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A mostrar mensagens com a etiqueta Árvores notáveis

Os enxertados do Pinhal do Rei

Existem no talhão 185 do Pinhal do Rei, contíguo a sul ao Aceiro K, alguns curiosos e estranhos pinheiros bravos, resultantes de uma experiência de enxertia outrora feita neste talhão. Os objectivos concretos e os autores de tal experiência são desconhecidos, já o resultado está bem visível.             Consultando o Plano de Gestão Florestal da Mata Nacional de Leiria/Pinhal do Rei, elaborado em 2010, constatamos que este talhão (parcela A) tinha, à data, uma idade de 37 anos, o que remete o nascedio para 1973, altura em que ainda se usava a sementeira artificial,feita dentro dos dois anos seguintes ao corte final. Ora, crê-se que, algum tempo depois, alguém, por razões desconhecidas, executou a referida experiência, enxertando em pinheiros novos, por cima, ramos de outros pinheiros. O resultado, visto hoje em dia, é que a parte original do tronco do novo pinheiro, que actualmente varia, entre exemplares, entre 0.5 e 1 metros de altura, apresenta uma casca (carrasca) normal, espessa, de…

O Pinheiro do Talhão 41

Existiram no Pinhal do Rei, noutros tempos, alguns pinheiros que, pelas suas dimensões ou forma, se destacavam na Mata.
Ainda não há muito tempo, existia no talhão 41 um pinheiro bravo com altura total de 30 metros; diâmetro a 1,30 m do solo (DAP – diâmetro à altura do peito) de 0,90 m; diâmetro médio da copa de 16,50 m; com a idade provável de 105 anos em 1999. Devido à sua estética, alto fuste vertical, estava classificado como árvore notável (de interesse público) e devidamente assinalada e legendada pela administração da Mata.
Esta árvore foi gravemente afectada pelo incêndio ocorrido em 2003, acabando por ser cortada uma vez que a sua recuperação era impossível.

O antigo Pinheiro do Talhão 41

Árvore de interesse público na Ponte Nova

O pinheiro bravo é largamente a espécie predominante no Pinhal do Rei (Mata Nacional de Leiria) mas, para além do pinheiro bravo e de alguns núcleos de pinheiro manso, existe uma grande variedade de outras espécies, quer sejam arbustos de geração espontânea ou grandes árvores exóticas, plantadas em várias épocas para alindar o Pinhal ou para estudos botânicos. Nas margens do Ribeiro de Moel podem ser observados exemplares raros de carvalhos, faias e amieiros, plantados em 1950 para alindar a estrada paralela ao ribeiro, entre a Ponte de S. Pedro e o Canto do Ribeiro (na Praia Velha). Na zona da Ponte Nova encontram-se alguns eucaliptos gigantes, com mais de 50 metros de altura (dos maiores da Europa), e altíssimas acácias, raras em Portugal. No maciço de eucaliptos situado no talhão 247, encontra-se um exemplar que, pelas suas dimensões, está classificado como árvore de interesse público desde 1997. Em 2010, quando foi medido, este exemplar apresentava as seguintes dimensões: Altura total…

O Pinheiro dos Lavradores

Existiram noutros tempos no Pinhal do Rei, tal como nos dias de hoje, alguns pinheiros que, pelas suas dimensões ou forma, se destacavam na Mata. As referências a quase todos esses pinheiros são-nos dadas pelo Eng.º Arala Pinto no seu livro “O Pinhal do Rei”.
Entre essas antigas árvores notáveis, existiu no talhão 99 um pinheiro que ficou conhecido como “O Pinheiro dos Lavradores”. As suas dimensões compreendiam: um fuste de aproximadamente 30 metros, altura total de 42,1 metros e um diâmetro a 1,30 m do solo (DAP – diâmetro à altura do peito) de 1,18 metros.
Idade provável em 1941, 200 anos.

