terça-feira, 28 de janeiro de 2014

A Fonte do Engenho

            Situada no frondoso largo em frente ao Parque Florestal do Engenho, a Fonte do Engenho foi construída em 1939 sob orientação do então Administrador da Mata Nacional de Leiria /Pinhal do Rei Eng.º Arala Pinto 
            Não sendo propriamente uma construção bonita, e actualmente já um pouco diferente da fonte inicial, este marco fontanário ou fonte-obelisco, designações que tenho visto referindo-se a esta fonte, por estar quase oculta sob duas enormes palmeiras que alguém ali mandou plantar, passa hoje quase despercebida a quem por ali passa.
            Inicialmente possuía quatro bicas colocadas nas arestas do seu corpo central em forma de prisma quadrangular. Actualmente, servindo apenas de adorno, duas enormes bicas frontais apontam para um tanque construído à volta da antiga fonte, contudo a água brota apenas de uma pequena torneira ligada à rede pública.
            Na parte superior da fonte encontra-se uma placa indicativa de que foi construída pelas Matas Nacionais e da data da sua construção, com os seguintes dizeres:

 M.N.
1939

A Fonte do Engenho – Anos 30 do Séc. XX

A Fonte do Engenho em 2004

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Um ano depois

            Decorrido um ano após o tremendo temporal que no dia 19 de Janeiro de 2013 atingiu o país e, logicamente, também o Pinhal do Rei, originando a queda de milhares de árvores por todo o Pinhal, recordo aqui aquele que foi o maior pinheiro-bravo do país e o maior da Península Ibérica.
            Com cerca de 200 anos, tendo como “Mãe” a grande Mata que é o nosso Pinhal do Rei, dado que aqui foi nascido e criado, este era sem dúvida o seu menino querido. Das muitas vezes que que por lá passei, durante os longos meses que esteve tombado na própria terra que o vira nascer e crescer, ao vê-lo assim, fazia-me sempre lembrar um pequeno excerto de um célebre poema de Fernando Pessoa em que, nas palavras do Poeta, se diz:

            “(…) Jaz morto e apodrece
            O menino da sua mãe”.

             E era, ali estava! Descansando! Talvez viesse a apodrecer se não fosse entretanto retirado.
            Agora, um ano após a terrível tempestade, o colossal exemplar de pinheiro-bravo, aquele que foi classificado como o maior da Península Ibérica e um dos maiores da Europa, foi já retirado.
            A lembrar a sua existência, enquanto não forem retirados, ficaram a placa informativa do local onde se encontrava e o gigantesco cepo, apinhado de raízes, que, no entanto, não foram suficientes para o manter de pé perante tão impetuosa investida.

O cepo – o último vestígio no local

A placa informativa do local onde se encontrava esta árvore

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

O Grémio Florestal

             Para amenizar a situação de vivência dos guardas-florestais, dado os ordenados baixos que auferiam, organizaram eles próprios, em 1928, com a ajuda e incentivo do então Administrador da Circunscrição Florestal da Marinha Grande Eng.º António Arala Pinto, o seu Grémio Florestal.
            Este Grémio funcionou no Parque Florestal do Engenho em instalações cedidas pelos Serviços Florestais, sendo criadas as seguintes obras de carácter social: um grande salão para festas e convívio, uma pequena Biblioteca com serviços de direcção e secretaria, uma Cooperativa de Consumo onde podiam ser adquiridos produtos de mercearia e vestuário a preços mais vantajosos, e ainda uma Lutuosa que, em caso de morte de um guarda, pudesse monetariamente ajudar a família enlutada nas despesas com o funeral.

Edifício do antigo Grémio Florestal no Parque Florestal do Engenho


A divisa do Grémio Florestal

domingo, 5 de janeiro de 2014

O Pinheiro de Pedreanes

            Este pinheiro, de notáveis dimensões, existiu no talhão 214, em Pedreanes, junto à vala exterior, e ficou conhecido como o Pinheiro de Pedreanes. Tinha 32 metros de altura.
            Foi neste pinheiro que BernardinoJosé Gomes fez a primeira incisão para estudo do método de resinagem francês em Portugal.
            O Pinheiro de Pedreanes foi derrubado por um vendaval em 1937. Da análise do seu tronco verificou-se uma idade de 150 anos.

O Pinheiro de Pedreanes - Anos 30 do séc. XX
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