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A mostrar mensagens de Maio, 2017

Regulamento do Trânsito nas Estradas Florestais a Macadame da Mata de Leiria

Atendendo à antiguidade do Pinhal do Rei/Mata Nacional de Leiria/Pinhal de Leiria, pode dizer-se que os transportes dentro da Mata foram, durante séculos, feitos por veículos de tracção animal, pois não havia outros. A tracção animal no Pinhal do Rei usou-se, em alguns casos, nomeadamente nas aldeias limítrofes, até quase ao século actual, apesar da existência, já, de boas rodovias e veículos rodoviários motorizados.
            Segundo Manuel Afonso da Costa Barros, Cabo dos Guardas do Real Pinhal de Leiria,Director das Fábricas Resinosas e Administrador Interino do Pinhal de Leiria em 1847, em “Reflexões e cálculos”, havia em 1772 “2129 carros obrigados ao serviço das conduções de madeira d’este Pinhal para o porto de S. Martinho”, havendo ainda a juntar a estes os carros usados pelas populações vizinhas na recolha de produtos do Pinhal para uso nas suas lavouras. Este número veio a decair significativamente e, em 1822, ainda segundo o mesmo autor, esse número era apenas de “200 carro…

A diversidade arbórea da zona da Ponte Nova

Em princípios do séc. XIX, a zona da Ponte Nova era atravessada pela velha estrada que ligava a Marinha Grande a S. Pedro de Moel, da qual ainda há vestígios a nascente da Ponte Nova, na parte alta quando se vem de Pedreanes. Esta estrada passava mesmo junto às instalações do engenho de serrar movido com água do ribeiro, existindo uma pequena ponte para atravessamento do ribeiro. Para além disto, a Ponte Nova seria, provavelmente, uma zona ainda muito fechada e sem outros acessos. Porém, tudo mudou quando experiências florestais com diversas espécies de árvores começaram, mais ou menos nessa época, a ser feitas no Pinhal do Rei. O Viveiro do Tromelgo, com Frederico Varnhagem, pode ter sido o início destas experiências. Recorde-se parte do que aqui escrevi acerca do Viveiro do Tromelgo:

           «Desconhece-se ao certo a data de entrada em funcionamento do viveiro do Tromelgo mas um documento enviado a Frederico Varnhagem em 1826, citado por Arala Pinto em 1938 no seu livro “Pinhal do Re…