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A Carvoaria

            O ponto de viga Ponto Novo , no Pinhal do Rei, foi outrora também designado por alguns como Ponto da Carvoaria. O facto deve-se a que na zona envolvente do local onde se encontra tenham existido, noutros tempos, inúmeras carvoarias. A sua existência deve-se à necessidade de limpeza dos despojos florestais criados durante o desbravar daquela zona do Pinhal, considerada praticamente floresta virgem em meados de século XIX por dificuldades de limpeza. Assim, ao transformar tais despojos em carvão, além de limpar o local, criava-se riqueza com a sua produção, importante fonte de energia naquela época. Estávamos no século XIX.             Especificando, veja-se o que diz o “Relatório da Administração Geral das Matas do Reino – Ano económico de 1858-1859” acerca da limpeza daquele local, conhecido como Carrasqueira :                 “ (…)         A carbon...

Limpeza do solo florestal na Carrasqueira

            Do Relatório da Administração Geral das Matas do Reino - Relativo ao Ano Económico de 1858-1859, do Administrador Geral José de Melo Gouveia, retirou-se este pequeno excerto acerca da limpeza do solo florestal no Pinhal de Leiria/Pinhal do Rei. Excerto do Relatório da Administração Geral das Matas do Reino Relativo ao Ano Económico de 1858-1859 (ADLRA)

O fabrico de carvão

            Perde-se nos tempos a origem da transformação de madeira do Pinhal do Rei em carvão. Uma das primeiras referências a esta actividade encontra-se num texto escrito cerca de 1470, onde o povo da região se queixava ao Rei D. Afonso V por não lhes ser permitida a recolha de lenha para carvão em propriedades abandonadas pelos seus donos.             Em 1605, no Regulamento para o Monteiro-mor, o Rei Filipe II, protegendo o Pinhal contra cortes abusivos não licenciados, proibia, em todas as matas e coutadas, dentro da sua demarcação, o fabrico de carvão.             O Marquês de Pombal, no seu regulamento de 1751, fez referência a esta actividade, autorizando que, para tal efeito, se retirasse lenha do Pinhal.             Em 1841, na carta topográfica do Pinhal, feita pelos oficiais da Armada Francisco Maria Pereira da Silva e Caetano Maria Batalha, exist...