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A mostrar mensagens com a etiqueta Parque do Engenho

A Fábrica da Madeira após o Engenho Eólico

              Existem referências de que já na segunda década do século XVIII existia na Marinha Grande a Fábrica da Madeira. De início esta fábrica laborava com recurso à serragem braçal das madeiras mas, em 1724, com a entrada em funcionamento de um engenho de serrar movido a vento , a sua laboração foi melhorada.              Foi o Rei D. João V quem, por volta de 1723, tentando resolver o problema da serragem das madeiras, comprou e mandou instalar na Marinha Grande este engenho de serrar movido a vento. Porém, devido a deficiências no seu mecanismo, este engenho foi destruído em 1774 por um incêndio provocado pelo atrito e nunca mais foi reconstruído.              O período após o desaparecimento do engenho de serrar movido a energia eólica, cujas referências são escassas, deverá ter sido de continuação da Fábrica da Madeira, com a serragem manual das m...

Parque do Engenho – Festas tradicionais

            No recinto do actual Parque Florestal do Engenho funcionaram, ao longo dos séculos, vários serviços ligados à exploração e administração florestal do Pinhal do Rei.             Cheio de arvoredo e jardins, outrora bem tratados, o Parque do Engenho foi aberto ao público por volta dos primeiros anos do séc. XX.             Para além das actividades inerentes à exploração e administração do Pinhal, o parque acolhia, ocasionalmente, algumas actividades culturais ou de lazer em benefício dos trabalhadores dos Serviços e da população em geral.             Já no início do século XX, era costume efectuarem-se grandes convívios populares por ocasião do 1º de Maio, a cargo da Associação dos Vidraceiros. Deslocavam-se, em desfile, com carros alegóricos e a Banda dos Bombeiros Voluntários da Marinha Grande, seguidos pela população que, durante todo o dia ali...

A Fábrica Resinosa

             O Regulamento de 1790 para o Pinhal de Leiria, do Ministro da Marinha Martinho de Melo e Castro, que dá ordem para construção de uma nova fábrica de pez em S. Pedro de Moel, regula também a Fábrica Resinosa, situada no lugar do Engenho em conjunto com a Fábrica da Madeira. Assim, esta fábrica é anterior à de S. Pedro de Moel, não sendo possível, no entanto, conhecer a data da sua construção. Contudo, a existência de fornos de pez no mesmo local, desde há muito, leva a crer que esta fábrica tenha resultado da natural evolução técnica que vinha a ser implementada há alguns anos e da passagem do Estado à situação de proprietário, passando a produzir pez e outros produtos de base resinosa e a aproveitar os grandes lucros do fabrico destes produtos.             Esta fábrica possuía dezasseis fornos quando, em 1810, foi destruída pelas tropas invasoras, na altura das Invasões Francesas.       ...

Os primitivos fornos do pez

            Desde tempos remotos que o Pinhal do Rei, também designado por Pinhal de Leiria, forneceu à construção naval produtos como: pez, pixe (pez negro), alcatrão (pez líquido) e breu (pez cozido e seco), obtidos a partir das achas resinosas dos pinheiros.             Inicialmente, estes produtos usavam-se na calafetagem dos barcos e nas abordagens por embarcações inimigas, onde, depois de inflamado e a ferver, era derramado como material de destruição.             Mais tarde, as águas-razes e águas-ruças produzidas nas mesmas fábricas, por destilação das achas resinosas, passaram a usar-se nas indústrias dos vernizes, tintas lacadas, sabões, tinturaria, farmacêutica e perfumaria.             A respeito deste tipo de exploração, a maioria dos autores indica, como referência mais ant...

A Fonte do Engenho

            Situada no frondoso largo em frente ao Parque Florestal do Engenho , a Fonte do Engenho foi construída em 1939 sob orientação do então Administrador da Mata Nacional de Leiria /Pinhal do Rei Eng.º Arala Pinto .                Não sendo propriamente uma construção bonita, e actualmente já um pouco diferente da fonte inicial, este marco fontanário ou fonte-obelisco, designações que tenho visto referindo-se a esta fonte, por estar quase oculta sob duas enormes palmeiras que alguém ali mandou plantar, passa hoje quase despercebida a quem por ali passa.             Inicialmente possuía quatro bicas colocadas nas arestas do seu corpo central em forma de prisma quadrangular. Actualmente, servindo apenas de adorno, duas enormes bicas frontais apontam para um tanque construído à volta da antiga fonte, cont...

