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Mensagens

A Fábrica Resinosa

O Regulamento de 1790 para o Pinhal de Leiria, do Ministro da Marinha Martinho de Melo e Castro, que dá ordem para construção de uma nova fábrica de pez em S. Pedro de Moel, regula também a Fábrica Resinosa, situada no lugar do Engenho em conjunto com a Fábrica da Madeira. Assim, esta fábrica é anterior à de S. Pedro de Moel, não sendo possível, no entanto, conhecer a data da sua construção. Contudo, a existência de fornos de pez no mesmo local, desde há muito, leva a crer que esta fábrica tenha resultado da natural evolução técnica que vinha a ser implementada há alguns anos e da passagem do Estado à situação de proprietário, passando a produzir pez e outros produtos de base resinosa e a aproveitar os grandes lucros do fabrico destes produtos. Esta fábrica possuía dezasseis fornos quando, em 1810, foi destruída pelas tropas invasoras, na altura das Invasões Francesas. Em 1871, Brito Aranha, escritor, jornalista e bibliógrafo português, dizia: “A Fábrica Resinosa só produzia pez e alcat…

A Fábrica de Resinagem da Marinha Grande no Século XIX (1)

In: Aranha, Pedro Wenceslau de Brito - Memórias Histórico-Estatísticas de algumas vilase povoações de Portugal. Lisboa: Livraria A. M. Pereira, 1871

Notas:
Sobre o edifício da Fábrica da Resinagem, ver: http://opinhaldorei.blogspot.com/2013/10/o-edificio-da-fabrica-de-resinagem-da_15.html

Sobre João Maria Magalhães (o Sr. Magalhães), ver: http://opinhaldorei.blogspot.com/2013/03/joao-maria-magalhaes.html
Sobre Bernardino José Gomes, ver: http://opinhaldorei.blogspot.com/2012/05/bernardino-jose-gomes.html

O estaleiro do Caes Velho

Repito aqui o que publiquei sobre as Tercenas no rio Lis, nomeadamente acerca da construção naval nas margens do rio junto à Praia da Vieira, para publicar o folheto de meados do século XIX publicitando os famosos Estaleiros de Manuel Luiz do Santos: Naquela época, “(…) na foz do Rio Lis, aproveitando a proximidade do Pinhal (com a sua boa madeira, seus carpinteiros e serradores), existiu no século XIX um estaleiro de construção naval, propriedade do Eng. Manuel Luiz dos Santos. Este estaleiro, instalado no “Caes Velho”, começou a laborar por volta de 1840, desconhecendo-se ao certo as datas de início de laboração e de encerramento de actividade. Sabe-se apenas que, a meio da década de sessenta (séc. XIX), já não existia o estaleiro do Cais. A construção naval mudou-se para as Tercenas funcionando, junto aos armazéns, em telheiros onde se faziam os saveiros e outros pequenos navios. Mais tarde, devido ao assoreamento, o movimento no rio viria a desaparecer e a construção naval passaria…

Observatório do Pinhal do Rei

Foi hoje criado o Observatório do Pinhal do Rei, que tem por missão interpretar, acompanhar e monitorizar o «Plano de Recuperação do Pinhal do Rei».

Despacho 4263/2018

«A Mata Nacional de Leiria, também conhecida como Pinhal de Leiria ou como Pinhal do Rei situa-se no concelho da Marinha Grande e ocupa quase 2/3 da área do concelho, 11 047 ha. A Mata Nacional foi muito afetada pelo grande incêndio de agosto de 2003, tendo o fogo percorrido cerca de 2578 ha, dos quais 2060 ha na zona de produção (cerca de 25 % da sua área total) e 503 ha na zona de proteção. No período de 2000 a 2011, foram investidos (euro) 1 756 697 em ações de controlo de vegetação, de desramações, bem como na realização de desbastes e de cortes culturais, tendo sido intervencionados cerca de 7208 ha. No dia 15 de outubro de 2017, mais de 500 incêndios assolaram o norte e centro de Portugal, um deles, com início na Burinhosa, concelho de Alcobaça, a poucos quilómetros a sul da Marinha Grande, propagou-se com elevada rap…

O Pinheiro H

Este notável pinheiro bravo existiu no talhão 268, perto da Praia Velha. O seu provável nascimento deficiente transformou-o num perfeito H, no entanto, desconhece-se, em concreto, a causa que levou a esta estranha ligação, aparentemente, entre dois indivíduos. Depois de o talhão onde estava inserido ter sido sujeito a corte raso em 1975, por ter atingido a idade ideal, e se ter poupado ao corte este estranho exemplar, veio o mesmo a ser alvo de um insólito acontecimento que levou, posteriormente, ao seu desaparecimento. Houve, durante décadas, por parte da maioria da população marinhense, algum desconhecimento acerca do desaparecimento desta estranha árvore, mas, em 2017, com a publicação do “Elucidário do Pinhal do Rei, de Gabriel Roldão, os acontecimentos que levaram a que desaparecesse este exemplar do Pinhal do Rei, ficaram claros. Assim, muito depois de aqui ter deixado algumas palavras (não totalmente correctas; já apagadas) acerca do desaparecimento deste pinheiro, transcrevo o que…

Consequências do incêndio de Outubro de 2017 no Pinhal do Rei

Têm sido muitos os debates, artigos e opiniões, por todos os meios de comunicação social, sobre a origem, as causas e as consequências do incêndio de 15 de Outubro no Pinhal do Rei. Os mais diversos especialistas têm deixado as suas opiniões, ideias e alertas acerca deste incêndio, das suas consequências e da forma como poderemos evitar situações análogas no futuro. Ora, acerca das consequências deste incêndio, não é minha intenção fazer aqui grandes considerações, até porque não estaria à vontade para o fazer. Porém, porque quero apenas aqui deixar uma pequena animação que fiz com fotografias que fui fazendo após o incêndio em vários locais do Pinhal, do que me tenho apercebido, lembrarei apenas que, com cerca de 86% do Pinhal ardido, foram afectados muitos dos habitats naturais, desaparecendo muita da fauna e flora, incluindo vegetação autóctone e quase todas as árvores notáveis, classificadas como árvores de interesse público.  Também o património construído sofreu grandes danos, have…

As Queimadas do início do Século XIX

Em 1839, os tenentes da Armada, Francisco Maria Pereira da Silva e Caetano Maria Batalha foram nomeados para levantar as plantas das diversas matas nacionais, tendo começado por elaborar a planta ou Carta Topográfica do Pinhal Nacional de Leiria e seus arredores, datada de 1841. Para execução desta Carta do Pinhal, os autores, ao tomarem conhecimento de todos os aspectos que diziam respeito a esta Mata, e porque, à época, dela havia muito pouco conhecimento, elaboraram também a “Memória sobre o Pinhal Nacional de Leiria - Suas Madeiras e Produtos Resinosos”. Esta “Memória…”, datada de 1843, segundo os próprios autores tinha o propósito de “Acompanhar com esclarecimentos locaes a carta topográfica do Pinhal Nacional de Leiria (…); (e) Apresentar todos os factos e dados necessários que possam servir de base a quaesquer melhoramentos que se julguem necessários a esta vasta e rica matta, com especialidade no bom aproveitamento de todos os deu produtos.”. De entre as várias partes que compõe…