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Lonsdale Ragg no Pinhal do Rei em 1937

Lonsdale Ragg visitou o Pinhal do Rei em 1937, onde estudou e desenhou os mais velhos e notáveis pinheiros da nossa Mata. Sobre Lonsdale Ragg diz-nos o Eng.º Arala Pinto no seu livro “O Pinhal do Rei”:
          “De entre os visitadores estrangeiros do Pinhal de Leiria, quero destacar Lonsdale Ragg, pontífice da religião protestante e do druidismo, inspector dos templos protestantes construídos pelo homem, e dos monumentos vivos erguidos pela Natureza, espalhados uns e outros por todos os recantos do Globo. Setenta e quatro anos (?) vividos a insuflarem o espírito do amor do próximo, de bondade e a trazer para “The tree Lover” as imagens das velhas árvores, que o provecto peregrino em giros continuados vai descobrindo na Europa, na Ásia, nas Américas, na África ou na Oceânia. Filho do país da bruma, talvez do oeste da Grã-bretanha ou da Irlanda … Lonsdale Ragg bateu um dia à porta da minha tebaida, queria um guarda-florestal que lhe mostrasse os velhos pinheiros de D. Dinis que desejava d…

O Ponto de Vigia da Crastinha

Em finais do Séc. XIX, para detecção de incêndios no Pinhal do Rei, Bernardino Barros Gomes mandou instalar os Pontos de Vigia. Inicialmente, estes Pontos eram pequenas barracas de madeira com torres anexas nos sítios mais altos do Pinhal: Facho, Ladeira Grande, Crastinha e também no Edifício da Resinagem. Em cada um viviam dois homens vigiando permanentemente o Pinhal, vindo um deles avisar a Administração em caso de incêndio. Alguns anos após a sua construção foram reconstruídos os Pontos da Ladeira Grande e da Crastinha, por a madeira estar a apodrecer, e também o do Facho por estar mal construído. Nessa reconstrução, estes Pontos passaram a ser constituídos por altas armações em ferro, em cujo topo, rodeado por uma varanda, estava o posto de vigia.             A partir de 1936, por projecto do Eng.º Mário Amaro Santos Galo, o Ponto do Facho e o da Crastinha foram reconstruídos em cimento armado. O Ponto da Ladeira Grande foi substituído pelo Ponto Novo. Nessa reconstrução, anexa à t…

Árvore de interesse público - Talhão 289

Este monumental eucalipto, situado no talhão 289 do Pinhal do Rei (Mata Nacional de Leiria), faz parte da lista completa das árvores notáveis, classificadas como árvores de interesse público, do Pinhal do Rei e do Concelho da Marinha Grande, que aqui coloquei e que, tal como outras, “pela sua forma, idade e dimensão, justificam que sejam preservadas, respeitadas e apreciadas”. Aqui ficam os dados deste gigantesco eucalipto do Pinhal do Rei:
Lugar: Mata Nacional de Leiria - Talhão 289, parcela A
Nome científico: Eucalyptus globulus Labillardière
Nome vulgar: Eucalipto
Descrição: Árvore isolada
Perímetro a 1,30m do solo: 9,2 m
Diâmetro a 1,30m do solo (DAP): 2,9 m
Diâmetro médio da copa: 37,5 m
Altura: 48,5 m
Idade aproximada: 100


Placa alusiva a esta árvore
O eucalipto gigante do Tromelgo

O Pinhal do Rei em 1912

Com o título “A nossa riqueza florestal e o vandalismo”, este artigo, publicado na “Ilustração Portuguesa” em 30 de Junho de 1912, relata factos e acontecimentos ocorridos no Pinhal do Rei à data da sua publicação. As fotografias são do distinto fotógrafo amador da Marinha Grande, Sr. João de Magalhães Junior. In: Ilustração Portuguesa nº 329 de 30 de Junho de 1912 (extractos do publicado) © Hemeroteca Digital
In: Ilustração Portuguesa nº 329 de 30 de Junho de 1912 © Hemeroteca Digital

Árvore de interesse público - Talhão 154

Este pinheiro, situado no talhão 154 do Pinhal do Rei (Mata Nacional de Leiria), faz parte da lista completa das árvores notáveis, classificadas como árvores de interesse público, do Pinhal do Rei e do Concelho da Marinha Grande, que aqui coloquei e que, tal como outros, “pela sua forma, idade e dimensão, justificam que sejam preservados, respeitados e apreciados”.

Árvore de interesse público - Talhão 154
Placa alusiva a esta árvore

Acerca dos Guardas-florestais

“Se a agricultura, as pastagens e as guerras levaram o homem à destruição das florestas, três causas de capital importância – a construção naval, a caça, as ferrarias – o forçaram a olhar pela sua conservação e desenvolvimento.” O zelo pela floresta foi uma missão desde sempre atribuída aos guardas florestais que já em 1605 eram em número de 24 no Pinhal de Leiria. Couteiros que ao longo dos anos viram as suas atribuições tornarem-se mais abrangentes, requerendo, para um bom desempenho do cargo, conhecimentos técnicos específicos que ultrapassavam as funções de simples polícia. Ao guarda florestal era-lhe exigido um conjunto de conhecimentos sobre espécies florestais, sementeiras, plantações, viveiros, colheitas, formação e fixação das dunas, principais ameaças para o pinhal, medidas preventivas e de combate a incêndios, exploração florestal, agrimensura, polícia e fiscalização, entre outros. Participava activa e decididamente em todas as grandes etapas da protecção, fomento e valorizaç…

Casa de Guarda da Cova do Lobo

Para demarcar todo o Pinhal do lado de terra (Norte, Sul e Este) e também como forma de prevenir que fogos exteriores ao Pinhal Real não passassem para dentro deste, foi criada, no tempo do Marquês de Pombal, uma faixa de terreno em volta do Pinhal com 22 metros de largura e sem qualquer vegetação, a que veio a chamar-se Aceiro Exterior ou Aceiro Geral.             Mais tarde, em 1790, para aumentar a segurança e o controlo de entradas e saídas do Pinhal, o Ministro da Marinha Martinho de Melo e Castro mandou abrir uma vala com 2 metros de profundidade e 1.5 metros de largura que circundava todo o Pinhal acompanhando o Aceiro Exterior e deixando apenas 4 passagens controladas por guardas. Aí foram construídas casas onde os guardas passaram a viver com as suas famílias. Uma dessas primeiras passagens foi aberta no sítio da Cova do Lobo, topónimo cuja origem desconheço. O sítio da Cova do Lobo situa-se na fronteira Este do Pinhal, junto ao Aceiro Exterior, no início do Aceiro I. No local …