O Pinheiro dos Lavradores - anos 30 do séc. XX

O Pinheiro do Montinho

Este pinheiro, de notáveis dimensões e longevidade, existiu no talhão 180. Tinha 0,89 metros de diâmetro a 1,30 m do solo (DAP), 39 metros de altura e uma idade, em 1941, de  cerca de 200 anos. Esta avançada idade levou-o a ser atacado pelo Trametes pini (cogumelo que ataca o pinheiro devorando-lhe o tronco), pelo que, nos últimos anos da sua vida, para o manter de pé, foi construído um maciço de areia (um montinho) em redor do seu tronco. A descrição deste pinheiro é-nos dada com emoção pelo Eng.º Arala Pinto no seu livro “O Pinhal do Rei”:             “Eu mesmo, executor do ordenamento que manda abater arvoredo e semear o terreno desnudado, sinto emoção junto da velha árvore. Várias vezes tenho subido a esse monte de areia que pretende sustentar o corpo contaminado do Pinheiro do Montinho, e nunca o faço sem sentir uma certa emoção. À distância, vejo-o ainda aprumado, dominando o povoamento uniforme e puro, que conta hoje 116 anos de idade, semeado depois da queimada de 1824 que devoro…

Um ano depois

Decorrido um ano após o tremendo temporal que no dia 19 de Janeiro de 2013 atingiu o país e, logicamente, também o Pinhal do Rei, originando a queda de milhares de árvores por todo o Pinhal, recordo aqui aquele que foi o maior pinheiro-bravo do país e o maior da Península Ibérica. Com cerca de 200 anos, tendo como “Mãe” a grande Mata que é o nosso Pinhal do Rei, dado que aqui foi nascido e criado, este era sem dúvida o seu menino querido. Das muitas vezes que que por lá passei, durante os longos meses que esteve tombado na própria terra que o vira nascer e crescer, ao vê-lo assim, fazia-me sempre lembrar um pequeno excerto de um célebre poema de Fernando Pessoa em que, nas palavras do Poeta, se diz:
“(…) Jaz morto e apodrece O menino da sua mãe”.
E era, ali estava! Descansando! Talvez viesse a apodrecer se não fosse entretanto retirado. Agora, um ano após a terrível tempestade, o colossal exemplar de pinheiro-bravo, aquele que foi classificado como o maior da Península Ibérica e um dos ma…

O Pinheiro de Pedreanes

Este pinheiro, de notáveis dimensões, existiu no talhão 214, em Pedreanes, junto à vala exterior, e ficou conhecido como o Pinheiro de Pedreanes. Tinha 32 metros de altura. Foi neste pinheiro que BernardinoJosé Gomes fez a primeira incisão para estudo do método de resinagem francês em Portugal. O Pinheiro de Pedreanes foi derrubado por um vendaval em 1937. Da análise do seu tronco verificou-se uma idade de 150 anos.
O Pinheiro de Pedreanes - Anos 30 do séc. XX

Lonsdale Ragg no Pinhal do Rei em 1937

Lonsdale Ragg visitou o Pinhal do Rei em 1937, onde estudou e desenhou os mais velhos e notáveis pinheiros da nossa Mata. Sobre Lonsdale Ragg diz-nos o Eng.º Arala Pinto no seu livro “O Pinhal do Rei”:
          “De entre os visitadores estrangeiros do Pinhal de Leiria, quero destacar Lonsdale Ragg, pontífice da religião protestante e do druidismo, inspector dos templos protestantes construídos pelo homem, e dos monumentos vivos erguidos pela Natureza, espalhados uns e outros por todos os recantos do Globo. Setenta e quatro anos (?) vividos a insuflarem o espírito do amor do próximo, de bondade e a trazer para “The tree Lover” as imagens das velhas árvores, que o provecto peregrino em giros continuados vai descobrindo na Europa, na Ásia, nas Américas, na África ou na Oceânia. Filho do país da bruma, talvez do oeste da Grã-bretanha ou da Irlanda … Lonsdale Ragg bateu um dia à porta da minha tebaida, queria um guarda-florestal que lhe mostrasse os velhos pinheiros de D. Dinis que desejava d…

Árvore de interesse público - Talhão 289

Este monumental eucalipto, situado no talhão 289 do Pinhal do Rei (Mata Nacional de Leiria), faz parte da lista completa das árvores notáveis, classificadas como árvores de interesse público, do Pinhal do Rei e do Concelho da Marinha Grande, que aqui coloquei e que, tal como outras, “pela sua forma, idade e dimensão, justificam que sejam preservadas, respeitadas e apreciadas”. Aqui ficam os dados deste gigantesco eucalipto do Pinhal do Rei:
Lugar: Mata Nacional de Leiria - Talhão 289, parcela A
Nome científico: Eucalyptus globulus Labillardière
Nome vulgar: Eucalipto
Descrição: Árvore isolada
Perímetro a 1,30m do solo: 9,2 m
Diâmetro a 1,30m do solo (DAP): 2,9 m
Diâmetro médio da copa: 37,5 m
Altura: 48,5 m
Idade aproximada: 100


Placa alusiva a esta árvore
O eucalipto gigante do Tromelgo