Existiu no Século XVIII na Marinha
Grande um engenho de serrar madeira movido a energia eólica.
Foi o Rei D. João V que, por volta
de 1724, tentando resolver o problema da serragem das madeiras, comprou e mandou
instalar na Marinha Grande este engenho movido a vento.
Totalmente construído em madeira por
engenheiros holandeses foi montado onde hoje é o Parque Florestal do Engenho e, embora o seu funcionamento estivesse condicionado a
vento certo e moderado, trabalhou cerca de 50 anos.
O Marquês de Pombal, em 1751,
interessando-se pelo engenho e pela sua segurança, mandou murar todo o recinto
e criou o regulamento da “Fábrica da Madeira”. Nesse regulamento pretendia-se o
controle estatal desta actividade, centrando-a exclusivamente no “engenho” e na
“Fábrica da Madeira". Para isso mandava o Regulamento “extinguir inteiramente
todas, e quaisquer serrarias de mão que haja no Pinhal, ou na Vieira” e,
reconhecendo a necessidade de alguma madeira continuar a ser serrada
manualmente por não ser essa operação compatível com o serviço do engenho que, “toda
a madeira que for necessário serrar-se por serras de mão, por não abranger o
serviço do Moinho, seja serrada dentro dos muros do Engenho, recomendando muito
ao Superintendente que não consinta serras de mão em outra alguma parte (…)”.
Devido a deficiências no seu
mecanismo, este engenho foi destruído em 1774 por um incêndio provocado pelo
atrito e nunca mais foi reconstruído.
Foi derivado à existência deste
engenho naquele lugar que, ao seu redor, foi nascendo um pequeno povoado que
ficou conhecido como: “O lugar do Engenho”. O Engenho ainda hoje faz parte
da Freguesia e Concelho da Marinha Grande.
O topónimo “Engenho” dá também o
nome ao parque florestal onde existiu tal engenho e ao largo que lhe fica em
frente.
O Regimento de 1751
Placa assinalando o
Largo do Engenho


obrigado por mais este pedaço de história da Marinha Grande.
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