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A mostrar mensagens com a etiqueta Edifícios

A Barraca do M (ruínas)

            Quem hoje em dia visite o local de cruzamento do Aceiro M com a Estrada Atlântica depara-se com as ruínas de uma antiga construção, as quais, por muitos dos visitantes, são entendidas como sendo as ruínas da antiga casa de guarda que ali existiu. Na verdade, trata-se das ruínas de uma pequena casa construída por volta de finais do século XIX pelos Serviços Florestais para dar apoio ao trabalhadores que executavam trabalhos naquela zona do Pinhal, havendo a hipótese de inicialmente ter sido em madeira e mais tarde reconstruída em alvenaria. Esta casa foi, em Março de 1901, cedida aos Bombeiros Voluntários da Marinha Grande para prevenção e vigilância contra possíveis incêndios no Pinhal, sendo, mais tarde, também usada no Verão durante as suas horas de lazer. Depois de abandonada, por volta de meados da década de 80 do passado século, encontra-se em ruínas. De facto, para o visitante pouco conhecedor da existência e localização exacta destas d...

O Observatório Astronómico Pinhal do Rei

           Existe no local conhecido como Alto dos Picotos, junto aos, ainda visíveis, vestígios da antiga Casa de Guarda da Queimada, no talhão 300 do Pinhal do Rei, um observatório astronómico que ali funcionou durante alguns anos e que, nos dias de hoje, se encontra abandonado.             Construído no âmbito do projecto UCROA (unidade de Controlo Remoto de Observação Astronómica), levado a cabo pela ANOA (Associação Nacional de Observação Astronómica), fundada em 1995 por um grupo de astrónomos amadores da Marinha Grande, que, mais tarde, resolveram associar-se em torno de um projecto que denominaram RNOA (Rede Nacional de Observação Astronómica), este observatório foi inaugurado em 5 de Agosto de 2000.             A escolha do local para implantação deste observatório deveu-se ao facto de o local ser um dos pontos mais altos do Pinhal do Rei, possibilitando a...

A Estação do Comboio Americano

            Construída em Pedreanes para servir o Comboio Americano , esta estação ostenta uma placa com a data de 1862, no entanto, o historiador e chefe da Circunscrição Florestal Marinhense, o Eng.º António Arala Pinto , refere, em 1938, no seu livro sobre o Pinhal, que esta foi construída em 1856, altura em que se iniciou a construção deste primitivo comboio. Assim, o actual edifício, datado de 1862, pode ter substituído uma antiga estação quando, em 1861, todo o primitivo Caminho Americano foi renovado. Estação do Comboio Americano – anos 30 do Séc. XX Estação do Comboio Americano Inscrição sobre a porta principal da Estação do Comboio Americano

Casa de Guarda da Portela

            As primeiras casas de guarda foram construídas em 1790 por ordem do Ministro da Marinha Martinho de Melo e Castro depois de, como medida de segurança e ao mesmo tempo controlo de entradas e saídas do Pinhal, este ter mandado abrir uma grande vala com 2 metros de profundidade e 1.5 metros de largura que circundava todo o Pinhal deixando apenas 4 passagens controladas por guardas que aí passaram a viver com as suas famílias.               Em 1843 o número de casas de guarda ia em 12 e em 1898 eram já 20.            Já no Século XX, entre 1920 e 1940, com a população a aumentar, houve necessidade de serem abertas novas passagens e construídas novas casas de guarda, entre elas a da Portela.            A Casa de Guarda da Portela situa-se na Marinha Grande, na fronteira Este do Pinhal do Rei junto ao Aceiro Exterior , no talhão 252 a cerca de 200 metr...

Acerca do edifício da antiga Fábrica de Resinagem

            Situado no centro tradi cional da Marinha Grande, o edifício da antiga Fábrica de Resinagem , recentemente reabilitado, passou a albergar dois espaços museológicos em conjunto com alguns serviços camarários.             O Núcleo de Arte Contemporânea (NAC) do Museu do Vidro está instalado desde 19 de Outubro de 2013 no “cubo de vidro”, edifício construído no pátio interior da velha fábrica, onde, no princípio do Século XX, ao lado de um pequeno jardim e lago interiores funcionou o depósito e purificação de resinas.              Já a Colecção Visitável do futuro Museu da Indústria de Moldes, patente desde o passado dia 13 Dezembro, ficou instalada no próprio edifício da antiga resinagem.             Creio não haver dúvidas de que estes novos espaços ...

Edifício dos Serviços Florestais na Marinha Grande

            Concluído em 1840, para nele serem instalados os serviços de administração e a residência do Administrador Geral das Matas, este edifício, de traça Pombalina, está situado no centro da Marinha Grande na avenida cujo nome recorda o grande patrono do Pinhal: El-Rei D. Dinis.             Nas primeiras décadas do séc. XX existia, na sua frente, um parque de plátanos, rodeado por um gradeamento em madeira seguro por pilares de pedra (idêntico ao da Praça Afonso Lopes Vieira em S. Pedro de Moel). As árvores e o gradeamento foram, mais tarde, em 1935, retirados, quando foi remodelada a avenida.             Por ali passaram muitos serviços administrativos dos vários organismos que geriram a floresta portuguesa e o Pinhal do Rei e ainda hoje ali funciona a Unidade de Gestão Florestal do Centro Litoral. Edifí...

