Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

Casa de Guarda da Portela

As primeiras casas de guarda foram construídas em 1790 por ordem do Ministro da Marinha Martinho de Melo e Castro depois de, como medida de segurança e ao mesmo tempo controlo de entradas e saídas do Pinhal, este ter mandado abrir uma grande vala com 2 metros de profundidade e 1.5 metros de largura que circundava todo o Pinhal deixando apenas 4 passagens controladas por guardas que aí passaram a viver com as suas famílias.
              Em 1843 o número de casas de guarda ia em 12 e em 1898 eram já 20.
           Já no Século XX, entre 1920 e 1940, com a população a aumentar, houve necessidade de serem abertas novas passagens e construídas novas casas de guarda, entre elas a da Portela.
           A Casa de Guarda da Portela situa-se na Marinha Grande, na fronteira Este do Pinhal do Rei junto ao Aceiro Exterior, no talhão 252 a cerca de 200 metros a sul do Aceiro “O”.
            Com autorização dos serviços florestais (ICNF) esta casa de guarda encontra-se ainda habitada, sendo razoável …

Pinhal das Artes

Tem hoje início, no Lugar das Árvores, em São Pedro de Moel, o “Pinhal das Artes 2014 - VII Festival de Artes para a Primeira Infância”.

A Fonte do Tromelgo

O Pinhal do Rei possui ainda hoje um conjunto de fontes construídas pelos Serviços Florestais a partir de 1909. Nestas fontes matavam a sede os trabalhadores que no Pinhal laboravam.
Situada no talhão 289, a Fonte do Tromelgo foi construída pelos Serviços Florestais e ostenta uma placa indicando como data de inauguração o dia 9 de Novembro de 1932. No entanto, é de crer que, como diz Deolinda Bonita, no seu livro “Raízes”, por o ter ouvido de quem perto dali viveu no início dos anos 1920, o actual fontanário terá substituído uma primitiva fonte que, naquela época, “era uma cova muito funda, onde nos tínhamos que curvar em arco para chegarmos à bica que só corria um fio de água. Enchíamos o púcaro de barro e levávamo-lo aos lábios para matar a sede”.
A Fonte do Tromelgo foi em tempos uma das mais importantes e concorridas fontes desta Mata. Todos se lembram da qualidade e frescura da sua água, e de como era grande a afluência da população em sua busca. Munidos do tradicional cântaro de b…

Outra vez o Comboio de Lata

Muito se tem falado ultimamente, na Marinha Grande, acerca do Comboio de Lata, ou seja, da antiga locomotiva “Nº3” que resta do que foi o célebre comboio que circulou no Pinhal do Rei de 1923 a 1965. O estado de conservação da velha máquina e a necessidade de a expor em lugar público de modo a que todos a possam admirar e tomar conhecimento da sua história tem interessado muitos marinhenses.
De facto, é premente a exibição pública e permanente deste património marinhense. Porém, tendo surgido rumores de uma proposta para colocação da antiga locomotiva em S. Pedro de Moel, perto do local de onde foi retirada por ter chegado a um enorme estado de degradação, levou-me a fazer, há alguns dias atrás, numa página marinhense de uma conhecida rede social, um comentário que, creio, não é demais voltar a publicar, pois, no meu entender, alerta para a eventualidade de se virem a repetir alguns erros do passado. __
           Acerca da colocação da antiga locomotiva “Nº3” e respectiva carruagem de p…

O "Pinhal do Rei" de Afonso Lopes Vieira

Pinhal do Rei

Catedral verde e sussurrante, aonde a luz se ameiga e se esconde e aonde, ecoando a cantar, se alonga e se prolonga a longa voz do mar: ditoso o "Lavrador" que a seu contento por suas mãos semeou este jardim; ditoso o Poeta que lançou ao vento esta canção sem fim...

Ai flores, ai flores do Pinhal florido, que vedes no mar? Ai flores, ai flores do Pinhal florido, Rei D. Dinis, bom poeta e mau marido, lá vem as velidas bailar e cantar.

Encantado jardim da minha infância, aonde a minh'alma aprendeu; a música do Longe e o ritmo da Distância que a tua voz marítima lhe deu; místico órgão cujo além se esfuma