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Mensagens

O Vale dos Pirilampos

O pequeno lugar conhecido como Vale dos Pirilampos está integrado numa zona de maior amplitudeconhecida por Vale da Felícia, um dos locais de maior biodiversidade e onde podem ser admiradas algumas da espécies de fauna e flora autóctones do Pinhal do Rei. Está situado entre as abruptas vertentes do Ribeiro de S. Pedro de Moel, entre a ponte conhecida como Ponte de S. Pedro, na Estrada Nacional 242-2 entre a Marinha Grande e S. Pedro de Moel, e o lugar da Ponte Nova. Atravessando o Pinhal de Este para Oeste, o Ribeiro de S. Pedro de Moel, serpenteando em direcção à foz na Praia Velha, entre curva e contracurva, talvez devido também a pequenos troncos caídos e em decomposição que, ao longo dos tempos, se acumularam naquele lugar obstruindo-o parcialmente, alargou o leito e formou um pequeno lago, criando um dos mais belos e calmos recantos do Pinhal do Rei. Relatos antigos descrevem este local como ponto de encontro de grupos de jovens que, no Verão, aqui se reuniam para usufruírem do peq…

Um fogo no Pinhal do Rei

Publicado na Ilustração Portuguesa, um suplemento do jornal “O Século”, em Setembro de 1916,este impressionante artigo relata,ao longo de quatro páginas,a ocorrência de “Um fogo no Pinhal de Leiria”.


In: Ilustração Portuguesa nº 550 de 04 de Setembro de 1916 © Hemeroteca Digital

Marcos de 1841 no Pinhal do Rei

Existem ainda no Pinhal do Rei alguns dos marcos que, segundo o Eng.º Arala Pinto no seu livro “O Pinhal do Rei”, foram colocados em 1841 quando se fez o levantamento da respectiva Carta Topográfica do Pinhal Nacional de Leiria. Estes marcos, os mais antigos que ainda, nos dias de hoje, podemos observar, encontram-se ao longo do Aceiro Exterior delimitando o Pinhal em toda a sua fronteira do lado de terra. Na inscrição colocada na face virada para o Pinhal, composta por três partes, podemos observar na sua parte superior um número que, à partida, será o número atribuído a cada marco. Ao analisar a legenda da já referida Carta Topográfica encontramos uma explicação para as abreviaturas que dela constam. Aí pode ver-se, entre outras, que M=Marco. Ao analisar a mesma Carta encontramos várias abreviaturas “M” ao longo do Aceiro Exterior, seguidas de um número. Esse número é sequencial, aumentando de Norte para Sul ao longo do Aceiro Geral, circundando todo o Pinhal do lado de terra. Na zon…

Lonsdale Ragg no Pinhal do Rei em 1937

Lonsdale Ragg visitou o Pinhal do Rei em 1937, onde estudou e desenhou os mais velhos e notáveis pinheiros da nossa Mata. Sobre Lonsdale Ragg diz-nos o Eng.º Arala Pinto no seu livro “O Pinhal do Rei”:
          “De entre os visitadores estrangeiros do Pinhal de Leiria, quero destacar Lonsdale Ragg, pontífice da religião protestante e do druidismo, inspector dos templos protestantes construídos pelo homem, e dos monumentos vivos erguidos pela Natureza, espalhados uns e outros por todos os recantos do Globo. Setenta e quatro anos (?) vividos a insuflarem o espírito do amor do próximo, de bondade e a trazer para “The tree Lover” as imagens das velhas árvores, que o provecto peregrino em giros continuados vai descobrindo na Europa, na Ásia, nas Américas, na África ou na Oceânia. Filho do país da bruma, talvez do oeste da Grã-bretanha ou da Irlanda … Lonsdale Ragg bateu um dia à porta da minha tebaida, queria um guarda-florestal que lhe mostrasse os velhos pinheiros de D. Dinis que desejava d…

O Ponto de Vigia da Crastinha

Em finais do Séc. XIX, para detecção de incêndios no Pinhal do Rei, Bernardino Barros Gomes mandou instalar os Pontos de Vigia. Inicialmente, estes Pontos eram pequenas barracas de madeira com torres anexas nos sítios mais altos do Pinhal: Facho, Ladeira Grande, Crastinha e também no Edifício da Resinagem. Em cada um viviam dois homens vigiando permanentemente o Pinhal, vindo um deles avisar a Administração em caso de incêndio. Alguns anos após a sua construção foram reconstruídos os Pontos da Ladeira Grande e da Crastinha, por a madeira estar a apodrecer, e também o do Facho por estar mal construído. Nessa reconstrução, estes Pontos passaram a ser constituídos por altas armações em ferro, em cujo topo, rodeado por uma varanda, estava o posto de vigia.             A partir de 1936, por projecto do Eng.º Mário Amaro Santos Galo, o Ponto do Facho e o da Crastinha foram reconstruídos em cimento armado. O Ponto da Ladeira Grande foi substituído pelo Ponto Novo. Nessa reconstrução, anexa à t…

Árvore de interesse público - Talhão 289

Este monumental eucalipto, situado no talhão 289 do Pinhal do Rei (Mata Nacional de Leiria), faz parte da lista completa das árvores notáveis, classificadas como árvores de interesse público, do Pinhal do Rei e do Concelho da Marinha Grande, que aqui coloquei e que, tal como outras, “pela sua forma, idade e dimensão, justificam que sejam preservadas, respeitadas e apreciadas”. Aqui ficam os dados deste gigantesco eucalipto do Pinhal do Rei:
Lugar: Mata Nacional de Leiria - Talhão 289, parcela A
Nome científico: Eucalyptus globulus Labillardière
Nome vulgar: Eucalipto
Descrição: Árvore isolada
Perímetro a 1,30m do solo: 9,2 m
Diâmetro a 1,30m do solo (DAP): 2,9 m
Diâmetro médio da copa: 37,5 m
Altura: 48,5 m
Idade aproximada: 100


Placa alusiva a esta árvore
O eucalipto gigante do Tromelgo

O Pinhal do Rei em 1912

Com o título “A nossa riqueza florestal e o vandalismo”, este artigo, publicado na “Ilustração Portuguesa” em 30 de Junho de 1912, relata factos e acontecimentos ocorridos no Pinhal do Rei à data da sua publicação. As fotografias são do distinto fotógrafo amador da Marinha Grande, Sr. João de Magalhães Junior. In: Ilustração Portuguesa nº 329 de 30 de Junho de 1912 (extractos do publicado) © Hemeroteca Digital
In: Ilustração Portuguesa nº 329 de 30 de Junho de 1912 © Hemeroteca Digital