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A mostrar mensagens com a etiqueta Pontos de vigia

A localização de incêndios no Pinhal do Rei durante os Séculos XIX e XX

A localização exacta de um incêndio nos pontos de vigia do Pinhal do Rei fazia-se, antigamente, através de uma luneta giratória em torno de um círculo graduado de 0 a 360 graus, tendo como orientação para 0º o Ponto Cardeal Norte. Depois de detectado o incêndio, o vigilante ao rodar a luneta na direcção do fogo obtinha, através de um ponteiro a ela acoplado e por leitura directa no círculo graduado, a orientação em graus, partindo do zero (Ponto Cardeal Norte). Posteriormente, numa carta da Mata, e partido da localização do ponto de vigia, era traçada uma linha segundo a orientação anteriormente encontrada. O mesmo era feito nos outros pontos de vigia. Da intercepção das linhas traçadas segundo as orientações obtidas em cada um dos pontos de vigia resultava a localização do incêndio, concretamente o talhão onde este lavrava. A existência de pontos de vigia estrategicamente localizados na Mata, a meio, a Norte, a Sul e até fora dela, como eram os casos do Ponto da Boavista e também do Po…

O antigo Ponto de Vigia dos Outeiros

Em tudo idêntico aos Pontos de vigia ainda hoje ao serviço no Pinhal do Rei, tudo leva a crer que o ponto de vigia existente no lugar dos Outeiros em Vieira de Leiria foi, provavelmente, construído obedecendo ao projecto do Eng.º Mário Amaro Santos Galo por volta de finais da década de 30 do século passado. Este ponto de vigia, situado fora do perímetro do Pinhal do Rei (Pinhal de Leiria – Mata Nacional de Leiria), servia não só este Pinhal mas também o Pinhal do Pedrógão fazendo a ligação entre estas duas matas vizinhas. Depois de dasactivado, o ponto de vigia serviu de brincadeira às crianças daquele tempo que se entretinham subindo ao cimo para, lá do alto, numa fugida, observarem a paisagem. Mais tarde, o ponto de vigia e o terreno onde está implantado foram vendidos a um particular que, dado o avançado estado de degradação em que aquele se encontrava, agora o recuperou. Diz quem já por lá passou que está “lindo, como se fosse novo...” e que, “dá gosto vê-lo…”, ao que eu acrescentari…