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Pau Real

          Não foi possível conhecer com suficiente aproximação o início da designação “Pau Real”, atribuída a certas árvores no Pinhal do Rei.              Porém, já no parágrafo 25 do Regimento para o Guarda Mor dos Pinhais de Leiria, feito em 1751, se diz:              “Toda a pessoa de qualquer qualidade, que seja, que for comprehendida em cortar páu de algum dos meus Pinhaes, pagará pela primeira vez cinco mil reis, e pela segunda dez mil reis; e sendo porém páo Real capás de servir nas minhas fábricas, pagará pela primeira vez vinte mil reis, e pela segunda quarenta mil reis, e dous anos de degredo para Africa, e em todo o caso perderá as alfaias, os Bois, e os carros, que forem achados no Pinhal carregando madeira; tudo aplicado na forma assima dita. (…)”.                           Esta transcrição, retirada do livro “...

O Pinheiro H

           Este notável pinheiro bravo existiu no talhão 268, perto da Praia Velha.             O seu provável nascimento deficiente transformou-o num perfeito H, no entanto, desconhece-se, em concreto, a causa que levou a esta estranha ligação, aparentemente, entre dois indivíduos.             Depois de o talhão onde estava inserido ter sido sujeito a corte raso em 1975, por ter atingido a idade ideal, e se ter poupado ao corte este estranho exemplar, veio o mesmo a ser alvo de um insólito acontecimento que levou, posteriormente, ao seu desaparecimento.             Houve, durante décadas, por parte da maioria da população marinhense, algum desconhecimento acerca do desaparecimento desta estranha árvore, mas, em 2017, com a publicação do “Elucidário do Pinhal do Rei, de Gabriel Roldão , os acontecimentos que levaram a que desaparecesse este exemplar do Pinhal d...

Flores do Pinhal do Rei (2)

Araucárias no Pinhal do Rei (2)

            Na publicação que aqui deixei em Novembro de 2016 acerca das Araucárias no Pinhal do Rei dizia:             “ O Viveiro Florestal do Tromelgo foi abandonado pelos Serviços Florestais em meados do século XX e destes exemplares de araucária desconheço qualquer vestígio até à data desta publicação.”             Ora, posteriormente, numa visita mais aprofundada ao lugar do Tromelgo, apercebi-me de uma árvore que poderia corresponder ao que, entretanto, tinha andado a investigar sobre araucárias. Porém, não sendo conhecedor destas matérias, e estando a árvore cercada por densa vegetação, onde exemplares altíssimos de acácias quase a ocultavam, ficaram-me na altura algumas dúvidas sobre aquele exemplar. Assim, e aliando alguma inércia, ficou o assunto esquecido por quase um ano.          ...

A diversidade arbórea da zona da Ponte Nova

            Em princípios do séc. XIX, a zona da Ponte Nova era atravessada pela velha estrada que ligava a Marinha Grande a S. Pedro de Moel, da qual ainda há vestígios a nascente da Ponte Nova, na parte alta quando se vem de Pedreanes. Esta estrada passava mesmo junto às instalações do engenho de serrar movido com água do ribeiro, existindo uma pequena ponte para atravessamento do ribeiro. Para além disto, a Ponte Nova seria, provavelmente, uma zona ainda muito fechada e sem outros acessos.             Porém, tudo mudou quando experiências florestais com diversas espécies de árvores começaram, mais ou menos nessa época, a ser feitas no Pinhal do Rei.             O Viveiro do Tromelgo, com Frederico Varnhagem , pode ter sido o início destas experiências.           ...

Araucárias no Pinhal do Rei

            No Boletim das Obras Públicas de 1860 foi publicado o que, em 1859, o Administrador Geral das Matas José de Mello Gouveia dizia a respeito de algumas experiências que se vinham a fazer no país com essências exóticas, incluindo na Marinha Grande. Entre várias espécies referia a existência de “Quatro exemplares de araucária imbricata, resto de cinquenta mandados de Inglaterra e plantadas na Marinha Grande, há cerda de catorze anos (1845), resistem à dureza do trato, porque também é rustica a sua índole, sem subirem ainda a maior de 2,30 (metros) de altura e a menor de 0,80 (metros). Para uma espécie que se eleva a 50 metros estão por ora distantes de louvor.”.             Sem indicação do lugar na Marinha Grande onde foram plantados estes exemplares, é de supor que algumas dessas araucárias tenham sido plantadas na Mata Nacional de Leiria/Pinhal do Rei, mais propri...

