumas vilase povoações de Portugal. Lisboa: Livraria A. M. Pereira, 1871

Notas:
Sobre o edifício da Fábrica da Resinagem, ver: http://opinhaldorei.blogspot.com/2013/10/o-edificio-da-fabrica-de-resinagem-da_15.html

Sobre João Maria Magalhães (o Sr. Magalhães), ver: http://opinhaldorei.blogspot.com/2013/03/joao-maria-magalhaes.html
Sobre Bernardino José Gomes, ver: http://opinhaldorei.blogspot.com/2012/05/bernardino-jose-gomes.html

O estaleiro do Caes Velho

Repito aqui o que publiquei sobre as Tercenas no rio Lis, nomeadamente acerca da construção naval nas margens do rio junto à Praia da Vieira, para publicar o folheto de meados do século XIX publicitando os famosos Estaleiros de Manuel Luiz do Santos: Naquela época, “(…) na foz do Rio Lis, aproveitando a proximidade do Pinhal (com a sua boa madeira, seus carpinteiros e serradores), existiu no século XIX um estaleiro de construção naval, propriedade do Eng. Manuel Luiz dos Santos. Este estaleiro, instalado no “Caes Velho”, começou a laborar por volta de 1840, desconhecendo-se ao certo as datas de início de laboração e de encerramento de actividade. Sabe-se apenas que, a meio da década de sessenta (séc. XIX), já não existia o estaleiro do Cais. A construção naval mudou-se para as Tercenas funcionando, junto aos armazéns, em telheiros onde se faziam os saveiros e outros pequenos navios. Mais tarde, devido ao assoreamento, o movimento no rio viria a desaparecer e a construção naval passaria…

Observatório do Pinhal do Rei

Foi hoje criado o Observatório do Pinhal do Rei, que tem por missão interpretar, acompanhar e monitorizar o «Plano de Recuperação do Pinhal do Rei».

Despacho 4263/2018

«A Mata Nacional de Leiria, também conhecida como Pinhal de Leiria ou como Pinhal do Rei situa-se no concelho da Marinha Grande e ocupa quase 2/3 da área do concelho, 11 047 ha. A Mata Nacional foi muito afetada pelo grande incêndio de agosto de 2003, tendo o fogo percorrido cerca de 2578 ha, dos quais 2060 ha na zona de produção (cerca de 25 % da sua área total) e 503 ha na zona de proteção. No período de 2000 a 2011, foram investidos (euro) 1 756 697 em ações de controlo de vegetação, de desramações, bem como na realização de desbastes e de cortes culturais, tendo sido intervencionados cerca de 7208 ha. No dia 15 de outubro de 2017, mais de 500 incêndios assolaram o norte e centro de Portugal, um deles, com início na Burinhosa, concelho de Alcobaça, a poucos quilómetros a sul da Marinha Grande, propagou-se com elevada rap…

O Pinheiro H

Este notável pinheiro bravo existiu no talhão 268, perto da Praia Velha. O seu provável nascimento deficiente transformou-o num perfeito H, no entanto, desconhece-se, em concreto, a causa que levou a esta estranha ligação, aparentemente, entre dois indivíduos. Depois de o talhão onde estava inserido ter sido sujeito a corte raso em 1975, por ter atingido a idade ideal, e se ter poupado ao corte este estranho exemplar, veio o mesmo a ser alvo de um insólito acontecimento que levou, posteriormente, ao seu desaparecimento. Houve, durante décadas, por parte da maioria da população marinhense, algum desconhecimento acerca do desaparecimento desta estranha árvore, mas, em 2017, com a publicação do “Elucidário do Pinhal do Rei, de Gabriel Roldão, os acontecimentos que levaram a que desaparecesse este exemplar do Pinhal do Rei, ficaram claros. Assim, muito depois de aqui ter deixado algumas palavras (não totalmente correctas; já apagadas) acerca do desaparecimento deste pinheiro, transcrevo o que…