O edifício da Fábrica de Resinagem da Marinha Grande

            Em 1859, foi construído o edifício da Fábrica da Resinagem e iniciava-se a sua laboração. Com uma área de 4250 m², este edifício, de estilo “Pombalino”, foi projectado por Bernardino José Gomes , cuja fábrica também dirigiu. Esta fábrica trabalhou de início por conta dos Serviços Florestais sendo mais tarde, a partir de 1868, arrendada a particulares.             Em 1940, com a mudança de instalações por parte do último arrendatário, dá-se o encerramento da fábrica. O edifício regressou à posse dos Serviços Florestais e em 1941 foi cedido à Câmara Municipal da Marinha Grande. Ali foram instalados, em 1942, o Mercado Municipal e, mais tarde, a Biblioteca Municipal e a Repartição de Registo Civil.             Anteriormente, já os Serviços Florestais tinham cedido a título precário algumas das dependências e ...

Casa de Guarda do Sanguinhal

            Situada na fronteira Este do Pinhal, junto ao Aceiro Exterior, no início do Aceiro J, entre as antigas Casas de Guarda da Covado Lobo e da Garcia , a antiga Casa de Guarda do Sanguinhal é, talvez, a mais bonita Casa de Guarda que existiu no Pinhal do Rei, dado o seu estilo arquitectónico único nesta mata. Nas suas traseiras, em avançado estado de degradação, tal como a própria casa, podemos ainda ver as ruinas dos antigos galinheiros, do curral do porco, e a pequena horta, de onde os Guardas que ali serviram o Pinhal do Rei tiravam, para seu sustento, um complemento ao magro salário que lhes era atribuído.             A poucos metros da casa existe o poço e ao lado, coberto por um pequeno telheiro, o antigo tanque de lavar que servia a casa. A Casa de Guarda do Sanguinhal O tanque que servia a casa O Pinhal do Rei visto do interior da casa

Casa de Guarda da Cabeça Louçã ou do F

            Situada no início de aceiro F, no ponto mais a Este do Pinhal do Rei, esta casa de guarda é mais uma, entre muitas, que se encontra em completo abandono. O seu estado, ainda não muito degradado, leva qualquer um a pensar se esta casa não merecia uma remodelação e uma utilização condigna, em vez de estar ao abandono e daqui a meia dúzia de anos dela nada restar.             Mesmo ao lado da casa encontramos o poço, e, nas traseiras, podemos ainda ver as várias dependências, tais como, por exemplo: a casa do forno, o curral do porco, a arrecadação e as capoeiras. Nos terrenos anexos à casa há uma pequena vinha, algumas árvores de fruto e também uma pequena horta, onde algumas teimosas couves teimam ainda crescer. Casa de Guarda da Cabeça Louçã ou do F Dependências da Casa de Guarda da Cabeça Louçã ou do F

Casa de Guarda da Praia

            A Casa de Guarda da Praia, na Praia da Vieira, é sem dúvida mais um conjunto habitacional pertencente ao leque de Casas de Guarda que circundam o Pinhal do Rei que, dada a sua proximidade com a povoação, poderia, com certeza, ter algum tipo de utilização, em vez de estar votada ao completo abandono. Casa de Guarda da Praia O símbolo “MN” (Matas Nacionais) Na entrada para ventilação da caixa-de-ar da Casa de Guarda da Praia. Dependência com lareira e forno nos anexos à Casa de Guarda da Praia.

O Chalé das Matas Nacionais em S. Pedro de Moel

            Construído no séc. XIX, pensa-se que inicialmente foi apenas um simples dormitório utilizado pelo pessoal que dirigia os trabalhos florestais naquela zona. Transformado mais tarde num dos edifícios mais bonitos de S. Pedro de Moel, passou a ser utilizado como residência de Verão pelos chefes do Pinhal. O Chalé das Matas Nacionais O Chalé das Matas em 1890

O Pombal do Rei

            Situado no Talhão 281 do Pinhal do Rei (Mata Nacional de Leiria), o Pombal do Rei é uma ruína do que, em jeito de lenda, se diz ter sido um abrigo dos pombos reais, introduzidos no Pinhal do Rei no tempo de D. Dinis.             No entanto, dizem alguns que, documentos antigos referem a existência de um posto de vigia naquela localização, vindo mais tarde a ser substituído por uma nova infra-estrutura, o Ponto Novo .             Por outro lado, a existência de nichos no interior da construção leva a consolidar a ideia de pombal havendo a hipótese de ter servido de pombal quando, em 1936, se tentou repovoar o Pinhal com várias espécies de aves, incluindo o pombo bravo. O Pombal do Rei