Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

Mais um Dia Internacional das Florestas

Comemora-se hoje o Dia Internacional das Florestas.Lembro-me de, na Marinha grande, noutros tempos, iniciativas organizadas pelas escolas, conjuntamente com as entidades responsáveis pela Floresta e pelo Município, proporcionarem às crianças das escolas marinhenses, nesta data, um dia único no calendário escolar anual. Exposições, representações teatrais ou apresentações musicais, sempre relacionadas com os temas da floresta ou da árvore, tinham lugar no Parque do Engenho ou mesmo no próprio Pinhal do Rei. Também durante muitos anos, neste dia, houve actividades em que as crianças, levadas ao interior da floresta, o nosso Pinhal do Rei, eram ensinadas e incentivadas a plantar uma árvore, incutindo-se-lhes o gosto pela árvore, pela floresta e pela própria Natureza, mesmo que, como todos sabemos, com o decorrer dos anos, o esquecimento e o completo abandono por parte de quem, posteriormente, deveria cuidar de tais sementeiras ou plantações feitas com tanto carinho e dedicação pelas crian…

A homenagem a Bernardino Barros Gomes

Já em 1917, na Conferência Florestal, os Florestais portugueses alvitraram que se prestasse uma condigna homenagem àquele que foi o seu grande “Mestre”. No entanto, esta só veio a acontecer em 30 de Setembro de 1939, no centenário do seu nascimento, em Pedreanes, onde foi inaugurado um modesto mas significativo monumento.
Bernardino Barros Gomes dirigiu o Pinhal de Leiria deixando obra incomparável. Insigne silvicultor, continuou o trabalho deWarnhagen dando ao Pinhal o ordenamento devido, dividindo-o em talhões, através da abertura de aceiros e arrifes. Mandou construir os primeiros Pontos de Vigia e novas Casas de Guarda, procedeu a estudos sobre sementeiras e resinosos, elaborou, em 1882, a primeira Planta Geral da Mata deLeiria, criou a escrituração técnica do Pinhal e instalou os primeiros postos de meteorologia.
Foi também Bernardino Barros Gomes quem propôs a abertura das primeiras estradas: Marinha Grande - S. Pedro de Moel e Marinha Grande - Vieira de Leiria.
Em 1883, após a mor…

Os poços do Pinhal do Rei

Construídos pelos Serviços Florestais a partir de 1909, estes poços, tal como as fontes, tinham a função de matar a sede aos trabalhadores do Pinhal e aos seus animais. Estes poços eram providos de bombas manuais para tirar água, e de grandes tanques para o gado beber. A maior parte deles já não existe. Recordem-se por exemplo o poço do Zé Bernardo, dos Sete, das Crastas, do Fogo Velho, etc. Os muito poucos que ainda existem encontram-se quase destruídos.
À saída da Marinha Grande, pela Guarda Nova, em direcção a S. Pedro de Moel, encontra-se ainda em relativo estado de conservação o Poço dos Sete, por muitos conhecido, talvez devido à sua cor, por “Poço Branco”, embora já sem o tanque que se vê na fotografia abaixo. Nesta fotografia é visível a linha do antigo Comboio de Lata que, naquela altura, por ali passava.

O Poço dos Sete – anos 30 do Séc. XX

O Pinheiro do Montinho

Este pinheiro, de notáveis dimensões e longevidade, existiu no talhão 180. Tinha 0,89 metros de diâmetro a 1,30 m do solo (DAP), 39 metros de altura e uma idade, em 1941, de  cerca de 200 anos. Esta avançada idade levou-o a ser atacado pelo Trametes pini (cogumelo que ataca o pinheiro devorando-lhe o tronco), pelo que, nos últimos anos da sua vida, para o manter de pé, foi construído um maciço de areia (um montinho) em redor do seu tronco. A descrição deste pinheiro é-nos dada com emoção pelo Eng.º Arala Pinto no seu livro “O Pinhal do Rei”:             “Eu mesmo, executor do ordenamento que manda abater arvoredo e semear o terreno desnudado, sinto emoção junto da velha árvore. Várias vezes tenho subido a esse monte de areia que pretende sustentar o corpo contaminado do Pinheiro do Montinho, e nunca o faço sem sentir uma certa emoção. À distância, vejo-o ainda aprumado, dominando o povoamento uniforme e puro, que conta hoje 116 anos de idade, semeado depois da queimada de 1824 que devoro…

O Ponto Novo

O Ponto de vigia conhecido como Ponto Novo tem uma história em tudo idêntica aos já aqui falados Ponto da Crastinha e Ponto do Facho. Os primitivos pontos de vigia do Pinhal do Rei foram mandados instalar em finais do Séc. XIX por Bernardino Barros Gomes para detecção de incêndios no Pinhal. De início eram pequenas barracas de madeira com torres anexas nos sítios mais altos do Pinhal: Facho, Ladeira Grande, Crastinha e também no edifício da Resinagem.Alguns anos após a sua construção, por a madeira estar a apodrecer, foram reconstruídos os Pontos da Ladeira Grande e da Crastinha, passando a ser constituídos por altas armações em ferro, em cujo topo, rodeado por uma varanda, estava o posto de vigia.
A partir de 1936, por projecto do Eng.º Mário Amaro Santos Galo, o Ponto do Facho e o da Crastinha foram reconstruídos em cimento armado. O Ponto da Ladeira Grande foi substituído pelo Ponto Novo, construído em 1937. Anexa à torre de vigia, existia uma pequena casa onde viviam os Guardas que …