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A mostrar mensagens com a etiqueta Vieira de Leiria

A Bruxa da Crastinha

            Em 1993, Francisco Oneto Nunes, em “Vieira da Leiria – A História, O Trabalho, A Cultura”, no capítulo VII – “A Doença, a Crença, o Sobrenatural…”, relata algumas histórias que lhe foram contadas durante a sua permanência na Vieira, sendo que, como refere, «todos estes materiais – crenças, orações, práticas mágicas, etc. – que agora (1993) se trazem a público, fazem parte do património cultural da freguesia da Vieira de Leiria e merecem o melhor respeito.».             Num desses relatos a Sra. Júlia Carriça, de 77 anos, depois de já ter avançado com duas histórias de bruxaria, conta mais uma, que, supostamente, teria acontecido no Ponto de Vigia da Crastinha .             Embora o Português, escrito, não seja o melhor, talvez o autor tivesse querido aproximar a escrita do relato oral, achei curiosa a história e, no dia de hoje, e porque se desenrola no Pinhal, decidi publicá-la. ...

Aconteceu em Vieira de Leiria: "O Caso do Regente Florestal"

Recortes do publicado em: “A Voz do Povo – Órgão das Comissões Políticas do Partido Republicano Português do Distrito de Leiria"; Nº 122; 22 de Abril de 1926 In: https://digitarq.adlra.arquivos.pt/viewer?id=1080309

O Caminho das Tábuas e das Varas

            Durante centenas de anos, praticamente até metade do século XIX, os transportes usados no Pinhal do Rei para transportar quaisquer produtos foram os carros de tracção animal , maioritariamente puxados por bois, sendo também muito utilizadas a tracção equina e asinina. Tudo era feito por veículos de tracção animal, desde as sementeiras até ao escoamento dos produtos do Pinhal, incluindo o transporte das lenhas para a Fábrica dos Vidros ou de madeiras para os portos de embarque, donde seguiam depois por via marítima.             Sendo muito vagarosos, este tipo de transportes levou a que se procurassem formas de transporte mais evoluídas para o escoamento dos produtos do Pinhal.             Ora, porque o porto na Praia da Vieira foi usado durante quase todo o Século XIX, sabe-se que, já em 1840, existia um caminho destinado a facilitar o trajecto entre Pedreanes e os grandes armazé...

O estaleiro do Caes Velho

            Repito aqui o que publiquei sobre as Tercenas no rio Lis, nomeadamente acerca da construção naval nas margens do rio junto à Praia da Vieira, para publicar o folheto de meados do século XIX publicitando os famosos Estaleiros de Manuel Luiz do Santos:             Naquela época, “(…) na foz do Rio Lis, aproveitando a proximidade do Pinhal (com a sua boa madeira, seus carpinteiros e serradores), existiu no século XIX um estaleiro de construção naval, propriedade do Eng. Manuel Luiz dos Santos. Este estaleiro, instalado no “Caes Velho”, começou a laborar por volta de 1840, desconhecendo-se ao certo as datas de início de laboração e de encerramento de actividade. Sabe-se apenas que, a meio da década de sessenta (séc. XIX), já não existia o estaleiro do Cais. A construção naval mudou-se para as Tercenas funcionando, junto aos armazéns, em telheiros onde se faziam os saveiros e outros pequenos...

Circuito de Manutenção do Ribeiro da Tábua

            Não foi ainda há muito tempo que por aqui deixei algo escrito acerca do antigo campo de futebol situado no talhão 1 do Pinhal do Rei, à esquerda da estrada que liga a Vieira de Leiria à Praia da Vieira.             Deixei, nessa ocasião, por falar da existência de vestígios, ainda bem visíveis, de um antigo circuito de manutenção física em redor desse campo de futebol.            São vários os pontos de paragem e exercício, alguns ainda com os aparelhos de treino, ou parte deles, embora, naturalmente, já degradados. Cada um dos pontos de paragem e treino está assinalado com uma placa vertical, em cimento, decorada com bonitos painéis de azulejo exemplificando o exercício físico a executar. Estes painéis, datados de 1989, dão-nos a indicação de que foi nesse já longínquo ano que este circuito terá sido construído, sendo seu principal impulsi...

Futebol no Pinhal do Rei

            Ao longo dos tempos, particularmente a partir de finais do século XIX, têm sido inúmeras as cedências de parcelas de terreno do Pinhal do Rei para as mais diversas utilizações.             De facto, o desenvolvimento do concelho da Marinha Grande, nomeadamente as povoações de Vieira de Leiria, Praia da Vieira e S. Pedro de Moel, cercadas pela grande Mata, levou a que grandes parcelas de terreno do Pinhal fossem cedidas ao concelho da Marinha Grande para o imprescindível crescimento destas povoações. Destes terrenos, alguns foram cedidos para agricultura, outros para urbanização e construção de habitações e outros, por necessidades cada vez maiores dos povoados, para as mais diversas utilizações, desde escolas, mercados, parques de campismo, depósitos de água, uma ETAR (S. Pedro de Moel), etc.             Pa...

O antigo Ponto de Vigia dos Outeiros

            Em tudo idêntico aos Pontos de vigia ainda hoje ao serviço no Pinhal do Rei, tudo leva a crer que o ponto de vigia existente no lugar dos Outeiros em Vieira de Leiria foi, provavelmente, construído obedecendo ao projecto do Eng.º Mário Amaro Santos Galo por volta de finais da década de 30 do século passado.             Este ponto de vigia, situado fora do perímetro do Pinhal do Rei (Pinhal de Leiria – Mata Nacional de Leiria), servia não só este Pinhal mas também o Pinhal do Pedrógão fazendo a ligação entre estas duas matas vizinhas.             Depois de dasactivado, o ponto de vigia serviu de brincadeira às crianças daquele tempo que se entretinham subindo ao cimo para, lá do alto, numa fugida, observarem a paisagem.             Mais tarde, o ponto ...