A localização exacta de um incêndio nos
pontos de vigia do Pinhal do Rei fazia-se, antigamente, através de uma luneta
giratória em torno de um círculo graduado de 0 a 360 graus, tendo como
orientação para 0º o Ponto Cardeal Norte.
Depois de detectado o incêndio, o
vigilante ao rodar a luneta na direcção do fogo obtinha, através de um ponteiro
a ela acoplado e por leitura directa no círculo graduado, a orientação em graus,
partindo do zero (Ponto Cardeal Norte). Posteriormente, numa carta da Mata, e partido
da localização do ponto de vigia, era traçada uma linha segundo a orientação
anteriormente encontrada. O mesmo era feito nos outros pontos de vigia. Da intercepção
das linhas traçadas segundo as orientações obtidas em cada um dos pontos de
vigia resultava a localização do incêndio, concretamente o talhão onde este
lavrava.
A existência de pontos de vigia estrategicamente
localizados na Mata, a meio, a Norte, a Sul e até fora dela, como eram os casos
do Ponto da Boavista e também do Ponto dos Outeiros em Vieira de Leiria, era
fundamental neste processo.
Estas lunetas foram instaladas nos
pontos de vigia em 1898 pelo Administrador Eng.º José Lopes Vieira.
Por ordem do Administrador Joaquim
Ferreira Borges as comunicações eram já feitas por telefone desde o ano de
1887. O sistema funcionava entre a estação postal, a Administração Florestal e
os próprios pontos.
A luneta e o telefone
no ponto de vigia – anos 30 do Séc. XX

Luneta
que esteve instalada nos Pontos de Vigia
Patente de 11 a 26 de Outubro de 2008 na exposição "700 ANOS DE FLORESTA – EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA DO PINHAL DO REI", na Galeria Municipal da Marinha Grande – Edifício dos Arcos (Jardim Stephens)
Patente de 11 a 26 de Outubro de 2008 na exposição "700 ANOS DE FLORESTA – EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA DO PINHAL DO REI", na Galeria Municipal da Marinha Grande – Edifício dos Arcos (Jardim Stephens)
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