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Um ano depois

Decorrido um ano após o tremendo temporal que no dia 19 de Janeiro de 2013 atingiu o país e, logicamente, também o Pinhal do Rei, originando a queda de milhares de árvores por todo o Pinhal, recordo aqui aquele que foi o maior pinheiro-bravo do país e o maior da Península Ibérica. Com cerca de 200 anos, tendo como “Mãe” a grande Mata que é o nosso Pinhal do Rei, dado que aqui foi nascido e criado, este era sem dúvida o seu menino querido. Das muitas vezes que que por lá passei, durante os longos meses que esteve tombado na própria terra que o vira nascer e crescer, ao vê-lo assim, fazia-me sempre lembrar um pequeno excerto de um célebre poema de Fernando Pessoa em que, nas palavras do Poeta, se diz:
“(…) Jaz morto e apodrece O menino da sua mãe”.
E era, ali estava! Descansando! Talvez viesse a apodrecer se não fosse entretanto retirado. Agora, um ano após a terrível tempestade, o colossal exemplar de pinheiro-bravo, aquele que foi classificado como o maior da Península Ibérica e um dos ma…

O Pinheiro de Pedreanes

Este pinheiro, de notáveis dimensões, existiu no talhão 214, em Pedreanes, junto à vala exterior, e ficou conhecido como o Pinheiro de Pedreanes. Tinha 32 metros de altura. Foi neste pinheiro que BernardinoJosé Gomes fez a primeira incisão para estudo do método de resinagem francês em Portugal. O Pinheiro de Pedreanes foi derrubado por um vendaval em 1937. Da análise do seu tronco verificou-se uma idade de 150 anos.
O Pinheiro de Pedreanes - Anos 30 do séc. XX

Árvore de interesse público - Talhão 289

Este monumental eucalipto, situado no talhão 289 do Pinhal do Rei (Mata Nacional de Leiria), faz parte da lista completa das árvores notáveis, classificadas como árvores de interesse público, do Pinhal do Rei e do Concelho da Marinha Grande, que aqui coloquei e que, tal como outras, “pela sua forma, idade e dimensão, justificam que sejam preservadas, respeitadas e apreciadas”. Aqui ficam os dados deste gigantesco eucalipto do Pinhal do Rei:
Lugar: Mata Nacional de Leiria - Talhão 289, parcela A
Nome científico: Eucalyptus globulus Labillardière
Nome vulgar: Eucalipto
Descrição: Árvore isolada
Perímetro a 1,30m do solo: 9,2 m
Diâmetro a 1,30m do solo (DAP): 2,9 m
Diâmetro médio da copa: 37,5 m
Altura: 48,5 m
Idade aproximada: 100


Placa alusiva a esta árvore
O eucalipto gigante do Tromelgo

O Pinhal do Rei em 1912

Com o título “A nossa riqueza florestal e o vandalismo”, este artigo, publicado na “Ilustração Portuguesa” em 30 de Junho de 1912, relata factos e acontecimentos ocorridos no Pinhal do Rei à data da sua publicação. As fotografias são do distinto fotógrafo amador da Marinha Grande, Sr. João de Magalhães Junior. In: Ilustração Portuguesa nº 329 de 30 de Junho de 1912 (extractos do publicado) © Hemeroteca Digital
In: Ilustração Portuguesa nº 329 de 30 de Junho de 1912 © Hemeroteca Digital

Árvore de interesse público - Talhão 154

Este pinheiro, situado no talhão 154 do Pinhal do Rei (Mata Nacional de Leiria), faz parte da lista completa das árvores notáveis, classificadas como árvores de interesse público, do Pinhal do Rei e do Concelho da Marinha Grande, que aqui coloquei e que, tal como outros, “pela sua forma, idade e dimensão, justificam que sejam preservados, respeitados e apreciados”.

Árvore de interesse público - Talhão 154
Placa alusiva a esta árvore

O tojo

Nas longas temporadas que passava na sua casa de S. Pedro de Moel, Afonso Lopes Vieira, dada a proximidade do Mar e do Pinhal do Rei, ali viria a inspirar-se para a escrita de alguns dos seus poemas. Aqui fica “O tojo”, poema inspirado na planta arbustiva espinhosa que, com frequência, cresce no Pinhal do Rei:


O tojo
No mato, assim, de rojo, não sabe lisonjear…

É misantropo, o tojo.
Dá flor; sabe florir, - prova que sabe amar.

Somente, lá fingir não sabe, nem mentir
para agradar.

Seus bicos ele enrista no matagal marinho?
É certo: - e estão à vista.

As almas verdadeiras não são como as roseiras:
a flor não esconde o espinho.
Lindo tojo silvestre:
fossemos nós assim!

