Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A Fonte do Engenho

Situada no frondoso largo em frente ao Parque Florestal do Engenho, a Fonte do Engenho foi construída em 1939 sob orientação do então Administrador da Mata Nacional de Leiria /Pinhal do Rei Eng.º Arala Pinto.  Não sendo propriamente uma construção bonita, e actualmente já um pouco diferente da fonte inicial, este marco fontanário ou fonte-obelisco, designações que tenho visto referindo-se a esta fonte, por estar quase oculta sob duas enormes palmeiras que alguém ali mandou plantar, passa hoje quase despercebida a quem por ali passa. Inicialmente possuía quatro bicas colocadas nas arestas do seu corpo central em forma de prisma quadrangular. Actualmente, servindo apenas de adorno, duas enormes bicas frontais apontam para um tanque construído à volta da antiga fonte, contudo a água brota apenas de uma pequena torneira ligada à rede pública. Na parte superior da fonte encontra-se uma placa indicativa de que foi construída pelas Matas Nacionais e da data da sua construção, com os seguintes d…

Um ano depois

Decorrido um ano após o tremendo temporal que no dia 19 de Janeiro de 2013 atingiu o país e, logicamente, também o Pinhal do Rei, originando a queda de milhares de árvores por todo o Pinhal, recordo aqui aquele que foi o maior pinheiro-bravo do país e o maior da Península Ibérica. Com cerca de 200 anos, tendo como “Mãe” a grande Mata que é o nosso Pinhal do Rei, dado que aqui foi nascido e criado, este era sem dúvida o seu menino querido. Das muitas vezes que que por lá passei, durante os longos meses que esteve tombado na própria terra que o vira nascer e crescer, ao vê-lo assim, fazia-me sempre lembrar um pequeno excerto de um célebre poema de Fernando Pessoa em que, nas palavras do Poeta, se diz:
“(…) Jaz morto e apodrece O menino da sua mãe”.
E era, ali estava! Descansando! Talvez viesse a apodrecer se não fosse entretanto retirado. Agora, um ano após a terrível tempestade, o colossal exemplar de pinheiro-bravo, aquele que foi classificado como o maior da Península Ibérica e um dos ma…

O Grémio Florestal

Para amenizar a situação de vivência dos guardas-florestais, dado os ordenados baixos que auferiam, organizaram eles próprios, em 1928, com a ajuda e incentivo do então Administrador da Circunscrição Florestal da Marinha Grande Eng.º António Arala Pinto, o seu Grémio Florestal. Este Grémio funcionou no Parque Florestal do Engenho em instalações cedidas pelos Serviços Florestais, sendo criadas as seguintes obras de carácter social: um grande salão para festas e convívio, uma pequena Biblioteca com serviços de direcção e secretaria, uma Cooperativa de Consumo onde podiam ser adquiridos produtos de mercearia e vestuário a preços mais vantajosos, e ainda uma Lutuosa que, em caso de morte de um guarda, pudesse monetariamente ajudar a família enlutada nas despesas com o funeral.
Edifício do antigo Grémio Florestal no Parque Florestal do Engenho
A divisa do Grémio Florestal

O Pinheiro de Pedreanes

Este pinheiro, de notáveis dimensões, existiu no talhão 214, em Pedreanes, junto à vala exterior, e ficou conhecido como o Pinheiro de Pedreanes. Tinha 32 metros de altura. Foi neste pinheiro que BernardinoJosé Gomes fez a primeira incisão para estudo do método de resinagem francês em Portugal. O Pinheiro de Pedreanes foi derrubado por um vendaval em 1937. Da análise do seu tronco verificou-se uma idade de 150 anos.
O Pinheiro de Pedreanes - Anos 30 do séc. XX

Marcos de separação entre os Concelhos da Marinha Grande e Alcobaça

Existem no Pinhal do Rei, nas fronteiras Este e Sul, junto ao Aceiro Exterior, alguns marcos limitando os concelhos da Marinha Grande e Alcobaça. Um desses marcos encontra-se no talhão 305, junto às ruinas da antiga Casa de Guarda da Sapinha. Na face virada a Oeste, e partindo do princípio que, na inscrição, o "C." queira dizer concelho, o Concelho da Marinha Grande é indicado pela inscrição: C. Marinha Grande
Do outro lado, virado a Este, a inscrição indica o concelho de Alcobaça:
C. Alcobaça Pataias Um outro marco, idêntico a este, encontra-se no talhão 337, junto ao Ponto do Facho.
Face do marco indicando o Concelho da Marinha Grande
Face do marco indicando o Concelho de Alcobaça

Edifício dos Serviços Florestais na Marinha Grande

Concluído em 1840, para nele serem instalados os serviços de administração e a residência do Administrador Geral das Matas, este edifício, de traça Pombalina, está situado no centro da Marinha Grande na avenida cujo nome recorda o grande patrono do Pinhal: El-Rei D. Dinis. Nas primeiras décadas do séc. XX existia, na sua frente, um parque de plátanos, rodeado por um gradeamento em madeira seguro por pilares de pedra (idêntico ao da Praça Afonso Lopes Vieira em S. Pedro de Moel). As árvores e o gradeamento foram, mais tarde, em 1935, retirados, quando foi remodelada a avenida. Por ali passaram muitos serviços administrativos dos vários organismos que geriram a floresta portuguesa e o Pinhal do Rei e ainda hoje ali funciona a Unidade de Gestão Florestal do Centro Litoral.

Edifício da Administração das Matas Nacionais - início do séc. XX
Edifício da Unidade de Gestão Florestal do Centro Litoral

Fontes no Pinhal do Rei

Aproveitando a enorme riqueza em lençóis de água existente no Pinhal do Rei e para que trabalhadores e animais que na Mata laboravam pudessem matar a sua sede, os Serviços Florestais construíram, a partir de 1909, um conjunto de poços e fontes, muitas delas existentes ainda nos dias de hoje. O nº 82 do Jornal da Marinha Grande, de 12 de Dezembro de1964, publicou um excelente artigo acerca de algumas dessas fontes. O seu autor foi João Francisco Saboga que escrevia com o pseudónimo Sá Peixe.
In: Jornal da Marinha Grande nº 82 de 12 de Dezembro de 1964