Desde tempos remotos que o Pinhal do
Rei, também designado por Pinhal de Leiria, forneceu à construção naval
produtos como: pez, pixe (pez negro), alcatrão (pez líquido) e breu (pez cozido
e seco), obtidos a partir das achas resinosas dos pinheiros. Inicialmente, estes produtos
usavam-se na calafetagem dos barcos e nas abordagens por embarcações inimigas,
onde, depois de inflamado e a ferver, era derramado como material de
destruição. Mais tarde, as águas-razes e
águas-ruças produzidas nas mesmas fábricas, por destilação das achas resinosas,
passaram a usar-se nas indústrias dos vernizes, tintas lacadas, sabões,
tinturaria, farmacêutica e perfumaria. A respeito deste tipo de exploração,
a maioria dos autores indica, como referência mais antiga, a existência, em
1475, no lugar hoje conhecido como Engenho, de uma pequena e muito rudimentar
fábrica destas substâncias, propriedade de Pedro de Menezes, Conde de Vila
Real, que, desde 1463, feito donatário de Leiria, incluía entre os seus
direi…