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A mostrar mensagens com a etiqueta Afonso Lopes Vieira

No tronco dum pinheiro da Floresta

A infinita frase dos pinhaes cantou embaladora à minha infância, e ficou em minha alma a ressonância destas religiosas catedraes... Em cada inverno as árvores doridas fogem do mundo, deixam-no sozinho; só estas, sempre fielmente erguidas, mantêm no mesmo gesto igual carinho. Verdes amigos certos para a gente, têm a constância na adversidade, dão a saúde e ensinam a bondade, — a Bondade: justiça sorridente. Afonso Lopes Vieira Painel (parte) de azulejos no antigo lavadouro de S. P. de Moel - Parque do Vale do Ribeiro de S. Pedro de Moel (Desenho de Gama Diniz)

Pinhal do Rei

            Foi na sua casa de S. Pedro de Moel, implantada à beira-mar em terrenos contíguos ao Pinhal do Rei, que Afonso Lopes Vieira, ao passar grandes temporadas, viria a inspirar-se para a escrita de alguns dos seus poemas alusivos a essa grande Mata.             O poema “Pinhal do Rei”, já aqui publicado , tem sido usado por alguns grupos em inúmeras criações musicais ou teatrais.             A interpretação deste poema por parte do Coral Cantábilis da CGD-Leiria, inserido no seu excelente trabalho, em CD, "Percursos", trouxe-me à ideia a produção de um pequeno vídeo, com montagem de algumas fotografias, usando esta faixa musical.             Agradeço ao Coral Cantábilis, especialmente ao seu Maestro Sr. Joaquim Vicente Narciso, a cedência da faixa “Pinhal ...

O "Pinhal do Rei" de Afonso Lopes Vieira

Pinhal do Rei Catedral verde e sussurrante, aonde a luz se ameiga e se esconde e aonde, ecoando a cantar, se alonga e se prolonga a longa voz do mar: ditoso o "Lavrador" que a seu contento por suas mãos semeou este jardim; ditoso o Poeta que lançou ao vento esta canção sem fim... Ai flores, ai flores do Pinhal florido, que vedes no mar?   Ai flores, ai flores do Pinhal florido, Rei D. Dinis, bom poeta e mau marido, lá vem as velidas bailar e cantar. Encantado jardim da minha infância, aonde a minh'alma aprendeu; a música do Longe e o ritmo da Distância que a tua voz marítima lhe deu; místico órgão cujo além se esfuma no além do Oceano, e onde a maresia ameiga e dissolve em bruma, e em penumbra de nave, a luz do dia. Por estes fundos claustros gemem os ais do Velho do Restelo... Mas tu debruças-te no mar e, ao vê-lo, teus velhos troncos de saudades fremem... Ai flores, ai flores do Pinhal louvado, que ved...

O tojo

            Nas longas temporadas que passava na sua casa de S. Pedro de Moel, Afonso Lopes Vieira, dada a proximidade do Mar e do Pinhal do Rei, ali viria a inspirar-se para a escrita de alguns dos seus poemas.             Aqui fica “O tojo”, poema inspirado na planta arbustiva espinhosa que, com frequência, cresce no Pinhal do Rei: O tojo No mato, assim, de rojo, não sabe lisonjear… É misantropo, o tojo.   Dá flor; sabe florir, - prova que sabe amar. Somente, lá fingir não sabe, nem mentir para agradar. Seus bicos ele enrista no matagal marinho? É certo: - e estão à vista. As almas verdadeiras não são como as roseiras: a flor não esconde o espinho. Lindo tojo silvestre: fossemos nós assim! Dás flor, e és rude. És mestre. Cresce no meu jardim. Afonso Lopes Vieira

Flores do Verde Pinho

            Era na casa de S. Pedro de Moel, sobranceira ao mar, que Afonso Lopes Vieira passava longas temporadas escrevendo os seus poemas.             Dada a proximidade existente entre a casa e o Pinhal do Rei, a grande Mata, a “Catedral Verde e Sussurrante” como o Poeta viria a chamar-lhe, inspirá-lo-ia na escrita de alguns dos seus poemas.             Aqui fica um exemplo: Flores do Verde Pinho Oh meu jardim de saudades, verde catedral marinha, e cuja reza caminha pelas reboantes naves… Ai flores do verde pinho, dizei que novas sabedes da minha alma, cujas sedes a perderam no caminho? Revejo-te e venho exangue, acolhe-me com piedade, longo jardim da saudade que me puseste no sangue. Ai flores do verde ramo, dizei que novas sabedes ...