Dás flor, e és rude. És mestre.
Cresce no meu jardim.
Afonso Lopes Vieira

Flores do Verde Pinho

Era na casa de S. Pedro de Moel, sobranceira ao mar, que Afonso Lopes Vieira passava longas temporadas escrevendo os seus poemas. Dada a proximidade existente entre a casa e o Pinhal do Rei, a grande Mata, a “Catedral Verde e Sussurrante” como o Poeta viria a chamar-lhe, inspirá-lo-ia na escrita de alguns dos seus poemas. Aqui fica um exemplo:

Flores do Verde Pinho
Oh meu jardim de saudades,
verde catedral marinha,
e cuja reza caminha pelas reboantes naves…
Ai flores do verde pinho, dizei que novas sabedes da minha alma, cujas sedes a perderam no caminho?

Revejo-te e venho exangue, acolhe-me com piedade, longo jardim da saudade que me puseste no sangue.

Ai flores do verde ramo, dizei que novas sabedes da minha alma, cujas sedes a alongaram do que eu amo?

-A tua alma em mim existe e anda no aroma das flores, que te falam dos amores de tudo o que é lindo e triste.

A tua alma, com carinho, eu guardo-a e deito-a a cantar das flores do verde pinho

Árvores de interesse público do concelho da Marinha Grande

A existência de duas grandes matas nacionais no concelho da Marinha Grande, o Pinhal do Rei (Mata Nacional de Leiria) e a Mata Nacional do Casal da Lebre, leva-nos, consequentemente, a que, no nosso concelho, haja uma grande quantidade de árvores classificadas como “árvores de interesse público”.
           A contribuir em grande parte para esse facto, encontra-se o Pinhal do Rei cuja área ocupa cerca de 2/3 do concelho da Marinha Grande. Além da quantidade e diversidade, é de referir também a longevidade de algumas destas árvores, com exemplares a ultrapassarem já a idade de 200 anos.
            Fora destes dois perímetros florestais, também classificado como árvore de interesse público, existe ainda na Marinha Grande, na Escola Básica do 2º e 3º Ciclos - Guilherme Stephens, um sobreiro com uma idade aproximada de 100 anos.
            A listagem abaixo descreve a totalidade das árvores de interesse público do concelho da Marinha Grande.
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Árvores de interesse público – Talhão 179

No Parque de merendas junto à Casa de Guarda da Garcia, existe um conjunto de árvores de interesse público constituído por um maciço de 20 exemplares de ciprestes-dos-pântanos (Taxodium distichum Richards), de características raras no País. Esta espécie, nativa das zonas pantanosas do Sudeste dos EUA e Golfo do México, está incluída na Ordem das Coníferas, a mesma dos pinheiros. Este conjunto de árvores situa-se no talhão 179 do Pinhal do Rei e a classificação de interesse público foi-lhes atribuída pelo Aviso nº 12 de 26/10/2009. Existem também neste local alguns eucaliptos de porte assinalável.
Ciprestes-dos-pântanos no parque de merendas junto à Casa de Guarda da Garcia
Placa existente no local alusiva a este conjunto de árvores de interesse público
Á esquerda um cipreste-dos-pântanos e à direita alguns eucaliptos

Árvore de interesse público - Talhão 231

Ao percorrermos as imediações da orla marítima do Pinhal do Rei, encontramos os imponentes pinheiros-bravos rastejantes, também conhecidos por serpentes, que a elevada salinidade proveniente da costa, impelida pelos ventos, impede o normal crescimento das suas gemas terminais mais novas, prejudicando-os no seu crescimento e obrigando-os a rastejar, tomando formas bizarras.
Pinheiro-serpente no talhão 231, junto à praia das Pedras Negras, em 2007

Placa alusiva a esta árvore de interesse público

Pinheiro-serpente no talhão 231, junto à praia das Pedras Negras, em 2013

Flores do Pinhal do Rei

No Pinhal do Rei, também conhecido por Pinhal de Leiria, para além do pinheiro-bravo, largamente a espécie predominante, e de alguns núcleos de pinheiro-manso, existe no Pinhal uma grande variedade de outras espécies, quer sejam arbustos de geração espontânea, grandes árvores exóticas, ou ainda pequenas flores que o tornam num enorme espaço florido.

Viveiro Florestal do Tromelgo

Desconhece-se ao certo a data de entrada em funcionamento do viveiro do Tromelgo mas um documento enviado a Frederico Varnhagem em 1826, citado por Arala Pinto em 1938 no seu livro “Pinhal do Rei”, já dizia: “Remeto a V. S.ª huma porção de Penisco, novo, colhido nos Bosques da Polonia, e da Rússia Branca, a fim de que de baixo de todo o cuidado e observação V. S.ª o faça semear, como melhor julgar, nos Reaes Pinhaes da sua Administração; devendo V. S,ª de huma pequena porção do referido Penisco fazer sementeira, onde entender mais acertado, em alfobres, (…), enquanto não vingam. E posteriormente informar-me do resultado destas plantações.”. Poderá ter estado aqui o início do viveiro do Tromelgo, onde o terreno era fresco, fundo e havia água em abundância. Em 1838, num outro documento, também citado por Arala Pinto, manifestava-se a preocupação com a qualidade e estado das sementes. E em 1839, já no tempo da Rainha D. Maria II, é seu marido D. Fernando II que pretendendo introduzir nova…