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Mensagens

Os Ordenamentos e a gestão do Pinhal do Rei

Documentos imprescindíveis à gestão do Pinhal do Rei, os Ordenamentos eram como uma espécie de balanço ou inventário que, tal como hoje, temporariamente, se fazem em qualquer empresa e em qualquer ramo de actividade. Neles não só se analisava a gestão do Pinhal nos anos anteriores, dando a conhecer a sua situação geral, como também se programava todo o seu desenvolvimento futuro, prevendo essa mesma gestão para os anos seguintes, por exemplo ao nível do abate de árvores em futuros cortes finais.
Mas nem sempre foi assim! Até muito perto do final do Séc. XIX o Pinhal do Rei nem sempre teve uma gestão organizada.             O primeiro Ordenamento foi definido em 1892 por Bernardino Barros Gomes e elaborado conjuntamente com os silvicultores Joaquim Ferreira Borges e José Lopes Vieira. Como preparação para este ordenamento foi, nos anos de 1880, 1881 e 1882, elaborada por Bernardino Barros Gomes, Carlos Augusto de Sousa Pimentel, Joaquim Ferreira Borges e A. A. de Carvalho, a Planta Geral…

Cuidado! Não provoque o fogo!

Sem data de edição que conseguisse apurar em concreto, este cartaz, editado pelos Serviços Florestais por volta do início da década de 80 do Séc. passado, chamava a atenção para os perigos dos incêndios florestais. Com as dimensões de 48.5 x 33 cm, através de um engraçado personagem, o cartaz, que também circulou no nosso concelho e nas nossas escolas, apontava tais perigos dizendo: “Cuidado! Não provoque o fogo! - Lembre-se! Um fósforo ou uma ponta de cigarro podem ser o princípio....”. Uma mensagem sempre actual que, nestes dias quentes de Verão, convém ter em conta, não vá o pior acontecer ao nosso Pinhal do Rei.

O Ponto de Vigia do Facho

Bernardino Barros Gomes mandou instalar em finais do Séc. XIX os primeiros pontos de vigia para detecção de incêndios no Pinhal do Rei.             Naquela época, estes Pontos eram apenas pequenas barracas de madeira com torres anexas nos sítios mais altos do Pinhal: Facho, Ladeira Grande, Crastinha e também no edifício da Resinagem. Em 1885 foi construído o Ponto da Boavista substituindo o do Edifício da Resinagem. Em cada um destes pontos de vigia viviam dois homens vigiando permanentemente o Pinhal, vindo um deles avisar a Administração em caso de incêndio. Construídos em madeira e dado que esta estava a apodrecer, os primitivos Pontos de Vigia da Ladeira Grande e da Crastinha foram reconstruídos alguns anos após a sua construção. Por estar mal construído foi também reconstruído o Ponto do Facho. Nessa reconstrução, estes Pontos passaram a ser constituídos por altas armações em ferro, em cujo topo, rodeado por uma varanda, estava o posto de vigia. A partir de 1936, por projecto do Eng.º …

Morcegos no Pinhal do Rei

O grupo "Borboletas da Marinha Grande" organizou mais uma das suas sessões de observação de borboletas nocturnas, desta vez no Vale dos Pirilampos no Pinhal do Rei. Esta sessão era aguardada com alguma ansiedade por alguns dos regulares membros do grupo, já que traria associada uma novidade nunca antes praticada pelo grupo. De facto, tratou-se de uma sessão de observação conjunta de morcegos e borboletas nocturnas. Sílvia Barreiro e Bruno Silva, conhecedores do assunto em questão (quirópteros), transmitiram aos participantes conhecimentos acerca dos morcegos em Portugal e no Mundo, inclusive através de uma apresentação multimédia. O objectivo em relação à sessão de observação de morcegos era a captura de eventuais espécimes habitantes daquela zona do Pinhal, observá-los e catalogá-los sendo, para tal, montadas redes para a sua captura. Porém, ia já adiantada a hora sem que nas redes tivesse caído algum indivíduo. Algum desalento grassava entre os presentes na sessão. Já passava…

O Vale dos Pirilampos

O pequeno lugar conhecido como Vale dos Pirilampos está integrado numa zona de maior amplitudeconhecida por Vale da Felícia, um dos locais de maior biodiversidade e onde podem ser admiradas algumas da espécies de fauna e flora autóctones do Pinhal do Rei. Está situado entre as abruptas vertentes do Ribeiro de S. Pedro de Moel, entre a ponte conhecida como Ponte de S. Pedro, na Estrada Nacional 242-2 entre a Marinha Grande e S. Pedro de Moel, e o lugar da Ponte Nova. Atravessando o Pinhal de Este para Oeste, o Ribeiro de S. Pedro de Moel, serpenteando em direcção à foz na Praia Velha, entre curva e contracurva, talvez devido também a pequenos troncos caídos e em decomposição que, ao longo dos tempos, se acumularam naquele lugar obstruindo-o parcialmente, alargou o leito e formou um pequeno lago, criando um dos mais belos e calmos recantos do Pinhal do Rei. Relatos antigos descrevem este local como ponto de encontro de grupos de jovens que, no Verão, aqui se reuniam para usufruírem do peq…

Um fogo no Pinhal do Rei

Publicado na Ilustração Portuguesa, um suplemento do jornal “O Século”, em Setembro de 1916,este impressionante artigo relata,ao longo de quatro páginas,a ocorrência de “Um fogo no Pinhal de Leiria”.


In: Ilustração Portuguesa nº 550 de 04 de Setembro de 1916 © Hemeroteca Digital

Marcos de 1841 no Pinhal do Rei

Existem ainda no Pinhal do Rei alguns dos marcos que, segundo o Eng.º Arala Pinto no seu livro “O Pinhal do Rei”, foram colocados em 1841 quando se fez o levantamento da respectiva Carta Topográfica do Pinhal Nacional de Leiria. Estes marcos, os mais antigos que ainda, nos dias de hoje, podemos observar, encontram-se ao longo do Aceiro Exterior delimitando o Pinhal em toda a sua fronteira do lado de terra. Na inscrição colocada na face virada para o Pinhal, composta por três partes, podemos observar na sua parte superior um número que, à partida, será o número atribuído a cada marco. Ao analisar a legenda da já referida Carta Topográfica encontramos uma explicação para as abreviaturas que dela constam. Aí pode ver-se, entre outras, que M=Marco. Ao analisar a mesma Carta encontramos várias abreviaturas “M” ao longo do Aceiro Exterior, seguidas de um número. Esse número é sequencial, aumentando de Norte para Sul ao longo do Aceiro Geral, circundando todo o Pinhal do lado de terra. Na zon…