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Mensagens

Acerca do monumento a D. Dinis e à Rainha Santa Isabel em S. Pedro de Moel

A ideia de levantar um monumento ao Pinhal do Rei e a D. Dinis vinha a ser levantada pelo jornal Diário de Lisboa desde 1931, voltando ao assunto em 1935 e 1939. Por essa altura, com a “Comemoração dos Centenários”, a ideia parecia finalmente avançar mas, “a despeito de muitos apoios oficiais, incluindo o do Ministro da Agricultura”, dissipou-se. Isso mesmo é-nos contado no artigo publicado a 23 de Agosto de 1952 com o título: “Está ainda por pagar a dívida de gratidão ao Rei D. Dinis e ao Pinhal de Leiria”. Segundo o mesmo jornal o monumento ou padrão a erigir ao Pinhal de Leiria seria “altaneiro e simples, como o próprio pinheiro de alto fuste” e teria uma singela inscrição: “Daqui saíram as madeiras para as naus da India”. Porém, não tendo avançado a ideia inicial, surgiu posteriormente uma outra: “A erecção de um monumento ao Rei D. Dinis”. Diz-nos ainda o mesmo artigo que Arala Pinto, administrador do Pinhal do Rei (de Leiria), em 1951 numa conferência, “(…) proferida na Casa do Di…

O engenho de serrar madeira movido a energia eólica

Existiu no Século XVIII na Marinha Grande um engenho de serrar madeira movido a energia eólica. Foi o Rei D. João V que, por volta de 1724, tentando resolver o problema da serragem das madeiras, comprou e mandou instalar na Marinha Grande este engenho movido a vento. Totalmente construído em madeira por engenheiros holandeses foi montado onde hoje é o Parque Florestal do Engenho e, embora o seu funcionamento estivesse condicionado a vento certo e moderado, trabalhou cerca de 50 anos. O Marquês de Pombal, em 1751, interessando-se pelo engenho e pela sua segurança, mandou murar todo o recinto e criou o regulamento da “Fábrica da Madeira”. Nesse regulamento pretendia-se o controle estatal desta actividade, centrando-a exclusivamente no “engenho” e na “Fábrica da Madeira". Para isso mandava o Regulamento “extinguir inteiramente todas, e quaisquer serrarias de mão que haja no Pinhal, ou na Vieira” e, reconhecendo a necessidade de alguma madeira continuar a ser serrada manualmente por nã…

Pôr do Sol sobre o Pinhal do Rei

A enorme nuvem de fumo proveniente dos incêndios no interior centro e norte do País provocou, no passado dia 30 de Agosto, este efeito no pôr do Sol sobre o Pinhal do Rei. Um efeito bonito mas dramático se tivermos em conta a tragédia que lhe deu origem.
Pôr do Sol sobre o Pinhal do Rei em 30-08-2013

Os Ordenamentos e a gestão do Pinhal do Rei

Documentos imprescindíveis à gestão do Pinhal do Rei, os Ordenamentos eram como uma espécie de balanço ou inventário que, tal como hoje, temporariamente, se fazem em qualquer empresa e em qualquer ramo de actividade. Neles não só se analisava a gestão do Pinhal nos anos anteriores, dando a conhecer a sua situação geral, como também se programava todo o seu desenvolvimento futuro, prevendo essa mesma gestão para os anos seguintes, por exemplo ao nível do abate de árvores em futuros cortes finais.
Mas nem sempre foi assim! Até muito perto do final do Séc. XIX o Pinhal do Rei nem sempre teve uma gestão organizada.             O primeiro Ordenamento foi definido em 1892 por Bernardino Barros Gomes e elaborado conjuntamente com os silvicultores Joaquim Ferreira Borges e José Lopes Vieira. Como preparação para este ordenamento foi, nos anos de 1880, 1881 e 1882, elaborada por Bernardino Barros Gomes, Carlos Augusto de Sousa Pimentel, Joaquim Ferreira Borges e A. A. de Carvalho, a Planta Geral…

Cuidado! Não provoque o fogo!

Sem data de edição que conseguisse apurar em concreto, este cartaz, editado pelos Serviços Florestais por volta do início da década de 80 do Séc. passado, chamava a atenção para os perigos dos incêndios florestais. Com as dimensões de 48.5 x 33 cm, através de um engraçado personagem, o cartaz, que também circulou no nosso concelho e nas nossas escolas, apontava tais perigos dizendo: “Cuidado! Não provoque o fogo! - Lembre-se! Um fósforo ou uma ponta de cigarro podem ser o princípio....”. Uma mensagem sempre actual que, nestes dias quentes de Verão, convém ter em conta, não vá o pior acontecer ao nosso Pinhal do Rei.

O Ponto de Vigia do Facho

Bernardino Barros Gomes mandou instalar em finais do Séc. XIX os primeiros pontos de vigia para detecção de incêndios no Pinhal do Rei.             Naquela época, estes Pontos eram apenas pequenas barracas de madeira com torres anexas nos sítios mais altos do Pinhal: Facho, Ladeira Grande, Crastinha e também no edifício da Resinagem. Em 1885 foi construído o Ponto da Boavista substituindo o do Edifício da Resinagem. Em cada um destes pontos de vigia viviam dois homens vigiando permanentemente o Pinhal, vindo um deles avisar a Administração em caso de incêndio. Construídos em madeira e dado que esta estava a apodrecer, os primitivos Pontos de Vigia da Ladeira Grande e da Crastinha foram reconstruídos alguns anos após a sua construção. Por estar mal construído foi também reconstruído o Ponto do Facho. Nessa reconstrução, estes Pontos passaram a ser constituídos por altas armações em ferro, em cujo topo, rodeado por uma varanda, estava o posto de vigia. A partir de 1936, por projecto do Eng.º …

Morcegos no Pinhal do Rei

O grupo "Borboletas da Marinha Grande" organizou mais uma das suas sessões de observação de borboletas nocturnas, desta vez no Vale dos Pirilampos no Pinhal do Rei. Esta sessão era aguardada com alguma ansiedade por alguns dos regulares membros do grupo, já que traria associada uma novidade nunca antes praticada pelo grupo. De facto, tratou-se de uma sessão de observação conjunta de morcegos e borboletas nocturnas. Sílvia Barreiro e Bruno Silva, conhecedores do assunto em questão (quirópteros), transmitiram aos participantes conhecimentos acerca dos morcegos em Portugal e no Mundo, inclusive através de uma apresentação multimédia. O objectivo em relação à sessão de observação de morcegos era a captura de eventuais espécimes habitantes daquela zona do Pinhal, observá-los e catalogá-los sendo, para tal, montadas redes para a sua captura. Porém, ia já adiantada a hora sem que nas redes tivesse caído algum indivíduo. Algum desalento grassava entre os presentes na sessão. Já passava…