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A mostrar mensagens com a etiqueta Exploração do solo e subsolo

A Fonte de Pedreanes

A partir de 1909, aproveitando os ricos lençóis de água existentes no Pinhal do Rei, os Serviços Florestais construíram inúmeras fontes e poços, de modo a que trabalhadores e animais que no Pinhal laboravam ali matassem a sede. É nas margens do Ribeiro de S. Pedro Moel que se concentra o maior número de pequenas fontes, aproveitando as nascentes de água fresca que ali emergem. Contudo, também na fronteira Este do Pinhal existem várias nascentes que deram, também elas, origem a fontes. É o caso da Fonte do Sardão, da Água Formosa ou da Fonte Férrea. No lugar de Pedreanes, que, pela importância que sempre teve, pode considerar-se o lugar mais importante do Pinhal do Rei, existe também uma fonte. Ora, não havendo por aqui nascentes de água, que se saiba, nem rede de abastecimento de água municipal, à data de construção da fonte, a Fonte de Pedreanes, assim designada por não lhe conhecer outra designação, terá sido abastecida por um poço e respectivo depósito elevatório construídos nest...

Remoção da surraipa no Pinhal do Rei

            A surraipa extraiu-se em tempos do subsolo do Pinhal do Rei. Produto orgânico, constituído por camadas compactas essencialmente de anidrido silícico, era usado nesse tempo na construção civil. Depois de rebocada com cal oferecia boa resistência às intempéries.             Ainda, nos dias de hoje, em alguns lugares, se podem ver casas ou muros construídos com surraipa.             Sendo útil para a construção civil foi, no entanto, necessária a sua completa remoção do Pinhal pois não permitia que as raízes das árvores penetrassem suficientemente no solo, o que as tornava raquíticas e doentes. Esse trabalho foi feito a partir do ano de 1958. Remoção da surraipa - anos 50 do séc. XX Antiga parede construída com surraipa e depois rebocada

Os poços do Pinhal do Rei

Construídos pelos Serviços Florestais a partir de 1909, estes poços, tal como as fontes, tinham a função de matar a sede aos trabalhadores do Pinhal e aos seus animais. Estes poços eram providos de bombas manuais para tirar água, e de grandes tanques para o gado beber. A maior parte deles já não existe. Recordem-se por exemplo o poço do Zé Bernardo, dos Sete, das Crastas, do Fogo Velho, etc. Os muito poucos que ainda existem encontram-se quase destruídos. À saída da Marinha Grande, pela Guarda Nova, em direcção a S. Pedro de Moel, encontra-se ainda em relativo estado de conservação o Poço dos Sete, por muitos conhecido, talvez devido à sua cor, por “Poço Branco”, embora já sem o tanque que se vê na fotografia abaixo. Nesta fotografia é visível a linha do antigo Comboio de Lata que, naquela altura, por ali passava. O Poço dos Sete – anos 30 do Séc. XX

A Fonte de S. Pedro de Moel

            Rico em lençóis de água, o Pinhal do Rei possui ainda hoje um conjunto de fontes construídas pelos Serviços Florestais a partir de 1909. Nestas fontes matavam a sede os trabalhadores e os animais que no Pinhal laboravam.             A Fonte de S. Pedro de Moel, construída pela Administração das Matas a pedido de uma comissão de moradores e alguns frequentadores, constituiu, na altura, um melhoramento assinalável para esta praia.             Potável e de muito boa qualidade, a água vinha canalizada directamente da nascente situada no vale ali próximo.             Construída no talhão 304, esta fonte foi construída em 1911 sendo renovada em 1917 quando se substituiu a tubagem inicial e se procedeu à instalação do actual fontanário em pedra lioz. ...

Petróleo no Pinhal do Rei

            Do subsolo do Pinhal do Rei, de enorme riqueza, foram em tempos retirados inúmeros produtos, chegando inclusivamente, em 1960, a ser prospectado petróleo, tendo-se feito perfurações e estudos no Pinhal, mais propriamente no talhão 258, próximo da ponte do Ribeiro de S. Pedro de Moel. Aparentemente sem grandes resultados, os furos foram fechados e protegidos por forte placa de cimento.             Ainda hoje se pode visitar o local. Placa de cimento no talhão 258 onde, em 1960, chegou a ser prospectado petróleo

A Lagoa da Saibreira

            Na década de 50 do séc. XX, durante a administração do Eng.º Acácio Amaral , foi extraído saibro no talhão 53 do Pinhal do Rei, perto do lugar do Pilado, para ser utilizado na construção das novas estradas florestais. Após a sua conclusão, o local foi abandonado.             A acumulação de águas pluviais no local da exploração fez nascer uma pequena lagoa. É conhecida como Lagoa da Saibreira. A Lagoa da Saibreira vista de Este A Lagoa da Saibreira vista de Oeste