Durante muitos anos usou-se a lenha
como combustível nas fábricas de vidro, razão pela qual as grandes fábricas se
situavam normalmente junto das grandes florestas. No século XVIII, existia já, a sul
do Rio Tejo, na antiga vila de Coina, a Real Fábrica dos Vidros da Coina, cuja
lenha para funcionamento dos fornos vinha da zona florestal constituída pelo antigo
Pinhal de Vale de Zebro e pela Quinta da Machada, hoje em dia designada Mata
Nacional da Machada. Em meados do século, problemas de vária ordem terão
inviabilizado e levado ao encerramento a Real Fábrica dos Vidros da Coina sendo
que, por certo, entre esses problemas, estaria a ameaça de falta de madeira e
lenha dado o grande consumo dos seus fornos, o que inviabilizaria a sua
continuação e levaria, também, a própria cidade de Lisboa a uma eventual falta
destes produtos, que tanta falta faziam à sua população. Assim, o Administrador Geral John (João,
como por cá é conhecido) Beare (um irlandês) transferiu a fábrica para a
Marinha …