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A mostrar mensagens de Outubro, 2012

António Mendes de Almeida

Silvicultor e Agrónomo, nascido em Celorico da Beira no ano de 1867 e formado pelo Instituto Superior de Agronomia e Veterinária de Lisboa 20 anos depois. Foi inspector principal da Direcção Geral dos Serviços Florestais e Aquícolas, e desempenhou numerosas comissões de serviço, de carácter científico. Efectuou diversas visitas ao estrangeiro em representação do governo português, e nesta condição participou nos congressos Florestal, em Paris (1913); de Silvicultura, em Roma (1935); da Cortiça, em Paris, Lisboa e Madrid, (1931, 1932 e 1934, respectivamente). Introduziu o Decauville Florestal no Pinhal de Leiria, em 1922. Dois anos depois foi o impulsionador da criação em Portugal de duas Estações de Experimentação Florestal: do Pinheiro Bravo (Marinha Grande) e do Sobreiro (Alcobaça). Leccionou a cadeira de Economia Florestal no Instituto Superior de Agronomia. Agraciado com o Hábito de S. Tiago e o Oficialato do Mérito Agrícola Francês, foi sócio correspondente da Academia de Agricultura…

À volta da Casa de Guarda do Rio Tinto

Encontrando-se em estado de abandono, a Casa de Guarda do Rio Tinto foi, no entanto, emparedada, procurando-se, talvez, numa derradeira tentativa, preservá-la tanto quanto possível da destruição por vandalismo a que já estava a ser sujeita e, deste modo, evitar-se uma maior degradação e o consequente e rápido encaminhar até à completa ruína, como tem acontecido com a maior parte das Casas de Guarda do Pinhal do Rei. Em visita a esta Casa de Guarda pude observar e registar fotograficamente alguns dos vestígios (lixo) deixados à sua volta por ocupantes de outros tempos.








Janelas com vista para o Pinhal do Rei

Encontrando-se em estado de ruína quase todas as Casas de Guarda do Pinhal do Rei, a visita a algumas delas permite, por vezes, interessantes apontamentos fotográficos a quem gosta destas coisas. É o caso das fotografias tiradas à Mata através das velhas janelas, a maior parte delas já sem vidro ou caixilho, servindo estas de enquadramento e moldura. De visita às ruinas da Casa de Guarda do Seis obtive estes curiosos clichés.


Pontes na Ponte Nova

O lugar da Ponte Nova, no Pinhal do Rei, situa-se entre a ponte de S. Pedro de Moel, na Estrada Nacional 242-2, e o Canto do Ribeiro na Praia Velha, estendendo-se ao longo do Ribeiro de S. Pedro de Moel e oferecendo a quem o visita um conjunto de recantos paradisíacos. Desconhecendo a origem do topónimo, arriscaria, no entanto, dizer que este deriva da existência no lugar de uma ponte que atravessa o ribeiro dando passagem à estrada florestal. A actual ponte foi construída em 1955 mas existem referências e fotografias a várias pontes anteriores a esta e, provavelmente, a uma delas, alguém, em tempos, teria chamado “nova”, por ter substituído alguma outra anteriormente existente. Junto desta existem pequenas pontes de madeira permitindo aos visitantes a comunicação entre as margens do ribeiro, sendo, porém, de lamentar o estado de conservação em que estas já se encontram, estando em causa a segurança de quem as atravessa.

Açude e ponte em madeira a montante da Ponte Nova

Açude e ponte em m…

Casa de Guarda da Cabeça Louçã ou do F

Situada no início de aceiro F, no ponto mais a Este do Pinhal do Rei, esta casa de guarda é mais uma, entre muitas, que se encontra em completo abandono. O seu estado, ainda não muito degradado, leva qualquer um a pensar se esta casa não merecia uma remodelação e uma utilização condigna, em vez de estar ao abandono e daqui a meia dúzia de anos dela nada restar. Mesmo ao lado da casa encontramos o poço, e, nas traseiras, podemos ainda ver as várias dependências, tais como, por exemplo: a casa do forno, o curral do porco, a arrecadação e as capoeiras. Nos terrenos anexos à casa há uma pequena vinha, algumas árvores de fruto e também uma pequena horta, onde algumas teimosas couves teimam ainda crescer.
Casa de Guarda da Cabeça Louçã ou do F
Dependências da Casa de Guarda da Cabeça Louçã ou do F

Árvores de interesse público – Talhão 179

No Parque de merendas junto à Casa de Guarda da Garcia, existe um conjunto de árvores de interesse público constituído por um maciço de 20 exemplares de ciprestes-dos-pântanos (Taxodium distichum Richards), de características raras no País. Esta espécie, nativa das zonas pantanosas do Sudeste dos EUA e Golfo do México, está incluída na Ordem das Coníferas, a mesma dos pinheiros. Este conjunto de árvores situa-se no talhão 179 do Pinhal do Rei e a classificação de interesse público foi-lhes atribuída pelo Aviso nº 12 de 26/10/2009. Existem também neste local alguns eucaliptos de porte assinalável.
Ciprestes-dos-pântanos no parque de merendas junto à Casa de Guarda da Garcia
Placa existente no local alusiva a este conjunto de árvores de interesse público
Á esquerda um cipreste-dos-pântanos e à direita alguns eucaliptos

Árvore de interesse público - Talhão 231

Ao percorrermos as imediações da orla marítima do Pinhal do Rei, encontramos os imponentes pinheiros-bravos rastejantes, também conhecidos por serpentes, que a elevada salinidade proveniente da costa, impelida pelos ventos, impede o normal crescimento das suas gemas terminais mais novas, prejudicando-os no seu crescimento e obrigando-os a rastejar, tomando formas bizarras.
Pinheiro-serpente no talhão 231, junto à praia das Pedras Negras, em 2007

Placa alusiva a esta árvore de interesse público

Pinheiro-serpente no talhão 231, junto à praia das Pedras Negras, em 2013

Casa de Guarda da Praia

A Casa de Guarda da Praia, na Praia da Vieira, é sem dúvida mais um conjunto habitacional pertencente ao leque de Casas de Guarda que circundam o Pinhal do Rei que, dada a sua proximidade com a povoação, poderia, com certeza, ter algum tipo de utilização, em vez de estar votada ao completo abandono.
Casa de Guarda da Praia
O símbolo “MN” (Matas Nacionais)
Na entrada para ventilação da caixa-de-ar da Casa de Guarda da Praia.

Dependência com lareira e forno nos anexos à Casa de Guarda da Praia.

Sebastião Betâmio de Almeida e Manuel Raimundo Valadas

Sebastião Betâmio de Almeida
Notável químico e escritor nascido a 30 de Março de 1817. Foi professor da cadeira de Química no Instituto Industrial de Lisboa e Director da Casa da Moeda. Exerceu várias comissões de serviço público, especialmente de âmbito agrícola, um dos seus assuntos predilectos. Colaborou em vários jornais como “Revolução de Setembro” e “Jornal do Comércio”, e também no “Arquivo Rural”. Foi, conjuntamente com Manuel Afonso da Costa Barros, o propulsor da indústria de resinagem em Portugal, que atingiu maior desenvolvimento com os conhecimentos adquiridos em França por Manuel Raimundo Valadas e Bernardino José Gomes. São da sua autoria as seguintes obras: “Relatório sobre a fábrica nacional de vidros da Marinha Grande”, de 1859; “Descrição da quinta das Águas Livres”, de 1863; a 3ª parte do “Relatório sobre a cultura de arrozais em Portugal e sua influência na saúde pública, etc.”, com o título “Considerações químicas sobre os arrozais, e análises comparativas, regime de…