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O estaleiro do Caes Velho

            Repito aqui o que publiquei sobre as Tercenas no rio Lis, nomeadamente acerca da construção naval nas margens do rio junto à Praia da Vieira, para publicar o folheto de meados do século XIX publicitando os famosos Estaleiros de Manuel Luiz do Santos:             Naquela época, “(…) na foz do Rio Lis, aproveitando a proximidade do Pinhal (com a sua boa madeira, seus carpinteiros e serradores), existiu no século XIX um estaleiro de construção naval, propriedade do Eng. Manuel Luiz dos Santos. Este estaleiro, instalado no “Caes Velho”, começou a laborar por volta de 1840, desconhecendo-se ao certo as datas de início de laboração e de encerramento de actividade. Sabe-se apenas que, a meio da década de sessenta (séc. XIX), já não existia o estaleiro do Cais. A construção naval mudou-se para as Tercenas funcionando, junto aos armazéns, em telheiros onde se faziam os saveiros e outros pequenos...

A madeira para construção naval

            Sabe-se hoje que o Pinhal do Rei (Pinhal de Leiria) não teve a sua origem em sementeiras feitas por ordem de D. Dinis. Segundo a maioria dos investigadores, a afirmação de que teria sido D. Dinis a mandar plantar o Pinhal poderá ter partido de antigos Cronistas do Reino que, sem o devido fundamento, assim o afirmaram.             A origem do Pinhal do Rei perde-se na vastidão dos tempos. No entanto, sabe-se que, mesmo antes da fundação de Portugal, já aqui existia algum tipo de mata, talvez apenas pinheiro manso (está ainda por confirmar) e alguma outra vegetação espontânea.             Porém, é também sabido que D. Dinis, fomentador e precursor de empreendimentos marítimos, dedicou à floresta grande atenção, para que no futuro não faltasse matéria-prima à construção de embarcações. Esta atenção, entre outros interesses, nomeadamen...