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Mensagens

Arranjada a estrada de acesso ao Tromelgo

Depois de muita polémica, reuniões ao mais alto nível, intervenções de grupos defensores e amigos da Mata Nacional (Pinhal do Rei), artigos em jornais, reportagens na televisão, intervenções nas redes sociais, e, sobretudo, do “jogo do empurra” acerca de quem queria fazer e não podia ou quem podia fazer e não queria, lá se arranjou o acesso ao Tromelgo. Finalmente foi aberta hoje a circulação automóvel com um novo tapete de asfalto, não se limitando apenas ao simples tapar dos buracos. Parabéns a quem o fez e ou a quem o deixou fazer. Pena é que não se tenha podido alargar um pouco. Veremos agora quanto tempo vai durar se continuar a ser atravessado por veículos de grande tonelagem, que por vezes ali circulam. Por outro lado, nas estradas da grande Mata, também vi alguns melhoramentos, com alguns buracos tapados e também com alguns pequenos troços com tapete novo. É certo que alguns destes são troços onde no próximo fim-de-semana vai passar o Rali Vidreiro - Centro de Portugal, mas ao me…

"Aos Pinheiros nas Dunas" (pinheiros serpente)

Ao percorrermos as imediações da orla marítima do Pinhal do Rei, encontramos os imponentes pinheiros-bravos rastejantes, também conhecidos por pinheiros serpente, que a elevada salinidade proveniente da costa, impelida pelos ventos, impede o normal crescimento das suas gemas terminais mais novas, prejudicando-os no seu crescimento e obrigando-os a rastejar, tomando bizarras formas encurvadas. Referindo-se a estes curiosos pinheiros, o Engº Arala Pinto, chefe da Circunscrição Florestal da Marinha Grande entre 1927 e 1956, escreveu, em 1938, no seu livro “Pinhal do Rei”: "Esses pinheiros, pioneiros do litoral, formando os batalhões, são a guarda avançada, os sacrificados, […], a bem dos seus irmãos já distantes do mar. A sua missão consiste na segurança das areias e poderão vir a dar lenhas, resinas, peças para carroçarias, mas nunca se deverão abater senão em pequenas parcelas, em cortes […] (…rasos em pequenas superfícies, máximo um hectare), como os que se praticaram no Pinhal de …

As dunas do litoral português e o Estado Novo

O meritório trabalho de fixação e arborização das dunas móveis do litoral português, já aqui mencionado, cujos primeiros trabalhos, embora sem sucesso, começaram em finais do século XVIII e se prolongaram por todo o século XIX sendo apenas dados por terminados por volta de meados do século XX, teve, também, nos seus derradeiros anos, um invulgar protagonismo político.             Em 1941, com a publicação de um cartaz (53x38 cm), o Estado Novo, através do Secretariado da Propaganda Nacional, aproveitava o resultado dos trabalhos de fixação e arborização das dunas do litoral português, Pinhal do Rei incluído, para propaganda política.
IN: Biblioteca Nacional de Portugal - Biblioteca Nacional Digital http://purl.pt/index/geral/aut/PT/15444.html

Fixação e arborização das dunas do Pinhal do Rei e outras matas

A maior parte das costas marítimas portuguesas estiveram até ao século XIX sujeitas ao avanço das areias que os ventos arrastavam do litoral para o interior levando à formação de desertos de dunas móveis e à consequente desertificação das terras do interior. Dizem os historiadores que já D. Dinis, ao incrementar o plantio do Pinhal do Rei, usualmente conhecido por Pinhal de Leiria, teria tido como principal objectivo segurar as areias que os ventos vinham arrastando para o interior. Porém, o certo é que só no início do século XIX se começou a resolver tal problema, tendo os primeiros trabalhos sido ainda realizados em finais do século XVIII, embora sem sucesso. Para que se pudessem fazer as sementeiras para fixação e arborização das dunas móveis foi preciso construir primeiro um obstáculo que detivesse as areias transportadas pelo vento, de modo a evitar o soterrar dessas sementeiras. Esse obstáculo veio a ser chamado duna primária e foi construído através da técnica do ripado móvel, se…

Lenda da Moira Encantada

É sabido que o território português foi outrora habitado por Mouros e outros povos vindos das mais longínquas paragens. São inúmeras as referências, indícios, lugares e lendas relacionadas com estes povos. Naquela época, muito antes da existência de Portugal, segundo alguns autores, o pequeno surgidouro de S. Pedro de Moel teria servido de apoio às navegações de fenícios e mouros, favorecendo a fixação de alguns destes povos nesta zona costeira.             Existem no Pinhal do Rei dois lugares que parecem ter alguma afinidade com esses remotos habitantes, e cujos topónimos chegaram aos nossos dias: a Valdimeira e a Cova da Moira. Falando apenas acerca da Lenda da Moira Encantada e do lugar da Cova da Moira, onde supostamente esta aconteceu, deixarei para uma futura ocasião dizer algo acerca da Valdimeira. O lugar da Cova da Moira, mais recentemente conhecido por Rio Tinto, é muito antigo.
A designação Cova da Moira aparecia já no Regulamento de 1790, ao referir as obrigações dos Guardas. …

Horário do Caminho de Ferro Americano em 1877

In: "Diário Ilustrado", nº 1635, Ano 6, Quarta-feira, 29 de Agosto de 1877 (Biblioteca Nacional de Portugal – Biblioteca Nacional Digital)

O Pinheiro do Facho

Existiram noutros tempos no Pinhal do Rei vários pinheiros que, pelas suas dimensões, idade ou forma, se destacaram na Mata. As referências a quase todos estes pinheiros são-nos dadas em 1938 pelo Eng.º Arala Pinto no seu livro “O Pinhal do Rei”. Ao referir-se a estes notáveis pinheiros, Arala Pinto não só nos fala de árvores ainda existentes à data em que escreve, como também nos fala dos velhos pinheiros já abatidos, entre os quais o Pinheiro do Facho. Este célebre pinheiro tinha 1,85 metros de DAP (diâmetro à altura do peito - medido a 1,30 m do solo) e 39 metros de altura. Deste histórico pinheiro existia ainda, naquela época, parte do seu tronco, tendo-se verificado, na sua análise, uma idade de 181 anos. Diz-nos ainda Arala Pinto que, por informações que lhe foram dadas, o cubo total desta árvore deu 21 metros cúbicos. A localização concreta onde existiu este pinheiro não nos é informada mas, dado o seu nome, crê-se que teria existido a sul do Pinhal, perto do Ponto de Vigia do Fa…