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A mostrar mensagens com a etiqueta Guardas-florestais

A caixa de cigarrar

            As primeiras décadas do século XIX foram de extrema violência no que respeita a incêndios no Pinhal do Rei. Estes incêndios, que ficaram conhecidos como “Queimadas”, levaram o administrador do Pinhal, Rodrigo Barba Correa Alardo, a conceber, ao longo dos anos, uma série de documentos visando evitar tais incêndios. Nesses documentos criou regras, procedimentos e punições para quem não os acatasse. A limpeza do Pinhal, queimando os matos, a abertura de novos aceiros, o aumento dos guardas, a multiplicação das rondas e outros procedimentos a adoptar, faziam parte da grande luta contra os incêndios no Pinhal do Rei naquela época. Havia alguns bem curiosos, como a obrigatoriedade de, após uma trovoada, os guardas terem se subir aos pontos mais altos do Pinhal ou às torres das igrejas das povoações mais próximas para ver se havia vestígios de fumo em consequência de algum incêndio provocado pela dita trovoada. Mas o mais curioso dos procedimentos f...

A homenagem a Bernardino Barros Gomes

            Já em 1917, na Conferência Florestal, os Florestais portugueses alvitraram que se prestasse uma condigna homenagem àquele que foi o seu grande “Mestre”. No entanto, esta só veio a acontecer em 30 de Setembro de 1939, no centenário do seu nascimento, em Pedreanes, onde foi inaugurado um modesto mas significativo monumento.            Bernardino Barros Gomes dirigiu o Pinhal de Leiria deixando obra incomparável. Insigne silvicultor, continuou o trabalho de Warnhagen dando ao Pinhal o ordenamento devido, dividindo-o em talhões, através da abertura de aceiros e arrifes. Mandou construir os primeiros Pontos de Vigia e novas Casas de Guarda, procedeu a estudos sobre sementeiras e resinosos, elaborou, em 1882, a primeira Planta Geral da Mata de Leiria , criou a escrituração técnica do Pinhal e instalou os primeiros postos de meteorologia.       ...

O Grémio Florestal

               Para amenizar a situação de vivência dos guardas-florestais , dado os ordenados baixos que auferiam, organizaram eles próprios, em 1928, com a ajuda e incentivo do então Administrador da Circunscrição Florestal da Marinha Grande Eng.º António Arala Pinto , o seu Grémio Florestal.             Este Grémio funcionou no Parque Florestal do Engenho em instalações cedidas pelos Serviços Florestais, sendo criadas as seguintes obras de carácter social: um grande salão para festas e convívio, uma pequena Biblioteca com serviços de direcção e secretaria, uma Cooperativa de Consumo onde podiam ser adquiridos produtos de mercearia e vestuário a preços mais vantajosos, e ainda uma Lutuosa que, em caso de morte de um guarda, pudesse monetariamente ajudar a família enlutada nas despesas com o funeral. Edifício do antigo Grémio Florestal no Parque Florestal d...

Acerca dos Guardas-florestais

            “Se a agricultura, as pastagens e as guerras levaram o homem à destruição das florestas, três causas de capital importância – a construção naval, a caça, as ferrarias – o forçaram a olhar pela sua conservação e desenvolvimento.”             O zelo pela floresta foi uma missão desde sempre atribuída aos guardas florestais que já em 1605 eram em número de 24 no Pinhal de Leiria. Couteiros que ao longo dos anos viram as suas atribuições tornarem-se mais abrangentes, requerendo, para um bom desempenho do cargo, conhecimentos técnicos específicos que ultrapassavam as funções de simples polícia.             Ao guarda florestal era-lhe exigido um conjunto de conhecimentos sobre espécies florestais, sementeiras, plantações, viveiros, colheitas, formação e fixação das dunas, principais ameaças para o pinhal, medidas preventivas e de combate...

Os Guardas-florestais e o fim da classe

            Apesar das excepcionais qualidades de trabalho que ao guardas-florestais sempre foram exigidas, e da conduta exemplar que desde sempre mantêm no rigoroso desempenho das missões para que são solicitados, esta classe foi em tempos sacrificada, tendo ordenados muito baixos.             Em 1928, para amenizar a situação de vivência dos guardas, organizaram eles próprios, com a ajuda e incentivo do então Administrador da Circunscrição Florestal, Eng.º António Arala Pinto , o seu Grémio Florestal .             Este Grémio funcionou no Parque Florestal do Engenho em instalações cedidas pelos Serviços Florestais, sendo criadas as seguintes obras de carácter social: um grande salão para festas e convívio, uma pequena Biblioteca com serviços de direcção e secretaria, uma Cooperativa de Consumo onde podiam ser adquir...

Os Guardas-Florestais e as tranqueiras

            Em 1857, o Administrador José de Melo Gouveia proibiu, dentro do Pinhal, a circulação de veículos depois do Sol-posto. Para isso mandou colocar tranqueiras (vigas de madeira fechadas a cadeado) em todas as passagens, colocadas pelos guardas ao Pôr-do-Sol e só retiradas ao nascer do dia seguinte.             De 1920 a 1940, sempre com a população a aumentar, foram abertas novas passagens e construídas novas casas de guarda: Praia da Vieira, Calvos, Formosa, Pilado, Gaeiras, Portela, Rio Tinto, Tromelgo, S. Pedro de Moel, etc.            Em 1940 existiam 30 casas de guarda.            Em 1926, a jurisdição das praias de S. Pedro de Moel e da Vieira passou para a Câmara Municipal da Marinha Grande. Foi por isso retirada a tranqueira da Guarda Nova, ...

Os Guardas-Florestais e as Casas de Guarda

            O Regulamento de 1790 abandonava a designação de couteiros para quem até aí tinha guardado o Pinhal, passando então a falar-se em guardas florestais , estabelecendo também que esses guardas vivessem em locais junto do Pinhal. Estes, passaram a viver com as suas famílias em casas construídas nesses locais (as casas de guarda). As primeiras 4 casas de guarda foram: Caminhos de Carvide, Cova do Lobo , Pedreanes e Sapinha .             Com o aumento das populações à volta do Pinhal, mais passagens e mais casas de guarda iam sendo criadas.           Em 1843 o número de casas de guarda ia em 12 e em 1898 estas eram já 20.            De início estas casas possuíam apenas 2 divisões, sendo substituídas posteriormente por outras com 4 divisões.         ...

Os Guardas-Florestais e o fardamento

           Em 1856, entrou em vigor o uso de fardamento por parte dos Guardas-florestais. Em 1905, este primeiro fardamento foi substituído. Fardamento de 1856 Fardamento de 1905 Guarda-florestal fardado – anos 50 do séc. XX