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A mostrar mensagens de Dezembro, 2012

Actividades de sequeiro no Pinhal do Rei

Essencialmente, esta actividade consistia na recolha do penisco(semente do pinheiro-bravo) para futuras sementeiras ou comercialização. As pinhas verdes provenientes de cortes finais feitos na Mata no ano anterior eram colocadas nas eiras em dias de Sol bastante forte para que pudessem abrir. Depois de estarem bem secas e abertas, trabalhadoras dos Serviços Florestais iam batendo as pinhas umas nas outras até que todo o penisco ficasse fora das pinhas e pudesse ser recolhido. O penisco era colocado em sacos e transportado em carros de madeira manuais para armazéns de onde depois seguia para o seu destino final. As pinhas secas eram depois vendidas à população. Estas actividades de sequeiro foram praticamente extintas a partir de meados dos anos 70 do século XX. No entanto, todos os anos se continuam a ver pinhas nas eiras, embora, em quantidades insignificantes.
Descarregar as pinhas verdes - anos 50 do séc. XX
Bater as pinhas para extrair o penisco - anos 50 do séc. XX
Separação do penisco …

Árvores de interesse público do concelho da Marinha Grande

A existência de duas grandes matas nacionais no concelho da Marinha Grande, o Pinhal do Rei (Mata Nacional de Leiria) e a Mata Nacional do Casal da Lebre, leva-nos, consequentemente, a que, no nosso concelho, haja uma grande quantidade de árvores classificadas como “árvores de interesse público”.
           A contribuir em grande parte para esse facto, encontra-se o Pinhal do Rei cuja área ocupa cerca de 2/3 do concelho da Marinha Grande. Além da quantidade e diversidade, é de referir também a longevidade de algumas destas árvores, com exemplares a ultrapassarem já a idade de 200 anos.
            Fora destes dois perímetros florestais, também classificado como árvore de interesse público, existe ainda na Marinha Grande, na Escola Básica do 2º e 3º Ciclos - Guilherme Stephens, um sobreiro com uma idade aproximada de 100 anos.
            A listagem abaixo descreve a totalidade das árvores de interesse público do concelho da Marinha Grande.
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O antigo Ponto de Vigia dos Outeiros

Em tudo idêntico aos Pontos de vigia ainda hoje ao serviço no Pinhal do Rei, tudo leva a crer que o ponto de vigia existente no lugar dos Outeiros em Vieira de Leiria foi, provavelmente, construído obedecendo ao projecto do Eng.º Mário Amaro Santos Galo por volta de finais da década de 30 do século passado. Este ponto de vigia, situado fora do perímetro do Pinhal do Rei (Pinhal de Leiria – Mata Nacional de Leiria), servia não só este Pinhal mas também o Pinhal do Pedrógão fazendo a ligação entre estas duas matas vizinhas. Depois de dasactivado, o ponto de vigia serviu de brincadeira às crianças daquele tempo que se entretinham subindo ao cimo para, lá do alto, numa fugida, observarem a paisagem. Mais tarde, o ponto de vigia e o terreno onde está implantado foram vendidos a um particular que, dado o avançado estado de degradação em que aquele se encontrava, agora o recuperou. Diz quem já por lá passou que está “lindo, como se fosse novo...” e que, “dá gosto vê-lo…”, ao que eu acrescentari…

Casa de Guarda Nova da Louçã (vestígios)

Uma vez que não conheço completamente o nosso Pinhal do Rei, e estando interessado em superar essa falha, tenho vindo a fazer alguns passeios, de vez em quando, precisamente no sentido de aumentar o meu conhecimento em relação à actualidade do Pinhal, vindo aqui, posteriormente, disso dar conhecimento. Se algumas vezes o faço revisitando locais onde já não ia há muito tempo, acontece-me por vezes deslocar-me a um local onde nunca tinha ido, do qual apenas ouvi falar ou tive conhecimento por antigos mapas do Pinhal, desconhecendo em concreto se vou ou não encontrar o que procuro e em que estado se encontra, caso ainda exista. Foi este o caso de uma visita ao Pinhal que, há alguns dias atrás, fiz em busca da antiga Casa de Guarda Nova da Louçã. Situada na parte norte do Pinhal do Rei, junto ao aceiro exterior, entre as Casas de Guarda da Água Formosa e Cabeça da Louçã (F), dela pouco ou nada haverá para dizer pois, agora que estive no local, posso dizer que já não existe. Chegado ao presumí…