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Casa de Guarda Nova da Louçã (vestígios)

Uma vez que não conheço completamente o nosso Pinhal do Rei, e estando interessado em superar essa falha, tenho vindo a fazer alguns passeios, de vez em quando, precisamente no sentido de aumentar o meu conhecimento em relação à actualidade do Pinhal, vindo aqui, posteriormente, disso dar conhecimento. Se algumas vezes o faço revisitando locais onde já não ia há muito tempo, acontece-me por vezes deslocar-me a um local onde nunca tinha ido, do qual apenas ouvi falar ou tive conhecimento por antigos mapas do Pinhal, desconhecendo em concreto se vou ou não encontrar o que procuro e em que estado se encontra, caso ainda exista. Foi este o caso de uma visita ao Pinhal que, há alguns dias atrás, fiz em busca da antiga Casa de Guarda Nova da Louçã. Situada na parte norte do Pinhal do Rei, junto ao aceiro exterior, entre as Casas de Guarda da Água Formosa e Cabeça da Louçã (F), dela pouco ou nada haverá para dizer pois, agora que estive no local, posso dizer que já não existe. Chegado ao presumí…

A Casa de Guarda e a casa dos Bombeiros no M

A antiga Casa de Guarda do M situava-se junto à Praia das Pedras Negras, precisamente no fim do aceiro M, do qual herdou o nome. Fisicamente, desta antiga Casa de Guarda, em nossos dias, já nada existe. Apenas a recordação da sua existência em prol do Pinhal do Rei vai ainda perdurando na memória daqueles que dela se recordam. Porém, quem hoje em dia visite aquele lugar depara-se com as ruínas de uma antiga construção, as quais, por muitos dos visitantes, são entendidas como sendo as ruínas da antiga Casa de Guarda. Na verdade, assim não é. Trata-se das ruínas de uma pequena casa construída inicialmente pelos Serviços Florestais e mais tarde cedida aos Bombeiros Voluntários da Marinha Grande para vigilância do Pinhal e uso no Verão durante as suas horas de lazer e que, depois de abandonada, se encontra em ruínas. Para o visitante pouco conhecedor da existência e localização exacta destas duas construções, a localização destas ruínas, mesmo ao lado do local onde, em tempos, existiu a an…

À volta da Casa de Guarda do Rio Tinto

Encontrando-se em estado de abandono, a Casa de Guarda do Rio Tinto foi, no entanto, emparedada, procurando-se, talvez, numa derradeira tentativa, preservá-la tanto quanto possível da destruição por vandalismo a que já estava a ser sujeita e, deste modo, evitar-se uma maior degradação e o consequente e rápido encaminhar até à completa ruína, como tem acontecido com a maior parte das Casas de Guarda do Pinhal do Rei. Em visita a esta Casa de Guarda pude observar e registar fotograficamente alguns dos vestígios (lixo) deixados à sua volta por ocupantes de outros tempos.








Janelas com vista para o Pinhal do Rei

Encontrando-se em estado de ruína quase todas as Casas de Guarda do Pinhal do Rei, a visita a algumas delas permite, por vezes, interessantes apontamentos fotográficos a quem gosta destas coisas. É o caso das fotografias tiradas à Mata através das velhas janelas, a maior parte delas já sem vidro ou caixilho, servindo estas de enquadramento e moldura. De visita às ruinas da Casa de Guarda do Seis obtive estes curiosos clichés.


Casa de Guarda da Cabeça Louçã ou do F

Situada no início de aceiro F, no ponto mais a Este do Pinhal do Rei, esta casa de guarda é mais uma, entre muitas, que se encontra em completo abandono. O seu estado, ainda não muito degradado, leva qualquer um a pensar se esta casa não merecia uma remodelação e uma utilização condigna, em vez de estar ao abandono e daqui a meia dúzia de anos dela nada restar. Mesmo ao lado da casa encontramos o poço, e, nas traseiras, podemos ainda ver as várias dependências, tais como, por exemplo: a casa do forno, o curral do porco, a arrecadação e as capoeiras. Nos terrenos anexos à casa há uma pequena vinha, algumas árvores de fruto e também uma pequena horta, onde algumas teimosas couves teimam ainda crescer.
Casa de Guarda da Cabeça Louçã ou do F
Dependências da Casa de Guarda da Cabeça Louçã ou do F

Casa de Guarda da Praia

A Casa de Guarda da Praia, na Praia da Vieira, é sem dúvida mais um conjunto habitacional pertencente ao leque de Casas de Guarda que circundam o Pinhal do Rei que, dada a sua proximidade com a povoação, poderia, com certeza, ter algum tipo de utilização, em vez de estar votada ao completo abandono.
Casa de Guarda da Praia
O símbolo “MN” (Matas Nacionais)
Na entrada para ventilação da caixa-de-ar da Casa de Guarda da Praia.

Dependência com lareira e forno nos anexos à Casa de Guarda da Praia.

Casa de Guarda das Matas Nacionais em S. Pedro de Moel

Casa de Guarda das Matas Nacionais em S. Pedro de Moel.

Casa de Guarda da Garcia

Quem nos dias de hoje circular nas estradas florestais do Pinhal do Rei, facilmente se apercebe do estado de total abandono, ou mesmo ruína, em que se encontram as antigas Casas de Guarda. Algumas delas desapareceram já completamente, destruídas intencionalmente por razões que desconheço mas que, porventura, digo eu, me parece que poderiam ter tido outro fim. Para outras, a grande maioria das que ainda estão de pé, a sua recuperação é já praticamente impossível dado o seu avançado estado de degradação. No entanto, existem ainda algumas que, por estarem localizadas perto de centros habitacionais, julgo ainda ser possível a sua recuperação, dando-lhes uma futura ocupação e aproveitamento em prol das populações, por exemplo: a sua utilização por associações ou instituições ou até para turismo, à semelhança do que já existe em muitos locais do nosso País. Na Guarda Nova, por exemplo, a Casa de Guarda está a ser utilizada pela Associação de Paraquedistas de Pinhal Rei, sendo, julgo eu, um ex…

Os Guardas-Florestais e as Casas de Guarda

O Regulamento de 1790 abandonava a designação de couteiros para quem até aí tinha guardado o Pinhal, passando então a falar-se em guardas florestais, estabelecendo também que esses guardas vivessem em locais junto do Pinhal. Estes, passaram a viver com as suas famílias em casas construídas nesses locais (as casas de guarda). As primeiras 4 casas de guarda foram: Caminhos de Carvide, Cova do Lobo, Pedreanes e Sapinha. Com o aumento das populações à volta do Pinhal, mais passagens e mais casas de guarda iam sendo criadas. Em 1843 o número de casas de guarda ia em 12 e em 1898 estas eram já 20. De início estas casas possuíam apenas 2 divisões, sendo substituídas posteriormente por outras com 4 divisões. Cerca dos anos 30 do séc. XX, estas casas foram substituídas por habitações mais confortáveis, tendo em anexo uma pequena casa para cómodos. Em 1838, os guardas passaram a usar armas de fogo fornecidas pelo exército.

Tipologia das primeiras casas de guarda
Tipologia das casas de guarda - início …