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Pinhal de Leiria ou Pinhal da Marinha?

IN: Jornal da Marinha Grande, nº 319, edição de 10 de Abril de 1970  

Pinhal do Rei

            Foi na sua casa de S. Pedro de Moel, implantada à beira-mar em terrenos contíguos ao Pinhal do Rei, que Afonso Lopes Vieira, ao passar grandes temporadas, viria a inspirar-se para a escrita de alguns dos seus poemas alusivos a essa grande Mata.             O poema “Pinhal do Rei”, já aqui publicado , tem sido usado por alguns grupos em inúmeras criações musicais ou teatrais.             A interpretação deste poema por parte do Coral Cantábilis da CGD-Leiria, inserido no seu excelente trabalho, em CD, "Percursos", trouxe-me à ideia a produção de um pequeno vídeo, com montagem de algumas fotografias, usando esta faixa musical.             Agradeço ao Coral Cantábilis, especialmente ao seu Maestro Sr. Joaquim Vicente Narciso, a cedência da faixa “Pinhal ...

As Mamas da Rainha

            Existe no Pinhal do Rei um local conhecido por Mamas da Rainha. Caracterizado por duas grandes dunas de forma arredondada, este local situa-se nos talhões 140 e 156 no enfiamento do Aceiro I ou da Cova do Lobo, que se interrompe ao encontrar tão abruptas dunas, prosseguindo, mais à frente, após estas. Também a estrada florestal coincidente com este aceiro, que se inicia junto ao Aceiro Exterior no lugar da Cova do Lobo , ao chegar a estas dunas as contorna, deixando-as à esquerda, prosseguindo depois até ao lugar do Samouco.             As Mamas da Rainha ficam mesmo ao lado de outra grande duna que, situada no talhão 139, é bastante mais conhecida, pois foi durante várias décadas do séc. XX um ponto de exploração de areia para construção civil e fabrico de vidro. Esta areia era conhecida como “areia do I”, por a sua extracção ser feita perto deste aceiro.         ...

Acerca do monumento a D. Dinis e à Rainha Santa Isabel em S. Pedro de Moel

            A ideia de levantar um monumento ao Pinhal do Rei e a D. Dinis vinha a ser levantada pelo jornal Diário de Lisboa desde 1931, voltando ao assunto em 1935 e 1939. Por essa altura, com a “Comemoração dos Centenários”, a ideia parecia finalmente avançar mas, “a despeito de muitos apoios oficiais, incluindo o do Ministro da Agricultura”, dissipou-se.             Isso mesmo é-nos contado no artigo publicado a 23 de Agosto de 1952 com o título: “Está ainda por pagar a dívida de gratidão ao Rei D. Dinis e ao Pinhal de Leiria”.             Segundo o mesmo jornal o monumento ou padrão a erigir ao Pinhal de Leiria seria “altaneiro e simples, como o próprio pinheiro de alto fuste” e teria uma singela inscrição: “Daqui saíram as madeiras para as naus da India”. Porém, não tendo avançado a ideia inicial, surgiu posterio...

Dia Internacional da Felicidade

            A publicação do registo fotográfico deste alto-relevo do Rei D. Dinis e da Rainha Santa Isabel existente na Fonte da Ponte Nova no Pinhal do Rei foi a forma simples que encontrei de, sem querer escapar ao tema “Pinhal do Rei”, lembrar o Dia Internacional da Felicidade que se assinala hoje pela primeira vez.

Dom Dinis - "O que vos nunca cuidei a dizer"

            Diz uma antiga expressão popular portuguesa que “D. Dinis fez tudo quanto quis.”             Sendo sem dúvida um dos Reis mais importantes da História de Portugal, de facto, D. Dinis, cognominado o Lavrador pelo grande desenvolvimento que deu à agricultura e nomeadamente ao Pinhal de Leiria (Pinhal do Rei) introduzindo o pinheiro bravo como nova espécie, ficou também conhecido como o Rei-Poeta, devido à sua obra literária.             Foi descoberto em 1990 nos arquivos da Torre do Tombo em Lisboa pelo pesquisador Harvey L. Sharrer da Universidade da Califórnia um antigo pergaminho medieval contendo partes de sete cantigas de amor atribuídas a Dom Dinis.             Devido à deterioração do pergaminho, conhecido como “Pergaminho Sharrer”, as composiçõ...

A origem

            A origem do Pinhal do Rei perde-se na vastidão dos tempos, no entanto, sabe-se que, mesmo antes da fundação de Portugal, já aqui existia algum tipo de mata, provavelmente restos de vegetação espontânea, entre a qual o pinheiro manso.             D. Dinis interessa-se particularmente pelo Pinhal tendo como objectivos principais segurar as areias que os ventos arrastavam para as terras do interior, prejudicando a agricultura, e a obtenção de madeira para desenvolvimento futuro da construção de barcos para uso no comércio marítimo e pescas.             De alguma maneira, D. Dinis, tendo conhecimento de uma espécie de pinheiro existente em França, com maior altura e melhor aprumo, o que lhe garantia melhor madeira para desenvolvimento da indústria naval, de lá mandou vir sementes dessa espécie para implementar ...

A administração do Pinhal e D. Dinis

            D. Dinis, ao tomar medidas para desenvolver e ampliar o Pinhal de Leiria, terá também estabelecido as primeiras normas de ordenamento e gestão da Mata.          Mais tarde foi criado o cargo de monteiro-mor (defensor dos montes). Neste cargo, atribuído por privilégio real, o monteiro-mor dedicava-se à defesa das coutadas reais e da sua fauna cinegética.

Monumento ao Rei D. Dinis e à Rainha Santa Isabel

           Este monumento, erigido em homenagem ao Rei D. Dinis e à Rainha Santa Isabel, que, no início do séc. XIV, implementaram a sementeira de pinheiro bravo nesta região dando grande desenvolvimento ao Pinhal, foi inaugurado em Outubro de 1972 e foi erguido à entrada de S. Pedro de Moel, na orla do Pinhal. Foi oferecido à Marinha Grande pelo Ministro das Obras Publicas Eng.º Rui Sanches e é da autoria do escultor açoriano Numídico Bessone.