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O Pinhal do Rei no Biosfera

Acerca da estratégia de recuperação do Pinhal do Rei após o temporal de Janeiro último, sobre, o estado da ribeira de S. Pedro de Moel e da estrada que a acompanha, ainda encerrada à circulação, os problemas com as espécies infestantes, e também sobre o rendimento e a despesa que origina a Mata Nacional de Leiria/Pinhal do Rei, o programa “Biosfera”, exibido na RTP2 no passado Domingo, 20 de Outubro, trouxe-nos importantes esclarecimentos. Para quem não teve a oportunidade de acompanhar o programa em directo, aqui fica o vídeo.

O edifício da Fábrica de Resinagem da Marinha Grande

Em 1859, foi construído o edifício da Fábrica da Resinagem e iniciava-se a sua laboração. Com uma área de 4250 m², este edifício, de estilo “Pombalino”, foi projectado por Bernardino José Gomes, cuja fábrica também dirigiu. Esta fábrica trabalhou de início por conta dos Serviços Florestais sendo mais tarde, a partir de 1868, arrendada a particulares. Em 1940, com a mudança de instalações por parte do último arrendatário, dá-se o encerramento da fábrica. O edifício regressou à posse dos Serviços Florestais e em 1941 foi cedido à Câmara Municipal da Marinha Grande. Ali foram instalados, em 1942, o Mercado Municipal e, mais tarde, a Biblioteca Municipal e a Repartição de Registo Civil. Anteriormente, já os Serviços Florestais tinham cedido a título precário algumas das dependências e anexos: ● Em 1900, para instalação dos Bombeiros Voluntários ● Em 1918, para instalação do quartel da GNR ● Em 1924, para instalação da Central Eléctrica ● Em 1925, para instalação do posto médico da Cruz Vermelha …

Casa de Guarda do Sanguinhal

Situada na fronteira Este do Pinhal, junto ao Aceiro Exterior, no início do Aceiro J, entre as antigas Casas de Guarda da Covado Lobo e da Garcia, a antiga Casa de Guarda do Sanguinhal é, talvez, a mais bonita Casa de Guarda que existiu no Pinhal do Rei, dado o seu estilo arquitectónico único nesta mata. Nas suas traseiras, em avançado estado de degradação, tal como a própria casa, podemos ainda ver as ruinas dos antigos galinheiros, do curral do porco, e a pequena horta, de onde os Guardas que ali serviram o Pinhal do Rei tiravam, para seu sustento, um complemento ao magro salário que lhes era atribuído. A poucos metros da casa existe o poço e ao lado, coberto por um pequeno telheiro, o antigo tanque de lavar que servia a casa.

A Casa de Guarda do Sanguinhal
O tanque que servia a casa
O Pinhal do Rei visto do interior da casa

Acerca do monumento a D. Dinis e à Rainha Santa Isabel em S. Pedro de Moel

A ideia de levantar um monumento ao Pinhal do Rei e a D. Dinis vinha a ser levantada pelo jornal Diário de Lisboa desde 1931, voltando ao assunto em 1935 e 1939. Por essa altura, com a “Comemoração dos Centenários”, a ideia parecia finalmente avançar mas, “a despeito de muitos apoios oficiais, incluindo o do Ministro da Agricultura”, dissipou-se. Isso mesmo é-nos contado no artigo publicado a 23 de Agosto de 1952 com o título: “Está ainda por pagar a dívida de gratidão ao Rei D. Dinis e ao Pinhal de Leiria”. Segundo o mesmo jornal o monumento ou padrão a erigir ao Pinhal de Leiria seria “altaneiro e simples, como o próprio pinheiro de alto fuste” e teria uma singela inscrição: “Daqui saíram as madeiras para as naus da India”. Porém, não tendo avançado a ideia inicial, surgiu posteriormente uma outra: “A erecção de um monumento ao Rei D. Dinis”. Diz-nos ainda o mesmo artigo que Arala Pinto, administrador do Pinhal do Rei (de Leiria), em 1951 numa conferência, “(…) proferida na Casa do Di…

O engenho de serrar madeira movido a energia eólica

Existiu no Século XVIII na Marinha Grande um engenho de serrar madeira movido a energia eólica. Foi o Rei D. João V que, por volta de 1724, tentando resolver o problema da serragem das madeiras, comprou e mandou instalar na Marinha Grande este engenho movido a vento. Totalmente construído em madeira por engenheiros holandeses foi montado onde hoje é o Parque Florestal do Engenho e, embora o seu funcionamento estivesse condicionado a vento certo e moderado, trabalhou cerca de 50 anos. O Marquês de Pombal, em 1751, interessando-se pelo engenho e pela sua segurança, mandou murar todo o recinto e criou o regulamento da “Fábrica da Madeira”. Nesse regulamento pretendia-se o controle estatal desta actividade, centrando-a exclusivamente no “engenho” e na “Fábrica da Madeira". Para isso mandava o Regulamento “extinguir inteiramente todas, e quaisquer serrarias de mão que haja no Pinhal, ou na Vieira” e, reconhecendo a necessidade de alguma madeira continuar a ser serrada manualmente por nã…

Pôr do Sol sobre o Pinhal do Rei

A enorme nuvem de fumo proveniente dos incêndios no interior centro e norte do País provocou, no passado dia 30 de Agosto, este efeito no pôr do Sol sobre o Pinhal do Rei. Um efeito bonito mas dramático se tivermos em conta a tragédia que lhe deu origem.
Pôr do Sol sobre o Pinhal do Rei em 30-08-2013

Os Ordenamentos e a gestão do Pinhal do Rei

Documentos imprescindíveis à gestão do Pinhal do Rei, os Ordenamentos eram como uma espécie de balanço ou inventário que, tal como hoje, temporariamente, se fazem em qualquer empresa e em qualquer ramo de actividade. Neles não só se analisava a gestão do Pinhal nos anos anteriores, dando a conhecer a sua situação geral, como também se programava todo o seu desenvolvimento futuro, prevendo essa mesma gestão para os anos seguintes, por exemplo ao nível do abate de árvores em futuros cortes finais.
Mas nem sempre foi assim! Até muito perto do final do Séc. XIX o Pinhal do Rei nem sempre teve uma gestão organizada.             O primeiro Ordenamento foi definido em 1892 por Bernardino Barros Gomes e elaborado conjuntamente com os silvicultores Joaquim Ferreira Borges e José Lopes Vieira. Como preparação para este ordenamento foi, nos anos de 1880, 1881 e 1882, elaborada por Bernardino Barros Gomes, Carlos Augusto de Sousa Pimentel, Joaquim Ferreira Borges e A. A. de Carvalho, a Planta Geral…