domingo, 8 de janeiro de 2017

No tronco dum pinheiro da Floresta

A infinita frase dos pinhaes
cantou embaladora à minha infância,
e ficou em minha alma a ressonância
destas religiosas catedraes...
Em cada inverno as árvores doridas
fogem do mundo, deixam-no sozinho;
só estas, sempre fielmente erguidas,
mantêm no mesmo gesto igual carinho.
Verdes amigos certos para a gente,
têm a constância na adversidade,
dão a saúde e ensinam a bondade,
— a Bondade: justiça sorridente.

Afonso Lopes Vieira


Painel (parte) de azulejos no antigo lavadouro de S. Pedro de Moel
Parque do Vale do Ribeiro de S. Pedro de Moel
(Desenho de Gama Diniz)

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