O Grémio Florestal

               Para amenizar a situação de vivência dos guardas-florestais , dado os ordenados baixos que auferiam, organizaram eles próprios, em 1928, com a ajuda e incentivo do então Administrador da Circunscrição Florestal da Marinha Grande Eng.º António Arala Pinto , o seu Grémio Florestal.             Este Grémio funcionou no Parque Florestal do Engenho em instalações cedidas pelos Serviços Florestais, sendo criadas as seguintes obras de carácter social: um grande salão para festas e convívio, uma pequena Biblioteca com serviços de direcção e secretaria, uma Cooperativa de Consumo onde podiam ser adquiridos produtos de mercearia e vestuário a preços mais vantajosos, e ainda uma Lutuosa que, em caso de morte de um guarda, pudesse monetariamente ajudar a família enlutada nas despesas com o funeral. Edifício do antigo Grémio Florestal no Parque Florestal d...

Martelos florestais

            Como medida de prevenção contra abusos que se vinham a praticar em relação à madeira retirada do Pinhal do Rei (Pinhal de Leiria), em 1751, o Marquês de Pombal no seu “Regimento para o Guarda Mor dos Pinhaes de Leiria e Superintendente da Fábrica da Madeira da Marinha” ordenava que os ferros (martelos florestais) com as marcas a marcar na madeira cortada no Pinhal de Leiria fossem, por motivos de segurança, guardados num cofre existente na “Fábrica da Madeira” no lugar do Engenho na Marinha Grande, não permitindo que andassem pelas mãos dos Mercadores fora das ocasiões precisas. Martelo florestal Patente de 11 a 26 de Outubro de 2008 na exposição "700 Anos de Floresta – Exposição Fotográfica do Pinhal do Rei", na Galeria Municipal da Marinha Grande – Edifício dos Arcos (Jardim Stephens) Martelo florestal e marcas na madeira Patente de 11 a 26 de Outubro de 2008 na exposição "700 Anos de Flores...

Instalação do Arquivo Histórico Florestal no Parque Florestal do Engenho

In: JORNAL DE LEIRIA, de 26 de Abril de 2012             Publicada no JORNAL DE LEIRIA, de 26 de Abril de 2012, esta parece, à partida, uma boa notícia para a Marinha Grande. Se tudo correr como previsto, finalmente o Parque do Engenho passará a estar aberto ao público. As cavalariças e, no geral, todo o parque serão recuperados.             A instalação do Arquivo Histórico Florestal, onde estarão todos os documentos relativos às florestas em Portugal, parece ser, assim, o primeiro passo para a instalação do futuro Museu Nacional das Florestas neste parque.             Posteriormente, no âmbito da criação do Museu Nacional das Florestas, está ainda prevista a instalação de um hotel.

Parque Florestal do Engenho

            Neste parque funcionaram vários serviços do Pinhal, fornos de destilação de resinosos, engenho de serração de madeira movido a vento , serrações mecânicas, uma capela, cavalariças, escola de guardas florestais, o Grémio Florestal , a Cooperativa Florestal, viveiros e campos de estudos botânicos, parque de viaturas de tracção animal e repartições administrativas.             No tempo do Marquês de Pombal, para protecção do engenho de serrar movido a vento, este recinto, com uma área de 25 165 m², foi murado. O engenho, completamente construído em madeira, foi montado em 1723 sob direcção de engenheiros holandeses e funcionou até 1774, altura em que, devido ao atrito, se incendiou, sendo inviável a sua recuperação. Esta máquina (o engenho) acabou por dar o nome ao parque e à pequena povoação que ia nascendo à sua volta. Parque do Engenho - Início do séc. XX ...