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Mensagens

António Arala Pinto

Nascido na Ribeira, Ovar, a 13 de Outubro de 1888, formou-se em Engenharia Silvícola pelo Instituto Superior de Agronomia. Foi colocado na 3ª Circunscrição Florestal (Mata de Leiria), em 1922, sendo nomeado chefe da Circunscrição em 1927. Notabilizou-se não só pelo seu trabalho dentro do Pinhal, que alindou e desenvolveu, como também por escritos relativos às Matas, à indústria vidreira e a problemas sociais. Foi durante a sua administração que se realizaram obras importantes, como a sementeira das dunas a sul da Senhora da Vitória (Paredes), em 1927; o estudo de novos processos de resinagem, em 1933; a construção de novas estradas, num total de 70 Km, entre as quais a famosa Estrada dos Vidreiros; a construção de caminhos e trilhos para facilitar a deslocação dos guardas em bicicletas (que ele conseguiu obter); a construção de várias fontes e poços; e renovação dos pontos de vigia; a transformação do Viveiro do Tromelgo, e a implantação do Comboio de Lata . Numa época em que a Mari...

A Fonte de S. Pedro de Moel

            Rico em lençóis de água, o Pinhal do Rei possui ainda hoje um conjunto de fontes construídas pelos Serviços Florestais a partir de 1909. Nestas fontes matavam a sede os trabalhadores e os animais que no Pinhal laboravam.             A Fonte de S. Pedro de Moel, construída pela Administração das Matas a pedido de uma comissão de moradores e alguns frequentadores, constituiu, na altura, um melhoramento assinalável para esta praia.             Potável e de muito boa qualidade, a água vinha canalizada directamente da nascente situada no vale ali próximo.             Construída no talhão 304, esta fonte foi construída em 1911 sendo renovada em 1917 quando se substituiu a tubagem inicial e se procedeu à instalação do actual fontanário em pedra lioz. ...

O Ciclone de 1941

            Em 15 de Fevereiro de 1941, um grande ciclone derrubou no Pinhal do Rei cerca de 165 000 árvores, entre as quais grande quantidade de espécies exóticas, raras e seculares.             A queda de tão grande quantidade de árvores obstruiu a grande maioria das estradas e deixou o Pinhal de tal forma emaranhado que a recuperação dessas árvores demorou anos a fazer-se.             Sabe-se que as 165 000 árvores foram transformadas em 96 114m³ de madeira serrada e 30 000 esteres de lenha para os fornos do vidro. Para armazenar a madeira foram construídos grandes armazéns na Marinha Grande e em Coimbra, para onde foram enviadas as melhores madeiras, destinadas à Direcção dos Serviços dos Monumentos e Edifícios Nacionais. Efeitos do ciclone de 1941

O Aceiro Exterior e a Grande Vala

            Este aceiro foi aberto no tempo do Marquês de Pombal. Trata-se de uma faixa de terreno em volta do Pinhal, inicialmente com 22 metros de largura e sem qualquer vegetação. Para além de demarcar todo o Pinhal do lado de terra (Norte, Sul e Este), tinha também a função de prevenir que fogos exteriores ao Pinhal Real não passassem para dentro deste.             Como medida preventiva, o Guarda-Mor era obrigado a percorre-lo, verificando se o mesmo estava limpo de qualquer matéria orgânica que pudesse alimentar um eventual incêndio, limpando-o se fosse caso disso.             Esta faixa, inicialmente com 22 metros, tem hoje 20,5 metros de largura, depois de, em 1790, como medida de segurança e controlo de entradas e saídas do Pinhal, o Ministro Martinho de Melo e Castro ter mandado abrir uma grande vala com 2 metr...

Acácio Amaral

Natural de Cinco Vilas, Figueira de Castelo Rodrigo, onde nasceu a 27 de Janeiro de 1916, Acácio Amaral formou-se em Engenharia Silvícola no Instituto Superior de Agronomia em 1939. Veio para a Marinha Grande em 1948, como adjunto da 3ª Circunscrição, sendo nomeado Chefe da Circunscrição Florestal da Marinha Grande em 1956, devido à ausência forçada (por doença) do seu antecessor. Foi vogal da IX Região Agrícola no Conselho Regional de Agricultura, por despacho de 23 de Outubro de 1958, e nesse ano integrou, como delegado, a Direcção Geral dos Serviços Florestais e Aquícolas na Comissão Nacional de Organização de Alimentação e Agricultura das Nações Unidas – FAO. Com uma visão pragmática sobre os problemas do Pinhal, Acácio Amaral introduziu novos sistemas administrativos, modificou técnicas de exploração, com vista a acabar com tudo o que era supérfluo para a economia da Mata. Como resultado destas medidas, o rendimento das Matas passou de 14 579 contos em 1970 para 61 590 contos em...

Mapa de 1940 do Pinhal do Rei

Este Mapa do Pinhal do Rei (Pinhal de Leiria) desenhado em 1940 por Luís Filipe dá-nos preciosas informações do que era naquele tempo o nosso Pinhal. Os limites do Pinhal e a configuração da sua fronteira estão aqui bem demarcados pelo aceiro exterior, bem como a divisão da sua área em 342 talhões, consequência da abertura de aceiros e arrifes, todos eles bem assinalados. Ao nível de edifícios e outras construções, este mapa mostra-nos a localização das Tercenas , dos edifícios da 14.ª e 15.ª Administrações Florestais e da 3.ª Circunscrição Florestal , bem como a localização e identificação de todas as Casas de Guarda e Pontos de Vigia, e ainda os poços e as fontes, também, em grande parte, identificados. Mostra-nos também a rede de comunicação telefónica entre as Casas da Guarda e dos Postos de Vigia, as linhas de água, e ainda o traçado fixo do antigo caminho ferroviário do Comboio de Lata. Dá-nos ainda a conhecer, localizando-as e identificando-as, as árvores notáveis existentes na...

O regresso do Comboio de Lata

“O regresso do Comboio de Lata”, como título desta mensagem, bem poderia na realidade estar relacionado com a recuperação do antigo  Comboio de Lata  e o seu regresso à circulação no Pinhal do Rei, transportando a população marinhense e turistas que nos visitassem em direcção às nossas praias ou em passeios pelo Pinhal, dando a conhecer a grandiosidade e a beleza da nossa Mata. De regresso estaria este pequeno comboio histórico, a vapor, que tanto contribuiu para o desenvolvimento do Pinhal do Rei e que, quando deixou de ser necessário, se pôs de parte e se entregou o seu destino às mãos do sucateiro. De regresso estariam também os passeios em dias festivos, como a Quinta-Feira de Ascensão ou o Primeiro de Maio, à semelhança de outros tempos em que o comboio era cedido à população para passeios na Mata ou idas à praia. Porém nada disto é real, pelo menos por cá… A maioria dos marinhenses desconhecem, em parte, o sucedido ao nosso comboio, a partir do momento em que ele d...