Árvore de interesse público - Talhão 274

            Este pinheiro, situado no talhão 274 do Pinhal do Rei (Mata Nacional de Leiria), faz parte da lista completa das árvores notáveis, classificadas como árvores de interesse público do Pinhal do Rei e do Concelho da Marinha Grande, que aqui coloquei e que, tal como outros, “pela sua forma, idade e dimensão, justificam que sejam preservados, respeitados e apreciados”.             A partir de 1892, com a elaboração do primeiro Ordenamento , o Pinhal passou a ter uma exploração ordenada. Os cortes em povoamentos sujeitos a regeneração passaram a ser rasos (talhão completo), seguidos de sementeira natural a partir de sementões, já usados desde a Época Pombalina, sendo este exemplar um dos mais antigos sementões que se conhecem no Pinhal do Rei.             Assinalando o interesse desta árvore, existia a seu lado, em 2008, uma placa identificando-a, estando actua...

"Aos Pinheiros nas Dunas" (pinheiros serpente)

            Ao percorrermos as imediações da orla marítima do Pinhal do Rei, encontramos os imponentes pinheiros-bravos rastejantes, também conhecidos por pinheiros serpente, que a elevada salinidade proveniente da costa, impelida pelos ventos, impede o normal crescimento das suas gemas terminais mais novas, prejudicando-os no seu crescimento e obrigando-os a rastejar, tomando bizarras formas encurvadas.             Referindo-se a estes curiosos pinheiros, o Engº Arala Pinto , chefe da Circunscrição Florestal da Marinha Grande entre 1927 e 1956, escreveu, em 1938, no seu livro “Pinhal do Rei”:             "Esses pinheiros, pioneiros do litoral, formando os batalhões , são a guarda avançada, os sacrificados, […], a bem dos seus irmãos já distantes do mar. A sua missão consiste na segurança das areias e poderão vir a dar...

Os enxertados do Pinhal do Rei

            Existem no talhão 185 do Pinhal do Rei, contíguo a sul ao Aceiro K, alguns curiosos e estranhos pinheiros bravos, resultantes de uma experiência de enxertia outrora feita neste talhão.             Os objectivos concretos e os autores de tal experiência são desconhecidos, já o resultado está bem visível.             Consultando o Plano de Gestão Florestal da Mata Nacional de Leiria/Pinhal do Rei, elaborado em 2010, constatamos que este talhão (parcela A) tinha, à data, uma idade de 37 anos, o que remete o nascedio para 1973, altura em que ainda se usava a sementeira artificial, feita dentro dos dois anos seguintes ao corte final.             Ora, crê-se que, algum tempo depois, alguém, por razões desconhecidas, executou a referida experiência, enxerta...

Árvore de interesse público na Ponte Nova

            O pinheiro bravo é largamente a espécie predominante no Pinhal do Rei (Mata Nacional de Leiria) mas, para além do pinheiro bravo e de alguns núcleos de pinheiro manso, existe uma grande variedade de outras espécies, quer sejam arbustos de geração espontânea ou grandes árvores exóticas, plantadas em várias épocas para alindar o Pinhal ou para estudos botânicos.             Nas margens do Ribeiro de Moel podem ser observados exemplares raros de carvalhos, faias e amieiros, plantados em 1950 para alindar a estrada paralela ao ribeiro, entre a Ponte de S. Pedro e o Canto do Ribeiro (na Praia Velha).             Na zona da Ponte Nova encontram-se alguns eucaliptos gigantes, com mais de 50 metros de altura (dos maiores da Europa), e altíssimas acácias, raras em Portugal. No maciço de eucaliptos situado no talhão ...