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A mostrar mensagens com a etiqueta Tromelgo

A Tempestade Leslie

            Ocorreu no passado dia 13 de Outubro uma invulgar situação meteorológica em Portugal. Inicialmente, dada a fraca previsibilidade do seu percurso, eram baixas as probabilidades de o furacão Leslie atingir Portugal continental.             Porém, na aproximação que fez ao nosso país, e depois de ter baixado à condição de tempestade tropical, essa possibilidade tornou-se cada vez mais evidente, vindo a ser declarado um alerta vermelho no início daquela tarde de Outubro para os distritos do centro e norte do País.             De facto, a força dos seus ventos surpreendeu tudo e todos, sendo enormes os prejuízos causados em várias regiões, incluindo a zona Centro. A queda de árvores e de estruturas em ambiente urbano e o deslizamento de terras foram algumas das consequências, mas nas florestas, quer públicas quer privadas, foram devastadores os efeitos da Leslie.     ...

Araucárias no Pinhal do Rei (2)

            Na publicação que aqui deixei em Novembro de 2016 acerca das Araucárias no Pinhal do Rei dizia:             “ O Viveiro Florestal do Tromelgo foi abandonado pelos Serviços Florestais em meados do século XX e destes exemplares de araucária desconheço qualquer vestígio até à data desta publicação.”             Ora, posteriormente, numa visita mais aprofundada ao lugar do Tromelgo, apercebi-me de uma árvore que poderia corresponder ao que, entretanto, tinha andado a investigar sobre araucárias. Porém, não sendo conhecedor destas matérias, e estando a árvore cercada por densa vegetação, onde exemplares altíssimos de acácias quase a ocultavam, ficaram-me na altura algumas dúvidas sobre aquele exemplar. Assim, e aliando alguma inércia, ficou o assunto esquecido por quase um ano.          ...

Casa de Guarda do Tromelgo

            Esta casa de guarda situa-se no talhão 289, entre os Aceiros Q e R na fronteira Este do Pinhal, junto ao Aceiro Exterior . Foi construída entre as décadas de 20 e de 40 do passado século.             Segundo nos diz Arala Pinto em 1938, no seu livro “Pinhal do Rei”, o lugar do Tromelgo, ou o "Caminho do Lago do Tramelgo", era já referido no Regulamento de 1790 que deu origem às primeiras casas de guarda , onde, acerca das “Obrigações de cada um dos Guardas em particular”, em relação às obrigações do “Quinto Guarda” se dizia: «Vigiará desde o Caminho das Gaieiras até à Cova da Moura , e pelo interior, desde o lado pertencente ao quarto Guarda até ao Caminho do Lago do Tramelgo (…)».             Após deixar de ter uso por parte dos Serviços Florestais, e embora o seu estado de conservação já não seja o melh...

Araucárias no Pinhal do Rei

            No Boletim das Obras Públicas de 1860 foi publicado o que, em 1859, o Administrador Geral das Matas José de Mello Gouveia dizia a respeito de algumas experiências que se vinham a fazer no país com essências exóticas, incluindo na Marinha Grande. Entre várias espécies referia a existência de “Quatro exemplares de araucária imbricata, resto de cinquenta mandados de Inglaterra e plantadas na Marinha Grande, há cerda de catorze anos (1845), resistem à dureza do trato, porque também é rustica a sua índole, sem subirem ainda a maior de 2,30 (metros) de altura e a menor de 0,80 (metros). Para uma espécie que se eleva a 50 metros estão por ora distantes de louvor.”.             Sem indicação do lugar na Marinha Grande onde foram plantados estes exemplares, é de supor que algumas dessas araucárias tenham sido plantadas na Mata Nacional de Leiria/Pinhal do Rei, mais propri...

Arranjada a estrada de acesso ao Tromelgo

            Depois de muita polémica, reuniões ao mais alto nível, intervenções de grupos defensores e amigos da Mata Nacional (Pinhal do Rei), artigos em jornais, reportagens na televisão, intervenções nas redes sociais, e, sobretudo, do “jogo do empurra” acerca de quem queria fazer e não podia ou quem podia fazer e não queria, lá se arranjou o acesso ao Tromelgo.             Finalmente foi aberta hoje a circulação automóvel com um novo tapete de asfalto, não se limitando apenas ao simples tapar dos buracos.             Parabéns a quem o fez e ou a quem o deixou fazer. Pena é que não se tenha podido alargar um pouco. Veremos agora quanto tempo vai durar se continuar a ser atravessado por veículos de grande tonelagem, que por vezes ali circulam.             Por o...

A Fonte do Tromelgo

            O Pinhal do Rei possui ainda hoje um conjunto de fontes construídas pelos Serviços Florestais a partir de 1909. Nestas fontes matavam a sede os trabalhadores que no Pinhal laboravam.             Situada no talhão 289, a Fonte do Tromelgo foi construída pelos Serviços Florestais e ostenta uma placa indicando como data de inauguração o dia 9 de Novembro de 1932. No entanto, é de crer que, como diz Deolinda Bonita, no seu livro “Raízes”, por o ter ouvido de quem perto dali viveu no início dos anos 1920, o actual fontanário terá substituído uma primitiva fonte que, naquela época, “era uma cova muito funda, onde nos tínhamos que curvar em arco para chegarmos à bica que só corria um fio de água. Enchíamos o púcaro de barro e levávamo-lo aos lábios para matar a sede”.             A Fonte do Tromelgo foi em tempos um...

Árvore de interesse público - Talhão 289

            Este monumental eucalipto, situado no talhão 289 do Pinhal do Rei (Mata Nacional de Leiria), faz parte da lista completa das árvores notáveis, classificadas como árvores de interesse público, do Pinhal do Rei e do Concelho da Marinha Grande, que aqui coloquei e que, tal como outras, “pela sua forma, idade e dimensão, justificam que sejam preservadas, respeitadas e apreciadas”.             Aqui ficam os dados deste gigantesco eucalipto do Pinhal do Rei:             Lugar: Mata Nacional de Leiria - Talhão 289, parcela A             Nome científico: Eucalyptus globulus Labillardière             Nome vulgar: Eucalipto             Descrição: Árvore isolada             P...

Viveiro Florestal do Tromelgo

            Desconhece-se ao certo a data de entrada em funcionamento do viveiro do Tromelgo mas um documento enviado a Frederico Varnhagem em 1826, citado por Arala Pinto em 1938 no seu livro “Pinhal do Rei”, já dizia: “Remeto a V. S.ª huma porção de Penisco, novo, colhido nos Bosques da Polonia, e da Rússia Branca, a fim de que de baixo de todo o cuidado e observação V. S.ª o faça semear, como melhor julgar, nos Reaes Pinhaes da sua Administração; devendo V. S,ª de huma pequena porção do referido Penisco fazer sementeira, onde entender mais acertado, em alfobres, (…), enquanto não vingam. E posteriormente informar-me do resultado destas plantações.”.             Poderá ter estado aqui o início do viveiro do Tromelgo, onde o terreno era fresco, fundo e havia água em abundância.             Em 1838, num outro documento, também citado po...