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Mensagens

As dunas do litoral português e o Estado Novo

O meritório trabalho de fixação e arborização das dunas móveis do litoral português, já aqui mencionado, cujos primeiros trabalhos, embora sem sucesso, começaram em finais do século XVIII e se prolongaram por todo o século XIX sendo apenas dados por terminados por volta de meados do século XX, teve, também, nos seus derradeiros anos, um invulgar protagonismo político.             Em 1941, com a publicação de um cartaz (53x38 cm), o Estado Novo, através do Secretariado da Propaganda Nacional, aproveitava o resultado dos trabalhos de fixação e arborização das dunas do litoral português, Pinhal do Rei incluído, para propaganda política.
IN: Biblioteca Nacional de Portugal - Biblioteca Nacional Digital http://purl.pt/index/geral/aut/PT/15444.html

Fixação e arborização das dunas do Pinhal do Rei e outras matas

A maior parte das costas marítimas portuguesas estiveram até ao século XIX sujeitas ao avanço das areias que os ventos arrastavam do litoral para o interior levando à formação de desertos de dunas móveis e à consequente desertificação das terras do interior. Dizem os historiadores que já D. Dinis, ao incrementar o plantio do Pinhal do Rei, usualmente conhecido por Pinhal de Leiria, teria tido como principal objectivo segurar as areias que os ventos vinham arrastando para o interior. Porém, o certo é que só no início do século XIX se começou a resolver tal problema, tendo os primeiros trabalhos sido ainda realizados em finais do século XVIII, embora sem sucesso. Para que se pudessem fazer as sementeiras para fixação e arborização das dunas móveis foi preciso construir primeiro um obstáculo que detivesse as areias transportadas pelo vento, de modo a evitar o soterrar dessas sementeiras. Esse obstáculo veio a ser chamado duna primária e foi construído através da técnica do ripado móvel, se…

Lenda da Moira Encantada

É sabido que o território português foi outrora habitado por Mouros e outros povos vindos das mais longínquas paragens. São inúmeras as referências, indícios, lugares e lendas relacionadas com estes povos. Naquela época, muito antes da existência de Portugal, segundo alguns autores, o pequeno surgidouro de S. Pedro de Moel teria servido de apoio às navegações de fenícios e mouros, favorecendo a fixação de alguns destes povos nesta zona costeira.             Existem no Pinhal do Rei dois lugares que parecem ter alguma afinidade com esses remotos habitantes, e cujos topónimos chegaram aos nossos dias: a Valdimeira e a Cova da Moira. Falando apenas acerca da Lenda da Moira Encantada e do lugar da Cova da Moira, onde supostamente esta aconteceu, deixarei para uma futura ocasião dizer algo acerca da Valdimeira. O lugar da Cova da Moira, mais recentemente conhecido por Rio Tinto, é muito antigo.
A designação Cova da Moira aparecia já no Regulamento de 1790, ao referir as obrigações dos Guardas. …

Horário do Caminho de Ferro Americano em 1877

In: "Diário Ilustrado", nº 1635, Ano 6, Quarta-feira, 29 de Agosto de 1877 (Biblioteca Nacional de Portugal – Biblioteca Nacional Digital)

O Pinheiro do Facho

Existiram noutros tempos no Pinhal do Rei vários pinheiros que, pelas suas dimensões, idade ou forma, se destacaram na Mata. As referências a quase todos estes pinheiros são-nos dadas em 1938 pelo Eng.º Arala Pinto no seu livro “O Pinhal do Rei”. Ao referir-se a estes notáveis pinheiros, Arala Pinto não só nos fala de árvores ainda existentes à data em que escreve, como também nos fala dos velhos pinheiros já abatidos, entre os quais o Pinheiro do Facho. Este célebre pinheiro tinha 1,85 metros de DAP (diâmetro à altura do peito - medido a 1,30 m do solo) e 39 metros de altura. Deste histórico pinheiro existia ainda, naquela época, parte do seu tronco, tendo-se verificado, na sua análise, uma idade de 181 anos. Diz-nos ainda Arala Pinto que, por informações que lhe foram dadas, o cubo total desta árvore deu 21 metros cúbicos. A localização concreta onde existiu este pinheiro não nos é informada mas, dado o seu nome, crê-se que teria existido a sul do Pinhal, perto do Ponto de Vigia do Fa…

Casa de Guarda da Guarda Nova

A construção das casas de guarda no Pinhal do Rei remonta ao ano de 1790, quando, como medida de segurança e controlo de entradas e saídas do Pinhal, o Ministro da Marinha Martinho de Melo e Castro mandou abrir uma vala com 2 metros de profundidade e 1.5 metros de largura circundando todo o Pinhal e deixando apenas 4 passagens controladas por guardas.
            Por força do Regulamento de 1790 é abandonada a designação de couteiros para quem até aí tinha guardado o Pinhal, passando então a falar-se em guardas florestais e estabelecendo-se que, para melhor controlar essas passagens, estes vivessem junto do Pinhal em casas construídas nesses locais. As primeiras 4 casas de guarda foram: Caminhos de Carvide, Cova do Lobo, Pedreanes e Sapinha.
Com o aumento da população à volta do Pinhal, mais passagens e mais casas de guarda iam sendo criadas.
A Casa de Guarda da Guarda Nova foi construída em 1839 juntamente com as da Mioteira, Forninho, Serraria, Cabeça da Louçã (F), Lagoa Cova e Facho. E…

Sinistro no Caminho de Ferro Americano – O esclarecimento de Alfredo Porphyrio Ferreira, chefe do movimento do caminho

In: "Diário Ilustrado", nº 1649, Ano 6, Sexta-feira, 14 de Setembro de 1877, (excerto) (Biblioteca Nacional de Portugal – Biblioteca Nacional Digital)
Nota: A publicação em 8 de Setembro de 1877 da notícia do sinistro ocorrido no caminho-de-ferro americano de Pedreanes a S. Martinho no Diário Ilustrado motivou esta resposta de Alfredo Porphyrio Ferreira, chefe do movimento do caminho, publicada no mesmo jornal a 14 de Setembro.