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Flores do Pinhal do Rei

            No Pinhal do Rei, também conhecido por Pinhal de Leiria, para além do pinheiro-bravo, largamente a espécie predominante, e de alguns núcleos de pinheiro-manso, existe no Pinhal uma grande variedade de outras espécies, quer sejam arbustos de geração espontânea, grandes árvores exóticas, ou ainda pequenas flores que o tornam num enorme espaço florido.

A administração do Pinhal no séc. XXI

           Em 1992, uma reestruturação de serviços leva a que a Circunscrição da Marinha Grande passe de um serviço de âmbito regional a âmbito local, ficando na dependência de outras circunscrições.           Em 1996 é criada a Direção-Geral das Florestas.             Em 2004, substituindo a Direção-Geral das Florestas, uma nova reestruturação cria a Direção-Geral dos Recursos Florestais.            Em 2008, a Direcção-Geral dos Recursos Florestais é substituída pela Autoridade Florestal Nacional (A F N).             Em finais de 2008, a zona da Mata de Leiria (Pinhal de Leiria) está integrada na Unidade de Gestão Florestal do Centro Litoral e subordinada à Direção Regional das Florestas do Centro, com sede em Viseu.

A administração do Pinhal no séc. XX

           Em 1881, é extinta a Administração Geral das Matas.           Em 1913, é criada a direcção Geral dos Serviços Florestais e Aquícolas.             Em 1918, é criado o Ministério da Agricultura.             Em 1927, passa a chefiar a Circunscrição Marinhense o Eng.º António Arala Pinto .             Em 1948, é colocado como adjunto da Circunscrição Marinhense o Eng.º Acácio Amaral e em 1956 é nomeado chefe da mesma circunscrição devido à ausência forçada, por doença, de A. Arala Pinto.             Em 1986 é nomeado administrador João de Almeida Eliseu . Edifício da Administração das Matas na Marinha Grande - início do séc. XX

O Comboio de Lata

O escoamento para o exterior dos produtos do Pinhal foi, no século XIX, até cerca de 1885, feito com recurso ao Comboio Americano , de tracção animal, que fazia a ligação entre Pedreanes e o porto de São Martinho do Porto, numa extensão de 36 km, passando em frente da Real Fábrica de Vidros e do Edifício da Fábrica de Resinagem . Em 1885, com o início da construção da linha de caminho-de-ferro do Oeste, que aproveitou parte do traçado da linha do Comboio Americano, e com a chegada, em 1888, dos comboios a vapor à  Marinha Grande, o Comboio Americano foi desactivado, passando o escoamento dos produtos do Pinhal a ser feito através da nova linha de caminho-de-ferro do Oeste. No entanto, prevalecia o problema dos transportes dentro da Mata e entre Pedreanes e a estação dos caminhos-de-ferro. A rede de estradas era diminuta e os caminhos existentes tinham pouca resistência aos pesados carros puxados por bois, carregados de lenha e grandes toros. Este problema foi resolvido com a intro...

Parque Florestal do Engenho

            Neste parque funcionaram vários serviços do Pinhal, fornos de destilação de resinosos, engenho de serração de madeira movido a vento , serrações mecânicas, uma capela, cavalariças, escola de guardas florestais, o Grémio Florestal , a Cooperativa Florestal, viveiros e campos de estudos botânicos, parque de viaturas de tracção animal e repartições administrativas.             No tempo do Marquês de Pombal, para protecção do engenho de serrar movido a vento, este recinto, com uma área de 25 165 m², foi murado. O engenho, completamente construído em madeira, foi montado em 1723 sob direcção de engenheiros holandeses e funcionou até 1774, altura em que, devido ao atrito, se incendiou, sendo inviável a sua recuperação. Esta máquina (o engenho) acabou por dar o nome ao parque e à pequena povoação que ia nascendo à sua volta. Parque do Engenho - Início do séc. XX ...

Mapa dos Pinhais de S. Majestade e S. Alteza do Concelho de Leiria e Universidade de Coimbra

            Este mapa foi elaborado em 1769, sob direcção do Tenente Coronel Guilherme Elsden, por Maximiano José da Serra. Tratou-se de um complemento, sobretudo sob o aspecto toponímico, ao anterior “ Mappa dos Pinhaes de S. Mag.de e da Universidade de Coimbra; da Caza do Infantado, e do Conselho de Leyria ”, de 1765, não tendo, porém, sido reproduzidas as quatro panorâmicas desse mesmo mapa.

Frederico Luiz Guilherme de Varnhagen

          Nasceu em Arolsen, principado de Walde, Alemanha, em 1782. Veio para Portugal nos primeiros anos do séc. XIX, a convite do então príncipe D. João, para organizar cientificamente os Serviços da Mineração de Ferro. Foi nomeado director das Fundições da Foz de Alge, onde se iniciava o fabrico de cutelarias, espingardas e peças de artilharia.           Em Outubro de 1810 seguiu para o Brasil, onde se encontrava D. João VI e a Corte portuguesa na sequência das invasões napoleónicas, incumbido de proceder a levantamentos topográficos e estudos de mineração.           Regressou a Portugal 14 anos depois e foi colocado na Marinha Grande, como o primeiro Administrador Geral das Matas do Reino, nomeado por Portaria de 17 de Setembro de 1824, data em que foi criada esta Administração e seu Regulamento, no âmbito do Ministério da Marinha. Apesar de ter sido em 1824 que se concluiu o bonito prédio para a Adminis...